JAC T40 CVT: sem dever nada para ninguém

A JAC prometeu o câmbio automático no T40 há um tempo, e cumpriu. Além disso, chegou mais refinado e com motor novo

04/06/2018 - Texto e fotos: Thiago Moreno / Fonte: iCarros

Desde que a JAC lançou o T40 no Brasil, se comprometeu a trazer uma versão com transmissão automática para seu SUV mais acessível. Muitos pensaram que seria um motor 1.5 flex com câmbio CVT, como no T5, mas a marca trouxe um novo propulsor 1.6 e mais novidades para o carro que, hoje, está tabelado a R$ 69.990. E não foi só a promessa de transmissão que foi cumprida. Hoje, um T40 CVT não deve nada para mais ninguém.

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 O que ele tem?

Além da nova transmissão CVT, o JAC T40 automático justifica seu preço maior pela inclusão de mais equipamentos na comparação com a versão manual. Os itens exclusivos do CVT são ar-condicionado automático, bancos com revestimento de couro, sensor de estacionamento dianteiro, computador de bordo com função auto-diagnose, start/stop e um quadro de instrumentos redesenhado.

Além desses, o modelo continua oferecendo direção com assistência elétrica, piloto automático, faróis com regulagem de altura, luz diurna de LED, alarme, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, monitoramento da pressão dos pneus, câmera frontal, ajustes de altura para o banco do motorista e volante, câmera de ré, central multimídia com tela de toque, fixação ISOFIX nos bancos traseiros, entrada USB traseira e rodas de liga leve de 16 polegadas.

Sob o capô

T40 CVT estreia também um novo motor 1.6, inédito na linha JAC. O propulsor, que roda apenas com gasolina, é capaz de entregar 138 cv de potência máxima a 6.000 rpm e 17,1 kgfm de torque máximo a 4.000 rpm. Esse propulsor é dotado de duplo comando variável de válvulas. O novo 1.6 também traz de série o sistema start/stop.

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A transmissão é do tipo CVT, de relações continuamente variáveis. Apesar de não ter relações físicas de marchas, o T40 consegue simular seis velocidades, que podem ser selecionadas por meio da alavanca de câmbio. Há também um modo Sport que faz o motor operar em giros mais elevados.

Nas medidas, o T40 CVT não se difere muito do modelo manual. A novidade tem 4,13 m de comprimento, 1,75 m de largura, 1,56 m de altura e 2,49 m de entre-eixos. O porta-malas é capaz de acomodar até 450 litros de bagagens e o peso declarado em ordem de marcha é de 1.220 kg. De acordo com a JAC, esse conjunto é capaz de fazer o T40 acelerar de 0 a 100 km/h em 11,1 segundos, sendo que a velocidade máxima declarada é de 190 km/h.

Impressões gerais

O câmbio automático para o T40 era promessa antiga da JAC e finalmente chegou. A caixa, fornecida pela Punch Powertrain, dá um descanso para o pé esquerdo. A marca justifica o incremento no preço devido ao conteúdo extra do modelo CVT, o novo motor e, claro, a nova transmissão.

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Andando, o motor agrada. Mais esperto que o 1.5 usado na versão manual, opera bem entre 1.500 rpm e 2.000 rpm sem necessidade de se acelerar mais. Ruído vindo dele mesmo só é percebido depois das 3.000 rpm. Essa é exatamente a faixa de rotação que o carro mantém para permanecer a 120 km/h na estrada. Durante os testes em ciclo urbano, rodando sempre com trânsito e ar-condicionado ligado, cravou 11,8 km/l de acordo com o computador de bordo.

O câmbio, por sua vez, prioriza conforto e eficiência. No modo de condução normal da caixa, mesmo pisando mais fundo no acelerador, as rotações se mantêm em patamares mais baixos, geralmente menos que 2.500 rpm, mesmo que em sacrifício do embalo. Com acelerador acionado 100%, aí sim a caixa permite que o motor permaneça em cerca de 6.000 rpm, quando ocorre o pico de potência, entregando aceleração máxima.

O JAC T40 CVT traz um novo painel de instrumentos, com um computador de bordo mais compreensivo, apesar de os instrumentos terem ficado com marcações menores. De acordo com a marca, todos os equipamentos possíveis de serem instalados no SUV estão presentes, exceto dois: o controle de cruzeiro adaptativo e a câmera de estacionamento com visão de 360 graus.

Mas o que realmente está merecendo elogios à JAC em relação ao T40 CVT são o acabamento e o acerto de suspensão. Quanto ao primeiro item, já está condizente com sua faixa mais elevada de preço, principalmente pelo uso de materiais sintéticos macios ao toque no painel e nas portas. Fica apenas um porém para os plásticos das portas. São bem montados, mas sua aparência não é de inspirar qualidade. Já a suspensão consegue filtrar bem as imperfeições do asfalto sem afetar a dinâmica do carro.

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