Top 10: carros que completam 30 anos em 2016

Confira dez modelos lançados em 1986 que já podem ser importados legalmente para o Brasil

18/01/2016 - Gabriel Aguiar / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Você já sonhou com algum carro vendido em outros países, mas que nunca chegou a ser oferecido por aqui? Se ele for zero quilômetro, basta dinheiro para arcar com todos os custos e muita paciência para lidar com a burocracia para arriscar uma importação independente.

Mas se o único jeito de conseguir o seu xodó é apelando para um exemplar de segunda mão, será preciso esperar até que ele tenha cumprido pelo menos 30 anos, já que esse é o prazo mínimo previsto pela legislação brasileira para a importação de veículos usados.

Se você está disposto a importar algum modelo para terras tupiniquins, a boa notícia é que o ano de 2016 acabou de começar e isso significa que você já pode “namorar” os carros feitos em 1986. Confira a seleção do iCarros com alguns dos principais modelos que cumprirão 30 anos!

1 - Porsche 959

Na década de 1980, as fabricantes italianas travavam uma disputa acirrada para definir qual produzia o melhor superesportivo, com Ferrari F40 e Lamborghini Countach. Mas elas não estavam sozinhas nessa briga, já que a Porsche também desenvolveu um representante capaz de impressionar até mesmo nos dias de hoje: o 959.

Com visual de 911 anabolizado, o alemão era equipado com um sistema de tração integral e suspensão com ajuste automático de altura, enquanto na traseira o 959 trazia um motor 2.8 de seis cilindros opostos (boxer) biturbo com 450 cv de potência - o suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos e chegar a 314 km/h.

2 - Honda Civic Si

Fabricado no Brasil entre 2007 e 2010, o Civic Si voltou a ser comercializado no Brasil em 2014, quando a Honda começou a importar o modelo com carroceria cupê feito no Canadá. Atualmente essa sigla indica que sob o capô está um motor a gasolina 2.4 16V i-VTEC capaz de render 206 cv de potência e 23,9 kgfm de torque.

Contudo, a versão esportiva do Civic tem uma origem mais humilde, que teve início com o modelo S, lançado em 1984 com barra estabilizadora na traseira, bancos esportivos na dianteira e assentos reclináveis na segunda fileira. Dois anos depois, o motor 1.5 recebeu injeção eletrônica e a sigla Si foi adotada, indicando que sob o capô estavam 92 cv de potência.

3 - Lancia Thema 8.32

Para fazer frente aos sedãs topo de linha da época, o Lancia Thema 8.32 lançava mão de um acabamento interno primoroso, com direito a revestimento de couro da grife italiana Poltrona Frau e detalhes de raiz de nogueira no painel e nas portas. Mas o destaque estava mesmo sob o capô: um motor 2.9 V8 de origem Ferrari com 215 cv de potência.

A tração era dianteira, a suspensão voltada para o conforto e o propulsor recebia modificações para ficar menos agressivo, mas ainda assim o Thema 8.32 conseguia acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 7 segundos. Comercializada até 1992, a configuração topo de linha do sedã teve a produção limitada a 2.370 exemplares em seis anos de vida.

4 - Peugeot 205 GTI

A sigla GTI fez fama por aqui com os Volkswagen Gol e Golf, mas outros modelos menos conhecidos dos brasileiros também fizeram bom uso do sobrenome esportivo, como é o caso do Peugeot 205 GTI. Quando foi lançado na Europa em 1984, o compacto era equipado apenas com motor 1.6, mas dois anos depois ele também ganhou uma opção 1.9 e até 130 cv.

Além do propulsor capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos, o 205 GTI trazia uma suspensão com ajuste mais firme, menor altura em relação ao solo e barra estabilizadora. O visual também recebeu uma atenção visual, com direito a molduras para os arcos de rodas e bancos com revestimento xadrez exclusivo. Ao todo, 61.600 exemplares foram feitos até 1993.

5 - Lancia Delta HF 4WD

O Lancia Delta pode ser considerado um dos hatches mais emblemáticos de todos os tempos graças à participação em campeonatos de rali e à versão especial HF Integrale especial de homologação. Mas a configuração HF 4WD lançada em 1986 também merece os méritos pela fama, já que deu início a uma das principais características do modelo: a tração integral.

