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Ford EcoSport 4WD enfrenta a trilha

Palmeirinha, piloto profissional de rally, coloca o utilitário esportivo na lama e vê até onde ele vai

28/05/2008 - Texto e fotos: Fernando Pedroso / Fonte: iCarros

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O carro passou bem pelos atoleiros
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  • O carro passou bem pelos atoleiros
  • O carro passou bem pelos atoleiros Nas descida da rampa, o carro chegou a raspar o assoalho O visual aventureiro garante as boas vendas do jipinho Paulo Nobre, o Palmeirinha, e o Ford EcoSport 4WD O bom ângulo de entrada deixou o EcoSport subir o barranco sem problemas; faltou apenas um inclinômetro
     
 
 
 
‘Off-road de butique’, ‘SUVs urbanos’, essas são algumas das nomenclaturas de carros de rua enfeitados com uma roupagem mais aventureira, como a Fiat Palio Adventure e o Volkswagen CrossFox. Há também uma versão dessas para o mais vendido da categoria de utilitários, o Ford EcoSport, que vai além do visual e oferece uma tração integral como opcional na versão 2.0 16V, além de ser o único a não ser só um carro de passeio adaptado, tem realmente cara de jipe. Para testar a capacidade do EcoSport 4WD, chamamos o piloto de rali Paulo Nobre, conhecido como Palmeirinha (pela sua paixão pela Sociedade Esportiva Palmeiras), para colocá-lo na lama em uma pista off-road, em Cotia, na Grande São Paulo. Ao primeiro olhar, ele decreta. ‘É um carro que, por ser mais alto, faz sucesso entre as pessoas que precisam andar pela buraqueira de nossas ruas’. Ainda parado, Palmeirinha perguntou como funciona a tração. Ela veio da Ford Escape e foi desenvolvida em conjunto com a Mazda. O acoplamento é viscoso e eletrônico e seu acionamento é feito por meio de um botão no painel. Ligado, uma luz no próprio botão é acesa, assim como um indicador nos instrumentos. Ao contrário de uma tração 4x4 tradicional, a força do motor não é enviada o tempo todo para o eixo traseiro. Assim que uma ou as duas rodas dianteiras destracionam, o Trac Control II, nome comercial dado à tração, acopla automaticamente, enviando 50% do torque para trás. Entrando na pista O piloto já estava ansioso para testar o jipinho na lama e foi logo apertando o botão ainda em piso seco. O resultado sentido por ele, foi a direção mais pesada para manobrar. O jeito foi voltar ao normal até chegar na terra. No primeiro trecho, nem parecia um carro feito para o uso urbano. Ela passava por ondulações sem reclamar e fazia curvas como um carro com tração dianteira, sinal de que o acoplamento era desnecessário. Assim foi até o primeiro obstáculo mais perigoso. Palmeirinha pisou fundo e passou bem por um riacho raso. Uma nuvem de fumaça branca começou a sair debaixo do carro. ‘O bloco do motor não é preparado para enfrentar água, né? Isso é perigoso. Pode até fundir’, disse. Foi esperar baixar a fumaça, checar se estava tudo bem e seguir viagem. Em outra parte da pista, um lamaçal estava à espera do EcoSport, que não perdeu a linha, mas raspou muito nos ‘facões’ da pista. ‘Mesmo com a boa altura do solo, ele não é mesmo feito para trilhas mais pesadas’, afirmou o piloto. Ele, porém, não teve dó do carro quando descobriu que parte do trajeto estava bloqueada e teve que fazer um desvio pelo meio do mato. Literalmente. Chegou, então, a hora de enfrentar um barranco. Infelizmente, faltou o inclinômetro no EcoSport (item presente nas Fiat Idea Adventure e Palio Adventure) e não sabemos qual era a inclinação exata do obstáculo. Fato é que na subida ele enfrentou com força e chegou ao topo sem dificuldades, graças ao ângulo de entrada de 28°. O problema foi descer, quando o assoalho chegou a tocar o chão. Depois de enfrentar uma pista considerada leve, Palmeirinha deu seu parecer. ‘É um veículo que atrai mesmo pela boa altura do solo e passa por lugares onde carros normais não passariam, mas não é carro para o jipeiro’, disse. ‘Para quem quer um off-road de verdade, há opções melhores, como o Mitsubishi Pajero TR4 2.0 Flex (R$ 71.690) e o Chevrolet Tracker 2.0 (R$ 61.887)’, opina. Custo-benefício O Ford EcoSport 2.0 16V 4WD é equipado com motor de 143 cv de potência, movido somente a gasolina. Durante a trilha, o computador de bordo marcou média de 5,5 km/l, mas a média geral ficou em 8,8 km/l em uso misto rodoviário e urbano. O apetite é proporcional ao seu desempenho. O utilitário responde bem às investidas no acelerador e acelera e retoma bem. Devido à aerodinâmica de jipe, a velocidade final não é tão boa e nem é essa a obrigação do carro. De acordo com a Ford, o veículo atinge 180 km/h. A estabilidade em curvas, porém, está acima da média para um jipe, que tende a sair de traseira. O seu preço parte de R$ 67.215 e já vem equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, air-bag duplo, CD Player com MP3, freios ABS, computador de bordo e rodas de liga-leve de 15 polegadas. Por R$ 2.635, pode levar bancos revestidos em couro e comando satélite do som atrás do volante.
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