Aparecida (SP) recebe encontro de Maverick

O iCarros acompanhou a primeira Maverick Power Tour, carreata com 45 carros, de São Paulo até a ‘capital da Fé’

24/03/2009 - Texto e fotos: Fernando Pedroso, de Aparecida (SP) / Fonte: iCarros

 
 
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  • A professora Nídia Saraiva e 'Romeu', seu Maverick Super 1976 Rodrigo Lombardi, presidente do Maverick Clube do Brasil, e seu Maverick4
A bordo de um Ford Maverick Super 1976, que pertence ao engenheiro eletrônico Rogério Moreno, o iCarros participou da primeira edição do Maverick Power Tour, no último sábado (21). O evento foi organizado pelo Maverick Clube do Brasil e reuniu mais de 45 carros que vieram de São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades próximas à Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), onde os carros foram benzidos.

A carreata é uma reedição da Power Tour norteamericana, que acontece desde 1995 e vai de Los Angeles a Norwalk, com a participação de quase 4.000 automóveis clássicos, hot rods e outros veículos especiais. Saímos de São Paulo por volta das 8h30 da manhã com uma fileira de carros.

Ao longo da Rodovia Ayrton Senna, os carros passavam pela carreata e as pessoas não ficavam indiferentes. Alguns reclamavam da lentidão dos ‘carros velhos’, mas a maioria, paciente, sorria e acenava, quando não fotografava. As pessoas de mais idade eram as que mais olhavam e puxavam na memória a época em quem o ‘muscle car brasileiro’ povoou as ruas e os sonhos da juventude dos anos 70. Nos pedágios, outra bagunça. A fila de motoristas de Mavericks esperando para pagar e os funcionários correndo para sacar seus celulares com câmera e registrar o momento único.

No meio de tantos veículos, um chamava a atenção. Não tinha o escapamento barulhento como o de alguns ou a cor chamativa de outros. Era um bege, de quatro cilindros, desgastado pelo tempo, mas conservado com zelo por sua dona. Isso mesmo, no feminino. A professora universitária Nídia Saraiva ganhou o modelo Super 1976 de seu pai, o primeiro dono. O carro foi logo apelidado de Romeu, pois fazia companhia na garagem para a Julieta, um Fiat 147 Pick-Up. ‘Sempre faço questão de manter o carro original, mas também tenho orgulho das marcas do tempo que ele carrega, como o painel rachado’, disse. Quando perguntada se venderia o carro, ela foi enfática. ‘Já me ofereceram muito dinheiro por ele, mas não vendo de jeito nenhum’.

Já na cidade de Aparecida (SP), 45 Maverick ocuparam uma área reservada na Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Os romeiros, que foram ver a missa, fazer ou pagar promessas e comprar bugigangas no shopping local, acabaram fascinados pelos antigos. Um rapaz, que acompanhava sua família ao culto católico, preferiu ficar perto dos carros, a contragosto de seus pais. No local, também apareceram outros modelos como um Ford Mustang, um Aero Willys e o nacional Santa Matilde.

O encontro foi o maior do Brasil, segundo a organização. Segundo Rodrigo Lombardi, presidente do Maverick Clube do Brasil, o evento será repetido em outras localidades. ‘Os donos do carro eram desorganizados em São Paulo.Vamos, então, tentar juntá-los cada vez mais e oficializar o clube para fazer outras viagens, porque carro antigo não é para ficar parado’, disse.
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