Kia Rio 2020: solução para quem não gostou do Hyundai HB20?

Depois de muita promessa, Kia Rio finalmente chega ao Brasil para ser a porta de entrada da marca

28/01/2020 - João Brigato / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

Com o nome mais brasileiro possível, o Kia Rio até agora fez parte apenas do imaginário da marca por aqui. O hatch compacto era promessa antiga, fazendo aparições nos Salões do Automóvel de 2016 e 2018. Foi até flagrado pelo iCarros em 2017 sem camuflagem. Só que foi preciso esperar até 2020 para ver o Rio andar no Brasil.

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Atuando como porta de entrada da marca no Brasil após a aposentadoria do pequenino Picanto, o Kia Rio não tem pretensões de ser o hatch compacto mais vendido do Brasil, tanto que a marca coreana aposta em 2.400 Rio vendidos em 2020, o que dá uma média de 200 carros por mês.

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A mira está pontada para a parte mais alta do segmento onde estão modelos bem equipados e automáticos. Por isso o Rio será oferecido apenas em duas versões sempre equipadas com motor 1.6 quatro cilindros aspirado flex de 130 cv e 16,5 kgfm de torque sempre associado à transmissão automática de seis velocidades.

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Se os números parecem familiares é porque de fato são: o Kia Rio divide com os primos Hyundai HB20 e Creta o mesmo conjunto mecânico. Há calibrações específicas para cada modelo. Na prática, no entanto, o resultado é bastante semelhante. Seria então o Kia Rio a solução para quem não gostou do visual polêmico do novo HB20?

Estilo Onix

Enquanto seu primo HB20 apela para um visual mais arredondado e esportivo, o Kia Rio traz na sobriedade seu atrativo. Ele é um hatch mais sisudo, com capô longo e retilíneo, linhas pouco marcadas e traseira reta. A fórmula é exatamente a mesma do Chevrolet Onix: sem grandes ousadias, mas harmonia suficiente para agradar.

A dianteira ganha destaque na versão EX de R$ 78.990 ao trazer faróis com LED diurno, grade frontal fechada em preto brilhante e parte inferior também em preto. Na versão de entrada LX de R$ 69.990 os faróis são simples, a grade é fosca com detalhes em 3D e a abertura de ar inferior é na cor da carroceria.

Em comum aos dois Rio é a pequena roda de liga-leve de 15 polegadas. Para uma categoria em que a maioria dos rivais têm rodas 16 ou 17 nas versões mais caras, o Rio destoa. Na traseira temos a parte mais sóbria do Rio com lanternas retangulares que invadem a tampa do porta-malas e uma boa área em preto na parte inferior.

Espaço de Sandero, acabamento de Argo

Com segundo maior entre-eixos da categoria (2,58 m), perdendo apenas para o Renault Sandero, o Kia Rio é generoso em seu interior. O espaço traseiro é bom para um hatch dessa categoria e há uma amplitude de regulagem do banco dianteiro que permite dirigir o Kia em posição bem baixa ou bem alta, conforme o gosto do motorista.

Os materiais usados pela Kia no interior do Rio surpreendem pela qualidade. Os encaixes são bem feitos e os plásticos usados são de qualidade acima da média no segmento. Só há uma pequena faixa emborrachada nas portas da versão topo de linha EX, sendo todo o restante da cabine revestida de plásticos duros.

O couro usado em volante e bancos é de excelente qualidade se aproximando de alguns modelos premium. Vale destacar que a combinação de cores, que varia em tons de cinza, e preto é mais convidativa que o marrom com azul do HB20 topo de linha.

Há, no entanto, alguns deslizes. O Rio não tem ajuste de profundidade do volante, a iluminação vermelha do ar-condicionado e manopla de câmbio parece coisa dos anos 2000 e o computador de bordo é tão limitado em recursos que é pura frustração.

Rio anda no Rio

Andar no Kia Rio é uma experiência bastante semelhante à do HB20. Nosso contato com o hatch foi bastante curto e atrapalhado por um típico transito paulistano, mas foi o suficiente para perceber alguns pontos em que o Kia se destaca.

O motor 1.6 é suficiente para o Rio, entregando a performance esperada por um modelo dessa categoria. É claro que não é tão dinâmico quanto seus rivais Polo, Onix e HB20 com motores turbo. Nem tão econômico quanto eles, já que faz 7,2 km/l na cidade e 9,3 km/l na estrada com etanol ou 10,5 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada com gasolina.

Tal qual acontece com o novo Cerato, o que deixa o Rio mais manso em relação aos seus rivais é o desespero da transmissão automática de seis velocidades. Ela troca de marcha cedo, jogando a rotação do motor sempre para baixo. Bom para o consumo? Sim, mas para uma tocada mais animada se torna um empecilho.

Em uma situação de retomada ou de aceleração mais forte a transmissão reduz rapidamente as marchas, mas basta tirar o pé do acelerador para que o Rio passe as marchas de maneira afobada.

Já que a questão do Rio é conforto, ele traz alguns truques para elevar esse patamar na categoria: a direção é bastante leve e rápida, tanto em manobras quanto em velocidades mais altas.

Outro ponto é a suspensão que absorve bem as imperfeições do solo e trabalha em silêncio notável. Ela foi bem calibrada entre conforto e esportividade, sendo auxiliada pelo sistema de vetorização de torque que faz do Rio bom carro para contornar curvas.

O isolamento acústico também merece elogios ao entregar o barulho do motor somente em rotações mais altas. O Rio consegue isolar bem o barulho externo também, garantindo uma cabine mais silenciosa que a média da categoria

Conclusão

Se você é um fã incondicional de carros coreanos, gosta da garantia longa de cinco anos e da robustez desses modelos, mas ficou de nariz torcido com o visual do Hyundai HB20, o Kia Rio é definitivamente o carro para você.

Se quer espaço interno farto, o maior porta-malas da categoria (325 litros) e interior sofisticado, o Kia Rio também atenderá seus objetivos. Mas se o foco é em economia de combustível e dinâmica esportiva, ele fica atrás dos rivais turbinados.

Demorou para chegar ao Brasil e enfrentará concorrentes com muitos equipamentos, com motor turbo e com preço semelhante. O Kia Rio é sim uma ótima alternativa de hatch no mercado, provando ter potencial de vendas maior que as estimativas da marca.

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