Renault Sandero 1.0 melhora em diversos aspectos

Hatch agora traz um motor mais moderno com três cilindros que reduz o consumo e ainda gera ganho em desempenho

17/07/2017 - Anamaria Rinaldi / Fotos: Thiago Moreno / Fonte: iCarros

No final do ano passado, o Renault Sandero ganhou uma nova família de motores batizada de SCe e com opções 1.0 e 1.6. Focada em oferecer maior eficiência energética e consequentemente menor consumo de combustível, ela deixou o hatch melhor. E em vários aspectos, não só no consumo. Com preços a partir de R$ 42.900, o iCarros avaliou a Expression 1.0 que cobra R$ 46.450. 

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Motorização e desempenho

Destaque entre as mudanças, vamos ao motor. O 1.0 SCe é feito de alumínio e conta com comando de válvulas variável tanto na admissão quanto no escape. Pena apenas que ele manteve o tanque auxiliar de partida a frio, que já não existe mais em diversos modelos desse segmento. Com três cilindros e 12 válvulas, ele rende 82 cv de potência e 10,5 kgfm de torque máximo a 3.500 rpm com etanol. Segundo a Renault, porém, 90% dessa força já está disponível a partir de 2.000 rpm. Os números com gasolina são, respectivamente, 79 cv e 10,2 kgfm. As versões 1.0 são sempre equipadas com câmbio manual de cinco marchas. 

E como anda? Se você tem preconceito com carros 1.0, é bom começar a rever suas opiniões. O Sandero está bem melhor do que no modelo anterior e se saiu muito bem na cidade, encarando congestionamentos sem cansar o condutor. Ele vai bem até nas arrancadas graças ao torque entregue antes. Claro que o hatch sofre um pouco em subidas muito íngremes, mas em 90% do percurso diário vai bem, obrigado. 

Veja também a opinião dos donos

A embreagem não é pesada e na verdade é fácil achar o ponto certo de arrancada. O câmbio também não cansa, com engates suaves ainda que o curso da alavanca poderia ser um pouco mais curto para dar agilidade nas trocas. Confortável também é a suspensão, que filtrou bem os pisos mais irregulares.

A maciez é ótima na cidade, mas cobra um pouco o preço nas curvas em velocidades maiores na estrada. Mas vamos lembrar que quem opta por um 1.0 pensa em economia e uso diário, então o Sandero está no caminho certo. Por outro lado, a direção eletro-hidráulica poderia avançar para uma elétrica, presente em diversos concorrentes. 

Consumo

O consumo após uma semana de teste na cidade, rodando a maior parte do tempo com trânsito, ficou na média de 6,8 km/l com etanol no tanque. Pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, os números oficiais são 9,5 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol e 14,2 km/l e 14,1 km/l, respectivamente, com gasolina. 

Compare com os concorrentes 

Quer comparar? No 1.0 16V anterior, os números do Inmetro eram 8,7 km/l em uso urbano e 9,6 km/l em uso rodoviário com etanol ou 12,6 km/l e 14 km/l com gasolina na mesma ordem. Ou seja, houve melhora. E para ajudar mais nesse aspecto, o hatch tem indicador de trocas de marcha no painel de série e pode ganhar gráfico com dicas de condução no sistema Media Nav (opcional).

Acabamento e espaço interno

Quando falamos em espaço interno parece que a Renault lançou um novo padrão. Quem viaja no banco traseiro não fica apertado mesmo no hatch, que tem 2,59 m de distância entre-eixos. Para comparar, um Toyota Corolla, que é um sedã médio, tem 2,70 m de entre-eixos, enquanto o Chevrolet Onix que é rival direto tem 2,52 m e o Hyundai HB20 tem 2,50 m. Provei meu ponto de vista?

O porta-malas de 320 litros também leva vantagem nessa categoria frente aos 280 litros do Onix e aos 300 litros do HB20. Não é à toa que a fabricante destaca ser "o maior porta-malas da categoria".

Aí chegamos ao acabamento, a maior falha nos modelos da Renault. Há muito plástico e com materiais mais duros, não tão agradáveis ao toque. Aqui estamos avaliando uma das versões mais baratas, mas ao menos as mais caras poderiam receber um pouquinho mais de atenção. Na versão avaliada, não há retrovisores elétricos nem chave canivete ou ajuste de profundidade no volante. E seguem os tradicionais comandos de áudio em uma alavanca na coluna de direção. 

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Equipamentos de série

O Sandero Expression 1.0 vem com rodas de 15 polegadas com calotas, alarme, direção eletro-hidráulica, volante e banco do motorista com regulagem em altura, travas elétricas, ar-condicionando, computador de bordo, limpador e desembaçador do vidro traseiro, vidros dianteiros elétricos com função one touch e sistema antiesmagamento, retrovisores e maçanetas na cor da carroceria, retrovisores com regulagem manual interna, indicador de troca de marcha.

Nessa versão, vem de série rádio com MP3 e conexões USB, auxiliar e Bluetooth. A central multimídia Media Nav que equipa o carros das fotos é opcional, acrescentando tela sensível ao toque de sete polegadas, GPS e os gráficos de condução econômica. Também é opcional o sensor de estacionamento traseiro.

Conclusão

O Sandero 1.0 surpreendeu positivamente, se mostrando muito bom e muito confortável na cidade. É uma boa opção de compra, especialmente para quem precisa de espaço - ainda mais no porta-malas. Mas a lista de equipamentos não é tão completa e, se você gosta (ou precisa) espelhar seu smartphone na central multimídia, mesmo o sistema opcional não conta com essa função. 

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