Equipado com motor 2.0 turbo, o modelo dispunha de 165 cv de potência e 29,1 kgfm de torque capazes de acelerar de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e atingir a velocidade máxima de 208 km/h - bons números até mesmo para os padrões atuais. No que dizia respeito ao visual, a versão também foi a primeira a empregar os tradicionais quatro faróis redondos na dianteira.

6 - Lotus Esprit Turbo HC

A inglesa Lotus ficou conhecida pelas vitórias na Fórmula 1 e pela filosofia de modelos leves e rápidos que serviu de base para a criação de esportivos emblemáticos, como é o caso do Esprit. Ainda que a terceira geração do cupê de fibra de vidro e motor central-traseiro tenha sido lançada em 1980, é a versão Turbo Esprit HC de 1986 que merece ser trazida para o Brasil.

Com desenho assinado pelo designer italiano Giorgetto Giugiaro, a última versão apresentada antes da quarta geração era equipada com um motor a gasolina 2.2 turbo e carburação dupla suficiente para entregar 218 cv de potência e 30,38 kgfm de torque - números suficientes para uma aceleração de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos e velocidade máxima de 245 km/h.

7 - Toyota MR2 SC

Atualmente, a configuração de propulsor central-traseiro e tração traseira é praticamente limitada a superesportivos, mas na década de 1980 a Toyota apresentou ao mundo um esportivo compacto que fazia uso desse mesmo padrão de motorização: era o MR2, que foi lançado no mercado japonês em 1984 como uma proposta acessível e divertida de conduzir.

Apostando na combinação de baixo peso, motor pequeno e boa dirigibilidade, o modelo logo fez sucesso, ganhando o título de Carro do Ano no Japão. Entretanto, uma versão lançada em 1986 deixaria o modelos ainda mais atrativo, já que o motor 1.6 recebeu um compressor de ar e passou a desenvolver 145 cv de potência - acelerando de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos.

8 - Nissan Skyline GTS Turbo

Até a popularização das competições de drift e da franquia Velozes e Furiosos, é possível que muitos desconhecessem o Nissan Skyline, mas esse modelo é tão importante para a industria automotiva japonesa que seu legado permanece até hoje com o superesportivo GT-R - que, de certo modo, deu continuação à linhagem iniciada em 1957.

A boa notícia para os fãs de JDM (Japanese Domestic Market) é que o cupê GTS da geração R31, lançado em 1986, já pode ser importado para o Brasil neste ano. A carroceria não é tão chamativa como nos modelos mais novos, mas sob o capô está guardado um motor 2.0 turbo com seis cilindros em linha capaz de despejar 182 cv de potência nas rodas traseiras.

9 - Chevrolet Corvette Convertible “Pace Car”

Com sete gerações lançadas desde 1953, o Chevrolet Corvette é, sem dúvidas, um dos modelos mais importantes da indústria norte-americana. Entretanto, o esportivo ficou 11 anos à venda sem uma configuração de carroceria conversível, até que a fabricante apresentou em 1986 a opção Convertible, que tomava como base a quarta “encarnação” do ícone.

Para comemorar o fim do hiato, o modelo serviu de pace car para a Indianapolis 500 disputada naquele mesmo ano. Mas, além disso, as 7.315 unidades do conversível feitas em 1986 pertenciam à série especial, que adicionava uma plaqueta no painel e oferecia um adesivo para as portas. Sob o capô estava um motor a gasolina 5.7 V8 de 233 cv de potência.

10 - Ford Sierra RS Cosworth

Desconhecido de muitos brasileiros, o Ford Sierra era a aposta da fabricante para o segmento de veículos médios no mercado europeu. Se nas versões convencionais de visual sóbrio o modelo poderia até passar despercebido pelas ruas, uma nova configuração lançada em 1986 prometia despertar a atenção dos apaixonados por carros: era o Sierra RS Cosworth.

Feito para a homologação no Grupo A de turismo, o modelo anabolizado foi projetado em parceria com a Cosworth, responsável pelo desenvolvimento do propulsor sob o capô do Sierra RS Cosworth. O resultado? Tração traseira e um motor 2.0 turbo com 207 cv de potência capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos e chegar à velocidade máxima de 240 km/h.

 

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