Eles têm prazo de entrega, pressão para chegar no horário e se arriscam para cumprir o compromisso. Não estou falando dos motoboys, mas dos caminhoneiros. Eles estão para a estrada assim como os motoqueiros estão para a cidade. Por conta dos prazos do trabalho, arriscam a própria vida e também a dos outros com maior gravidade. Dependendo do caso, levar um esbarrão de um monstro de toneladas é bem mais grave que de uma motocicleta pequena, que pesa cerca de 100 kg.
Nas minhas férias, em julho, percorri cerca de 2.000 km em estradas paulistas e um desses trechos foi pela BR-116, a Régis Bittencourt, que faz a ligação entre São Paulo e Curitiba e é a principal rota para o sul do País.
Esta rodovia já foi conhecida por muito tempo como a “estrada da morte”. Não é para menos. O trecho de serra tem pista simples na descida e dupla na subida, além de curvas fechadas.
Apesar dos perigos, os caminhoneiros simplesmente ignoram boa parte das regras de segurança. Eles se jogam para a faixa da esquerda para tentar ultrapassar outro caminhão, independentemente de ter um outro veículo ali ou não. E essa ultrapassagem é quase sempre do caminhão que está a 30 km/h sobre o que está a 25 km/h. O resultado disso é lentidão e, consequentemente, congestionamento.
Este é o preço que pagamos pelos governos anteriores ter preferido investir em estradas de asfalto em vez das de ferro. O transporte de carga ferroviário seria muito mais eficiente e seguro. O mesmo vale para o transporte de passageiros, vide o exemplo da Europa e Japão, onde a malha de trens atende bem a ambos os casos. O alento é que isso está sendo revisto, com o projeto de um trem de alta velocidade que deve ligar o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP) ao Rio de Janeiro (RJ), passando pela capital paulista. Que vire realidade e que não seja apenas uma propaganda eleitoreira da nossa ministra-candidata.
0 a 100 km/h
- O Hyundai i30 parece que chegou mesmo para fazer sucesso. Importado pela CAOA, o médio chegou a marca de 1.320 unidades vendidas, ficando em terceiro da sua categoria. Ele só perde para o Chevrolet Astra e para o Volkswagen Golf. Vamos ver se o sulcoreano mantém o ritmo ao longo do ano.
- No mais, o Volkswagen Gol manteve a liderança a frente dos Fiat Palio e Mille. O compacto da VW já tem uma vantagem de 54.504 unidades em relação ao segundo colocado no acumulado do ano.
Fernando escreve às quartas