Arrojo e experiência: o time brasileiro na Indy em 2019

Temporada começa neste domingo nos EUA, onde Matheus Leist é destaque após ser o novato mais rápido no grid da Indy-500

07/03/2019 - Rodrigo França / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

Quando o campeão da F1 em 1992, Nigel Mansell, transferiu-se para Indy no ano seguinte, e ninguém menos que o tricampeão mundial Ayrton Senna testou o carro de Emerson Fittipaldi na Penske, não havia dúvidas: a categoria tinha potencial para rivalizar com a F1. E foi nos anos seguintes em que a categoria atraiu cada vez mais jovens talentos em busca de uma carreira internacional – muitos deles, brasileiros.

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Mais de duas décadas depois, no entanto, a realidade da Indy mudou – e a do Brasil no exterior também. No caso da categoria norte-americana, os anos de cissão entre duas ligas (CART e IRL) atrapalharam os planos de ascensão no cenário mundial. E, no caso brasileiro, apenas dois pilotos iniciam a temporada 2019 da Indy, que começa neste domingo nas ruas de São Petesburgo, na Flórida (EUA).

Apesar da menor quantidade, a qualidade dos pilotos faz com que a torcida tenha motivos de sobra para acompanhar as corridas da categoria: aos 20 anos, Matheus Leist é um dos promissores talentos do automobilismo, tendo conquistado importantes títulos como o da F3 Inglesa em 2016 (igualando-se a Senna, Nelson Piquet e Fittipaldi) e o da Freedom 100, a preliminar da Indy-500 na categoria de acesso, escrevendo seu nome no oval mais famoso do mundo, Indianápolis.

O arrojo típico da juventude se junta a um dos maiores nomes da Indy: Tony Kanaan. O brasileiro de 44 anos é seu companheiro de equipe na Foyt e já deu sinais de que fará o máximo para fazer do jovem companheiro de equipe seu pupilo e carregar o legado brasileiro na Indy. “Tive o privilégio de conviver quando comecei com um dos grandes mentores que um jovem piloto pode ter: Ayrton Senna”, diz Kanaan.

O desafio para os dois brasileiros é que, na Indy, todas as equipes utilizam o mesmo chassi e pneus – os motores podem ser Chevrolet ou Honda. Assim, as pequenas diferenças de desempenho (às vezes dois décimos de segundo separam os dez primeiros) representam salto gigantesco para as equipes, daí o domínio dos times mais estruturados em termos de orçamento e pessoal, caso da Penske, Andretti e Ganassi.

“Eu e o Tony (Kanaan) temos trabalhado muito nos últimos meses com a AJ Foyt e estamos bastante motivados para o início da temporada. Eu sinto que estou ajudando ainda mais o nosso time do que foi no ano passado, então estou realmente pronto para essa corrida em St. Pete", diz Leist, que em sua estreia nesta pista no ano passado surpreendeu ao ficar em primeiro lugar no treino livre de sexta e se classificar em terceiro entre os 24 pilotos no grid.

Os treinos livres da Indy nas ruas de São Petersburgo serão iniciados nesta sexta-feira, a partir das 12h45. O classificatório será no sábado às 16h30 e a largada da corrida está prevista para as 14h30 no domingo, com transmissão ao vivo da Band (horários de Brasília).

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