BMW F 700 GS quer ser sua primeira Big Trail

Porta de entrada da linha GS no Brasil, modelo vem bem equipado e traz desempenho satisfatório

20/03/2017 - Texto e fotos: Thiago Moreno / Fonte: iCarros

Lançada em outubro de 2016, a BMW F 700 GS chegou para ser a moto mais acessível entre as grandes aventureiras da marca e também para concorrer com modelos como a Triumph Tiger 800. Vendida a R$ 39.950 e compartilhando diversas características com a F 800 GS, ela tem o que é preciso para ganhar a sua garagem?

Itens de série

A F 700 GS vendida no Brasil chega equipada com o Pacote Premium já incluso no preço. Assim, traz de série cavalete central, protetores de mão, para-brisas, manoplas com aquecimento em dois níveis, ABS dianteiro e traseiro, controle de tração, computador de bordo, monitor de pressão dos pneus, piscas de LED, roda dianteira de liga leve de 19 polegadas com pneu 110/80 e traseira também de liga de 17 polegadas e pneu 140/80.

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Vale lembrar que, assim, como na F 800 GS, o tanque de combustível tem bocal ao lado do banco. Onde se espera que o tanque fique estão abrigados a bateria e o filtro de ar sob uma capa plástica protetora. Abaixo do banco também fica um pequeno jogo de ferramentas para ajustes básicos de guidão e espelhos.

Ficha técnica

A 700 utiliza um motor amplamente baseado na F 800 GS, tanto que sua capacidade cúbica é de 798 cm³, contrariando o que o número que a batiza pode insinuar. O propulsor tem dois cilindros paralelos alimentados por injeção eletrônica e roda apenas com gasolina. O cabeçote de duplo comando tem quatro válvulas por cilindro. Assim, ele desenvolve 75 cv de potência a 7.000 rpm e tem torque máximo de 7,8 kgfm a 5.300. O câmbio tem seis marchas e a transmissão final é feita por corrente.

Nas medidas, a F 700 GS tem 2,28 m de comprimento, 0,88 m de largura, 1,21 m de altura e 1,56 m de entre-eixos. A altura do assento é de 0,82 m. O peso em ordem de marcha da motocicleta, incluindo fluídos e combustível, é de 209 kg. O tanque de combustível comporta até 16 litros, sendo que cerca de 4 litros são de reserva.

A suspensão dianteira utiliza garfos telescópicos convencionais com 170 mm de curso. É a mesma medida da suspensão traseira, monoamortecida, e que traz uma prática regulagem de pré-carga que pode ser feita eventualmente sem a necessidade de ferramentas especiais.

Como anda

À primeira vista, a F 700 GS parece muito a F 800, com exceção das rodas menores e de liga leve. Os comandos são muito similares, mas o assento é um pouco mais baixo e facilita a vida dos pilotos com menor estatura. No entanto, o descanso lateral é curto e permite que a moto deite muito, o que dificulta um pouco na hora de sair.

Mesmo sendo uma versão “simplificada” da 800, a F 700 ainda guarda muito do comportamento das Big Trails da BMW. A posição de pilotagem é ereta com os braços mais abertos proporcionando um rodar mais confortável. E, nos grandes ralis do dia a dia que são nossas ruas, as costas agradecem os amortecedores de maior curso. A melhor parte é que, mesmo absorvendo boa parte dos buracos, a suspensão nunca aparentou ser molenga. Mesmo em frenagens ou acelerações fortes, a transferência de peso não se traduz num mergulho. O acerto filtra bem, deixando apenas pequenos solavancos chegarem ao piloto. Só o suficiente para se lembrar que a rua ainda está embaixo das rodas.

O iCarros rodou cerca de 400 km com a moto, mesclando em partes iguais o uso urbano e rodoviário. Nessas condições, o computador de bordo da moto apontou um consumo médio de 4,6 litros/100 km, o que dá cerca de 21,7 km/l. O consumo surpreendeu pela cilindrada. Já o mostrador de consumo no confuso padrão europeu, nem tanto.

Na cidade, uma vez que você supera o tamanho aparente da F 700 GS, a moto tem agilidade e passa bem entre os carros. Fica apenas a observação de que os protetores de mão, grandes e bem estruturados, estão abaixo da linha do guidão - isso exige que o piloto se acostume. Após alguns dias com a Big Trail, me peguei fazendo corredor com ela como se estivesse numa 125 cm³. Rodando nessa condição, nunca precisei passar das 4.000 rpm.

A entrega de potência do motor é bem suave e dócil no uso. A linearidade da resposta também merece elogio: o quanto você enrola o cabo é exatamente o quanto a moto anda a mais. Uma pena que o ronco do bicilíndrico seja bem comedido na F 700 GS.

É apenas na estrada que as diferenças para as “irmãs maiores” 800 e 1200 GS começam a ficar nítidas. Primeiramente, o motor perde um pouco do fôlego após o pico de torque, então não espere a explosão das outras motocicletas da linha GS. O para-brisas também é um tanto curto, permitindo que o vento chegue ao tórax superior e ao capacete do piloto, algo que é mais incômodo em grandes percursos. Além disso, com o regime de rotações mais elevado e constante na rodovia, foi possível perceber pequenas vibrações chegando às manoplas e aos pedais, algo que não estava esperando de uma BMW.

Conclusão

A F 700 GS é exatamente o que prega a sua proposta: a big trail mais barata da BMW. Cumpridora na cidade, vai bem também nas viagens. Ela apenas não é tão boa quanto as opções mais caras da marca, o que é compreensível. Se você quer pegar sua primeira Big Trail, a F 700 é uma das melhores portas de entrada do segmento.
 

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