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Avantime: quando a Renault tentou juntar minivan e esportivo

Achou que SUV cupê era algo exótico de mais? Que tal uma mistura entre cupê, esportivo e minivan

16/05/2019 - João Brigato / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Misturar categorias em um carro não é raridade no mercado, como provam os SUVs que fazem isso muito bem nos últimos anos. Além do formato tradicional, hoje existem variantes esportivas, cupê, off-road, conversível e picape. Mas e suas antecessoras, as minivans? Voltadas para as famílias, elas raramente ousavam muito. Mas um dia a Renault criou a Avantime.

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A Avantime era a junção entre uma minivan e um esportivo, tudo no mesmo carro. Ela não poderia ser uma antítese mais absurda que isso, afinal, um esportivo não precisa ser prático, algo que é o grande mote das minivans. Apesar do que parecia uma ótima ideia, a Avantime não convenceu e durou apenas um ano no mercado.

À frente do tempo

Além de seu estilo todo futurista, o próprio nome da minivan da Renault denunciava que ela estava em outros tempos. A junção de Avant (à frente) e Time (tempo), deixava claro que a Avantime pertencia a outra era. Segundo a Renault, a ideia era conquistar os jovens compradores que cresceram com uma Espace e queriam algo mais individual e luxuoso.

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A plataforma veio da terceira geração da Espace, enquanto o estilo influenciaria todos os Renault que seriam lançados depois, como o próprio Mégane. O formato básico de minivan era quebrado pela ausência de colunas laterais, traseira truncada e porte musculoso.

Minivan estilo Opala

As linhas eram bem demarcadas, enquanto o teto trazia pintura contrastante que só foi virar moda agora com os SUVs. Sua traseira apresentava vidro praticamente reto verticalmente, enquanto horizontalmente era arredondado. As lanternas eram separadas em duas metades, como muito SUV de hoje em dia.

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Um dos grandes destaques da Avantime, que dava a ela o estilo cupê, era o fato de ter apenas duas portas. Sim, uma minivan de duas portas. Apesar disso, as aberturas eram gigantescas, tanto que a Renault precisou instalar dobradiças duplas, que levavam uma parte do acabamento interno. Não havia coluna B, como em um Chevrolet Opala cupê.

Coração V6

O motor vinha do Laguna: um V6 3.0 de 207 cv associado a uma transmissão manual de seis marchas. Parece esportivo, ao menos para a época, não? Havia também opções 2.0 aspirada e diesel 2.2 turbo, ambas ligadas a um câmbio automático.

O acerto era mais esportivo que o da Espace, com suspensão mais dura e direção mais direta. Nada que a transformasse em uma Espace RS, mas era o suficiente para a proposta grand tourer da Renault.

Aquário

Com pegava voltada ao conforto e luxo, ainda que com toques de esportividade, a Avantime tinha interior luxuoso. Enquanto o exterior parece atual até hoje, a cabine já é datada para nossa época. Ela traz painel de instrumentos digital monocromático ao centro e o mesmo volante do Laguna.

Há uma pequena tela para o GPS que esconde um dos três porta-luvas. A Avantime ainda trazia bancos revestidos de couro que mais pareciam poltronas. Diferentemente do que se esperaria de uma minivan, especialmente por ter 4,64 m de comprimento, 1,83 m de largura e 1,62 m de altura, a Avantime tinha apenas quatro lugares.

Os passageiros traseiros eram acomodados em um verdadeiro sofá feito para duas pessoas. Havia cinto para mais uma pessoa ali, mas o espaço não era generoso o suficiente. O teto panorâmico que se abria até a traseira ajudava na sensação de luxo.

Ideia de jerico

Assim como a Nissan fracassou quando transformou o SUV Murano em conversível, a Renault não foi feliz na junção de minivan com esportivo. Apesar de ter agradado à crítica, a Avantime vendeu mal por conta de seu preço alto e também pela concorrência interna com o Vel Satis. justamente por isso ea Renault conseguiu comercializar apenas 8.557 unidades entre 2002 e 2003.

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