Há alguns meses, entrevistei João Batista Ciaco, diretor de marketing e relacionamento da Fiat para a revista
iCarros direcionada às concessionárias e revendas. O executivo apontou a importância que tem a internet para a relação entre os fabricantes de veículos e seus consumidores. Segundo ele, é na página da internet que o comprador se informa melhor sobre o produto em que está interessado, já que fica mais tempo visitando o site que vendo um comercial na televisão.
A montadora que eu vejo fazendo o melhor uso da ferramenta é a Fiat. Já consegui configurar um modelo em seu próprio evento de lançamento. A empresa é tão rápida em atualizar que, muitas vezes, coloca um lançamento na página antes mesmo de anunciar a chegada do carro. Por outro lado, o novo Volkswagen Fox foi mostrado para a imprensa há quase um mês. Já é possível até mesmo fazer um teste drive no compacto, mas nada dele no site. O configurador passou a semana passada toda fora do ar e hoje (16) voltou sem novidades.
Há algum tempo, a Renault também deixava de lado sua página na internet. Meses se passaram após o lançamento do Mégane Grand Tour sem que a perua aparecesse na sua lista de modelos. Apenas em um link específico era possível ter as informações sobre o modelo. Atualmente, o processo melhorou por lá.
Há também o problema de navegadores. É impossível, por exemplo, configurar um carro no site da Chevrolet pelo Mozilla Firefox. Para fazê-lo, é preciso optar pelo Microsoft Internet Explorer. Para o restante da página, o Firefox funciona normalmente. São pequenos cuidados como esse que cativam o consumidor, que está cada vez mais online.
0 a 100 km/h
- A tão falada ‘invasão chinesa’ não acontece só com a chegada de carros, como os Effa, Geely e Chana. Eles estão vindo pelas fabricantes tradicionais também. Basta lembrar que o facelift do Volkswagen Bora veio de lá. Do país asiático também é importado o desenho do Chevrolet Classic, que muda no ano que vem. E a Chevrolet continua testando uma van pequena que deve ser lançada com a sua marca em breve.
- O brasileiro é mesmo engraçado ao ter orgulho de fazer coisas erradas. É a tal Lei de Gérson ou o ‘jeitinho brasileiro’. Hoje, enquanto aguardava em uma fila de carros para entrar em uma avenida, uma VW Kombi furou todo mundo pela contramão. O pior: o passageiro ria, orgulhoso do ‘feito’. E a fiscalização? Nada. Por isso que esse tipo de malandragem nunca vai acabar.
Fernando escreve às segundas