Picanto ainda é boa surpresa da Kia

Compacto sul-coreano teve procura afetada pelo aumento do IPI, mas não desaponta

27/01/2012 - Texto e fotos: Anelisa Lopes / Fonte: iCarros

Importado da Coreia do Sul, a nova geração do Kia Picanto, que passou a ser vendida em setembro do ano passado, seria a grande aposta da Kia para ganhar participação no mercado brasileiro em 2012. O aumento do IPI (imposto sobre produtos industrializados), no entanto, minou a receptividade positiva do modelo que passou do valor de entrada de R$ 34.900 para R$ 39.900 após o acréscimo na taxa, no final do ano passado, para a versão com câmbio manual de cinco velocidades.

Prova de que seria uma opção bem-vinda no mercado foi seu volume de vendas registrado no primeiro mês de comercialização: 1.404 unidades, valor aproximado daquele que a Kia esperava vender na a partir deste ano, cerca de 1.500 Picanto ao mês. Com o valor mais alto, no entanto, a média, em janeiro, chegou perto de 500 modelos apenas.

Design atraente, que em nada lembra a geração anterior, e uma extensa lista de equipamentos de série são os principais predicados do novo Picanto. Por aqui, o Fiat 500 é o principal concorrente, apesar de a Kia considerar modelos já consagrados, como VW Fox e Fiat Palio. Se, por um lado, beleza e oferta atraem, por outro, R$ 40 mil é considerado um valor alto para pagar por um carro com motor de 1,0 litro bicombustível (que passou a ser oferecido na nova geração), já que paga por rivais com motor 1.6 e câmbio automatizado.

Potência maior agrada no 1.0 três cilindros

Diante da oferta existente no mercado por esta faixa de preço, o Picanto, sim, está em desvantagem. Quem quiser levar o carrinho para casa, porém, não vai se decepcionar. Além do extenso pacote de equipamentos, o novo motor 1.0 de três cilindros flex não desaponta quem for usar o carro para zanzar pela cidade.

Avaliada pelo iCarros, a versão com câmbio automático de quatro velocidades (R$ 44.900) é ideal para quem fica parado no congestionamento diariamente. Apesar do comportamento mais pacato que a versão manual de cinco marchas, é uma solução para quem precisa de comodidade, economia e estaciona o carro com frequência, seja na rua ou em vagas apertadas. Só não se pode exigir muito do espaço interno: com 3,59 metros de comprimento, 2,38 metros de entre-eixos e 292 litros de capacidade no porta-malas, o Picanto carrega, confortavelmente, três adultos.

O motor, 16 cv mais potente na linha 2012, oferece 77 cv (g)/80 cv (a) a 6.200 rotações. A força máxima de 9,6 mkgf (g) e 10,2 mkgf (a) aparece aos 4.500 giros. O câmbio de quatro velocidades possui trocas suaves e, se for preciso mais força para arrancar, é possível colocar a  alavanca em primeira, segunda ou terceira marcha manualmente. A fama de econômico foi mantida na nova geração, mas a autonomia de apenas 35 litros do tanque de combustível desanima.

Nesta versão, o Picanto mantém uma dirigibilidade bastante agradável até 100 km/h. A partir daí, a carroceria começa a mostrar uma leve oscilação, além de o motor se tornar ruidoso com o aumento da pressão no pedal do acelerador. A suspensão mais firme (independente na dianteira e eixo de torção na traseira) garante estabilidade, mesmo com as pequenas rodas de 14 polegadas.

Desde a versão mais barata, o Picanto oferece de fábrica airbag duplo, direção elétrica progressiva, ar-condicionado, CD player com MP3 e entrada auxiliar, volante com regulagem de altura e comandos do rádio, trio elétrico e rodas de liga leve de 14 polegadas. As versões mais caras ganham freios ABS, airbags laterais e teto solar. A garantia é de cinco anos.

 

 

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