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Colunistas - Fernando Pedroso

Fernando Pedroso

Fernando Pedroso, 25 anos, decidiu seguir a carreira de jornalista para ficar mais próximo dos automóveis. Crítico, está atento a números e detalhes, que vão desde desempenho do veículo até acabamento da cabine.

Momento histórico

03/06/2009 - Fernando Pedroso

Fonte: iCarros

Na última segunda-feira (1º) presenciamos um momento histórico. Triste, porém histórico. Trata-se da queda de uma gigante, a concordata da General Motors Corporation. Não falamos da quase quebra de uma simples empresa, mas sim de um ícone. Um símbolo do forte capitalismo norteamericano com já 101 anos de história para contar.

Quando se assiste a um filme americano, é fácil ver Cadillacs, Buicks e Chevrolets desfilando esnobes pelas ruas. Já foram até protagonistas. Um GM é o carro que carrega o presidente Barack Obama. É mais do que uma marca de carro, é um império em ruínas que foi a primeira do ranking mundial até o ano passado, quando perdeu o posto e a pose para a Toyota.

E como chegou até aqui? Muitos creditam a uma sucessão de erros, como produtos mal posicionados e que não agradaram ao consumidor. A farra dos financiamentos deu a sua contribuição na crise. E, em tempos de crise, automóvel é o primeiro item cortado da lista de compras de qualquer consumidor.

A solução para que a GM não suma do mapa está nas mãos do governo norteamericano, que agora detém 60% das ações da empresa. É ele que controlará a ‘Nova GM’ sob proteção do capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos. Com ela, a empresa garantirá um tempo hábil para reestruturação.

Para o Brasil, nada muda, como disse ontem (2) o presidente da GM local, Jaime Ardila. A operação nacional é a mais lucrativa da companhia no mundo. Aqui, serão mantidos os investimentos e lançamentos previstos, como o Viva. Aliás, este modelo é a grande aposta para os mercados emergentes, que poderá segurar as pontas e garantir a reconstrução do ex-gigante.

0 a 100 km/h

- Investir no Brasil e em outros países emergentes parece aposta certa da GM. O mercado nacional cresceu 5,35% no mês de maio. São frutos do esquecimento da existência da crise econômica, volta do crédito facilitado e redução do IPI, que deve entrar em seu último mês.

- E uma das ações para reestruturação da GM é se livrar de marcas pouco lucrativas ou dispendiosas. A Hummer, que produz SUVs e picapes, foi vendida para a chinesa Sichuan Tengzhong Heavy Industrial Machinery. Segundo o Wall Street Journal, o negócio foi fechado por US$ 5 bilhões (cerca de R$ 10 bi).

Fernando Pedroso escreve às quartas


 

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