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Comparativo: 307 Sedan e Mégane 2.0

O segmento de sedans recebeu duas novidades apropriadas ao mercado nacional.

11/10/2006 - Kyr Ostergrenn - Ag. NMA / Fonte: iCarros

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  • Motor 2.0 16V do Mégane Interior do Mégane Motor 2.0 16V do 307 Sedan Interior do 307 Sedan
     
 
 
 
O segmento dos sedans, em terras tupiniquins, desde que se tornou a bola da vez, ganhou significativa expressão. O Vectra tem vida nova (e mais espaço para o banco traseiro), o Civic está fechando o comércio com o seu estilo inusitado (ame-o ou deixe-o) e o Corolla, “senhorial” e sem novidades, mantém as boas vendas. O Focus ainda é o detentor da melhor plataforma e ajuste de suspensão, mas sua presença no mercado continua discreta, enquanto o incompreendido Marea, com bons motores originalmente Fiat, complementa o leque de ofertas. Não bastassem esses, o segmento ainda recebeu duas outras novidades de peso, muito apropriadas ao mercado nacional, comparadas neste artigo: os novos Renault Mégane e o Peugeot 307 Sedan. Ambos chegaram ao nosso mercado este ano, o 307 Sedan por último, mas ainda não possuem uma avaliação mercadológica consistente. O Renault está entre nós há mais tempo, quase seis meses, e o Peugeot ainda não completou 90 dias, mas são automóveis que merecem destaque e boa observação. As marcas francesas têm obtido bom desempenho na Europa: a Peugeot movida pelo estilo consagrado no 2006 e a Renault pela pegada forte da plataforma e trem de força do novo Mégane, mais agressivo que o do arqui-rival da marca do leão. Algumas coisas definem bem o que se espera de um sedan médio: espaço interno, acabamento mais sofisticado, a quantidade de itens de série, o menor nível de ruídos e todo um ambiente criado de forma a tornar a estada mais confortável e distinta. O isolamento acústico, trabalhado de forma mais eficiente, cria um distanciamento natural entre estes automóveis e os outros de categorias inferiores (menores). O “peso” das portas e seu trancamento mais definitivo; o revestimento interno mais agradável ao toque e, contando com o entre eixos maiores, acomodações mais confortáveis são diferenciais incontestáveis. A ergonomia é valorizada nestes sedans médios através de detalhes como o comando remoto para o sistema de áudio (presente em ambos), acionamento automático do limpador de pára-brisas e faróis (307 Sedan), bem como o posicionamento dos comandos de painel e painel de porta que são muito adequados. O interior em couro preto e com detalhes cromados do 307 sugere maior requinte, mas é o Mégane que melhor acomoda os passageiros no banco traseiro. E, com maior flexibilidade no ajuste de altura para o banco do motorista, que também possui abas laterais mais pronunciadas, o Renault acaba oferecendo melhores acomodações para o motorista. Ainda sobre o interior, em ambos persiste uma falha: o pedal de freio é muito pequeno e demasiadamente deslocado para a direita, o que dificulta a vida dos que sabem usar o pé esquerdo sobre o freio – a forma mais ágil de guiar automáticos ou seqüenciais automáticos, como é o caso desta dupla. O posicionamento e a visualização dos instrumentos de painel é melhor no Renault, que oferece o conta-giros do lado direito, o correto, ao contrário do Peugeot. O estilo, algo que deve ser tratado de forma subjetiva, pois determina o gosto ou a atração que as formas destes carros exercem sobre os consumidores. Então, ele deve ser analisado como um todo: a harmonia das linhas, a adequação do terceiro volume (porta-malas), a agressividade implementada sobre os detalhes e o requinte dos dobramentos sobre as faces metálicas da carroçaria, todos detalhes fundamentais. Sob este aspecto, a harmonia existente na carroçaria do Renault é maior. A linha de cintura corre de uma extremidade