Como o aumento do ICMS chega no preço dos carros?

Aumento de 207% do tributo do ICMS vale para o estado de SP em seminovos; para carros 0 km houve reajuste menor

27/01/2021 - Redação / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Motivado pelos gastos gerados pela pandemia, o Governo de São Paulo decretou o aumento da alíquota do ICMS para veículos usados (carros, motos e caminhões) de 1,8% para 5,5%.

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O reajuste de 207% está rendendo diversos protestos no estado, mesmo com a promessa da queda do imposto para 3,9% em abril. Desta forma o reajuste ainda será de 116%, mais que o dobro do que era cobrado em 2020.   

O valor da alíquota também aumentou para veículos 0 km. Foi de 12% para 13,3% em 15 de janeiro. Ao contrário dos usados, em abril ela aumentará e passará a ser de 14,5%. O reajuste percentual é de quase 21% e já está sendo percebido nos carros mais vendidos em concessionárias paulistas.

Segundo apuração do UOL, o Onix de entrada é vendido por R$ 61.850 em SP, enquanto nos outros estados o preço é de R$ 60.790. Para o HB20, a diferença na versão de entrada chega em R$ 1 mil, sendo vendido por R$ 53.390 para os paulistas e R$ 52.290 no restante do País.  

De acordo com o governo paulista, a expectativa é arrecadar cerca de R$ 7 bilhões em 2021 com o aumento do imposto e assim amenizar um problema de déficit de arrecadação no estado.    

Motivados a fazer o governo reverter o decreto, proprietários de concessionárias de veículos organizaram carreatas em protestos ao aumento da alíquota do ICMS há algumas semanas. Mas o governo se manteve firme na decisão que, segundo os manifestantes, pode causar uma crise no setor.   

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Segundo o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos, "não tem como o setor assumir sozinho esse aumento tributário, isso fará com que consequentemente se tenha o repasse do valor à população, que já vem sofrendo com os impactos da pandemia", explica.   

De acordo com um levantamento feito pela consultora BDO, é apontado que os impostos embutidos no preço de um veículo médio 0km (com motorização entre 1.0 e 2.0) no estado de São Paulo correspondem atualmente a 43,13% do custo final deste bem.  

Com a alta recente dos modelos 0km e as medidas mais rígidas para receber a isenção de impostos, como o IPVA, o mercado de carros PCD também deve sofrer queda nas vendas com menos modelos se encaixando nos valores pré-determinados.  

Uma saída para as montadoras poderá ser destinar mais investimentos em produtos e fábricas em outros estados, contribuindo para quedas nos números de veículos produzidos em São Paulo. Para o consumidor que tem essa possibilidade, é provável que ele buscará concessionárias e revendedoras também em outros estados.  

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