Combustível adulterado: como identificar e se proteger

Conheça as fraudes mais comuns, o que você pode fazer para evitar ser vítima e os sinais perceptíveis no carro

27/03/2017 - Redação / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

Ainda que a fiscalização dos postos de combustível pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) seja constante, não são raros os casos de adulteração. Para você se precaver dessa irregularidade, o iCarros lista as adulterações mais comuns e os sinais que seu carro pode dar indicando algo errado com o combustível.

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Adulterações mais comuns

De acordo com a ANP, as principais fraudes e adulterações são:

Etanol: uma adulteração muito comum é vender, no lugar do etanol hidratado (o combustível correto), uma mistura de etanol hidratado com etanol anidro (aquele que é misturado à gasolina, de cor alaranjada). Ou pior, uma mistura do etanol anidro com água, o chamado "álcool molhado". Somente a gasolina pode receber essa adição de etanol anidro, o que é previsto por lei na proporção de 27%. 

Gasolina: a adulteração mais comum é o excesso de etanol anidro, adicionado em uma porcentagem acima da máxima permitida por lei, atualmente de 27%. Na gasolina premium, essa porcentagem é menor, de 25%. Além disso, podem ser adicionados solventes à gasolina.

Óleo diesel: o problema mais frequente com o diesel é o seu aspecto, que deve estar límpido e isento de impurezas. E em função do tipo de diesel, varia a quantidade de enxofre. O S-500, por exemplo, tem 500 partes de enxofre por milhão, enquanto o S-10 tem 10 partes por milhão.

Em todos os combustíveis: também é comum a modificação da bomba, chamada "bomba baixa", para que a quantidade de combustível abastecida no tanque do carro seja menor do que a registrada na bomba. Ou seja, você paga mais e leva menos.

Como se proteger?

A ANP lista também algumas atitudes que o cliente pode adotar para evitar ser vítima dessas fraudes:

1. Pesquise preços: a definição dos preços dos combustíveis no Brasil é livre desde 2002, ou seja, não existe uma tabela nem valores mínimos ou máximos que os revendedores devem praticar. Nem os reajustes precisam ser aprovados. Por isso, vale a pena pesquisar os preços antes de abastecer e descofie de valores mais abaixo da média praticada no seu bairro. É possível consultar a pesquisa semanal de preços da ANP no site www.anp.gov.br/precos ou pelo celular www.anp.gov.br/mpreco.

2. Verifique o preço na bomba: confira se o valor na bomba é igual ao preço exibido nos painéis. Vale destacar que a ANP exige que o posto exiba os preços dos combustíveis bem visíveis em painel logo na entrada, durante o dia e à noite.

3. Confira a origem do combustível: mesmo os postos bandeira branca, ou seja, sem distribuidora exclusiva, devem informar em cada bomba qual foi a distribuidora que forneceu o combustível.

4. Confira se é comum ou aditivado: também deve estar bem claro na bomba, de forma visísvel, se o combustível fornecido ali é comum ou aditivado.

5. Não aceite venda casada: o posto não pode vender combustível com a condição de que o cliente compre outro combustível, outro produto ou serviço. Também não é permitido ao revendedore limitar a quantidade de combustível que vai vender a cada cliente.

6. Procure o selo do Inmetro: toda bomba de combustível deve ter o selo do Inmetro, que afere se o volume marcado é o mesmo abastecido no tanque do veículo.

7. Desconfiou, peça um teste: se desconfiar de diferença entre a quantidade de combustível que você pagou e a que realmente foi posta no tanque, peça ao posto para testar a bomba na sua frente. O posto não pode se negar a fazer esse teste de vazão. Deve ser usada a medida padrão de 20 litros aferida e lacrada pelo Inmetro, sendo que a diferença máxima permitida é de 100 ml para mais ou para menos. Se for maior, entre em contato com a ANP.

8. Exija a nota fiscal: a nota fiscal é a prova de que você comprou naquele posto e a identificação exata do que você comprou. 

9. Verifique a qualidade: o posto também não pode se recusar a fazer o teste da proveta, que determina a qualidade da gasolina ao medir a porcentagem de etanol misturado. No caso do etanol, verifique se o combustível está límpido, isento de impurezas e sem coloração alaranjada.

10. Denuncie: se você suspeitar de irregularidades, faça uma denúncia à ANP pela internet ou pelo telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita). Quanto mais informações sobre o posto, melhor. Por isso é importante ter a nota fiscal, onde aparecem dados como CNPJ, razão social, endereço e distribuidora. Você pode consultar a relação completa de postos autuados ou interditados no site da ANP.

Quais são os sinais no carro?

Existem alguns sintomas perceptíveis no veículo que podem indicar problema com o combustível, seja por adulteração ou por má conservação. São eles:

1. Falha na partida: o primeiro sinal pode ser na partida, embora essas falhas não necessariamente signifiquem problema com o combustível. Vale a pena ficar atento a isso principalmente se você mudou de local de abastecimento. 

2. Consumo elevado: o consumo varia de acordo com o uso do veículo e o estilo de condução. Porém, se você mudou de posto de combustível e o consumo aumentou, pode ser um indício de adulteração.

3. Perda de potência: o motor é quem mais sente os efeitos do combustível adulterado, sofrendo danos no filtro de combustível, nas velas e nas bombas. Por isso, se você notar perda repentina de potência, barulhos incomuns ou engasgos no motor e falhas no escapamento, tudo isso também podem ser sinais de má qualidade do combustível.  

É importante ficar atento aos sinais do veículo. Separados, esses sintomas podem indicar diversos problemas, mas juntos são um indício mais certo de má qualidade do combustível usado. Se desconfiar, denuncie à ANP. Você também pode solicitar ao posto que faça os testes de qualidade na sua frente. 

 

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