da carroçaria a outra e determina, além de velocidade robustez, coisas menos evidentes no Peugeot. As caixas de roda bem delineadas e salientes do Renault compõem muito bem o aspecto veloz imposto pelo pessoal do design, detalhe que faz contra-ponto com o estilo da lateral do 307 Sedan, quase sem dobramentos. Ainda sob a ótica da harmonia, o terceiro volume do Mégane é mais adequado ao conjunto da carroçaria, claro, desconsiderando-se a capacidade de carga e a funcionalidade oferecida em cada carro. O 307 Sedan leva grande vantagem sob este aspecto, pois seu porta-malas comporta até 623 litros contra 520 do Renault. O acesso ao compartimento de carga também é melhor no Peugeot, que conta com repartições especiais para acomodar pequenos objetos. O acesso ao compartimento traseiro é bom nos dois sedans, mas a disposição e a conformação dos bancos do Renault o tornam mais confortável sob este aspecto. Porém, mesmo homologados para cinco passageiros, vale apontar que a posição central traseira é bem menos confortável nos dois automóveis. A dirigibilidade e comportamento dinâmico em quase nada se assemelham. Muito importantes, estes detalhes estão diretamente relacionados à conformação de chassis e trem de força, e a forma como ambos foram desenvolvidos. Os motores deslocam os mesmos dois litros e ambos contam com duplo comando de válvulas (quatro válvulas por cilindro). A potência máxima aponta uma pequena vantagem para o Peugeot, que também pesa mais 76 kg do que o seu competidor, com 143 cv (6000 rpm) contra 138 cv (5500 rpm). O torque máximo mais uma vez privilegia o Peugeot com 20 kgfm (4000 rpm) de torque contra 19,2 kgfm (3750 rpm) do Mégane. Por último, mas em nada menos importante, surge um diferencial significativo sob a ótica do comportamento dinâmico: no Renault, a direção possui assistência elétrica, que não consome potência do motor, uma boa vantagem com relação ao sistema hidráulico convencional que equipa o rival. O câmbio, peça fundamental em qualquer trem de força, tanto no Mégane quanto no 307 Sedan, é do tipo seqüencial automático e, em ambos, possui apenas quatro velocidades. Mas, a relação de marchas mais curta do Renault associada ao seu menor peso, e a obtenção de potência e torque máximos a rotações mais baixas favorecem o desempenho do Mégane, que também possui uma plataforma mais rija e uma calibragem de suspensão mais adequada (firme). Ao volante... Embora sejam automóveis que competem em um mesmo segmento, as diferenças entre estes dois veículos são sensíveis. E, incrível, há vantagens para ambos, mas em situações diversas. Quando andando suavemente, a sensação de conforto é um pouco maior a bordo do Peugeot. Mas, se exigirmos retomadas mais fortes ou estivermos subindo a Serra para a região de Petrópolis, por exemplo, o conjunto (trem de força e chassis) do Renault responde mais adequadamente. Mais equilibrado e com menor tendência à rolagem, o Mégane freia melhor e, mesmo sem um sistema de controle de estabilidade (ESP), opcional presente no 307 Sedan, não deixa a desejar. Por outro lado, o conjunto de suspensão do Peugeot, mesmo permissivo e apresentando maior tendência à rolagem, nunca exigiu a presença do ESP, mesmo nas situações onde a estabilidade do carro foi bastante exigida. Serviço (preços das versões testadas): Peugeot 307 Sedan Griffe – R$ 75.950,00 Renault Mégane Dynamique 2.0 16V – R$ 67.840,00 Dados do Fabricante: Peugeot 307 Sedan Griffe Motor: 2.0 16V com 143 cv a 6000 rpm e 20 kgfm a 4000 rpm Pneus: 195/65 R15 Dimensões: Comprimento - 4790 mm Largura - 1528 mm Altura - 1762 mm Peso: 1411 kg Renault Mégane Dynamique 2.0 16V Motor: 2.0 16V com 138 cv a 5500 rpm e torque máximo de 19,2 kgfm a 3750 rpm Pneus - 205/55R16 Dimensões: Comprimento - 4498 mm Largura - 1771 mm Altura - 1460 mm Peso: 1335 kg
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