Audi A1 Sport quer ser um "esportivo de bolso"

Com dimensões compactas e desempenho de sobra, modelo quer ser a porta de entrada para mais potentes da marca

28/08/2012 - Thiago Moreno, de Campinas (SP) / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Acrescentar um compressor mecânico e um turbo a um carro de dimensões compactas como o Audi A1 parece ser a receita ideal para divertir qualquer motorista. Não há como negar essa vocação da versão Sport do modelo, apresentada pela marca ao mercado brasileiro com preços que partem de R$ 109.900. Segundo a Audi, cerca de 100 carros serão trazidos ao Brasil em 2012, já que a demanda fora do Brasil pelo A1 Sport está alta. Para 2013, a marca espera que 60% das vendas do modelo sejam da versão esportiva.

Com 185 cv de potência e 25,5 mkgf de torque, o motor 1.4 a gasolina da nova configuração é 63 cv mais potente e 5 mkgf mais forte em torque que a versão Attraction, cujo valor de entrada é R$ 94.900.

As medidas e a lista de equipamentos de série do A1 Sport questionam seu valor salgado, já que o carro de apenas 3,9 m de comprimento, 2,4 m de largura (contando-se os espelhos) e 2,5 m de distância entre-eixos sai de fábrica com airbags frontais, laterais e de cortina, além de rodas de 17 polegadas, sistema de som com conectividade via Bluetooth, bancos esportivos e o volante multifuncional em couro. 

Só que não dá para negar que se trata de um veículo que serve de "porta de entrada" para os modelos da Audi. Mesmo na versão mais cara, os bancos são de tecido e o ar-condicionado é manual. Por fora, o para-choque dianteiro recebeu aletas de ventilação funcionais para os freios, saias laterais e aerofólio traseiro.

Com câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas, o modelo é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 6,9 s, dois segundos a menos que a versão convencional, enquanto a velocidade máxima é de 227 km/h (24 km/h a mais). Com peso de 1.265 kg, o desempenho veio ao custo de 65 kg extras em relação ao A1 Attraction.

Velocidade em pequenas doses

Mesmo sendo a resposta da Audi a modelos como o MINI Cooper S na Europa, o A1 não tem o mesmo desenho cativante. Está mais para uma "versão de bolso" do A3, o que não é ruim, pelo contrário. O acabamento por dentro e por fora é bem feito e, rodando, o carro é sólido. Firme nas curvas, mas sem os solavancos típicos de modelos de dimensões compactas na estrada. Os bancos traseiros levam um adulto de até 1,70 m sem grandes compromissos, já que o espaço para as pernas é suficiente. Já para a cabeça, os mais altos vão precisar tomar cuidado com a coluna traseira do carro.

Na roupagem Sport, o A1 ganha uma personalidade mais "arisca". No primeiro contato é preciso tomar cuidado com o acelerador, pois o modelo responde prontamente. Mérito do compressor, que elimina a hesitação inicial do turbo em baixas rotações. Aliado a um câmbio automático de dupla embreagem, as trocas são suaves e rápidas e o modelo acelera até os 120 km/h com fôlego para ir além disso. 

Mesmo com o desempenho de sobra para seu tamanho, o A1 não abre mão de um consumo comedido, já que a Audi declara um consumo urbano de 13,3 km/l e rodoviário de 19,6 km/l. Para quem ficou com um gostinho de quero mais com a versão de "apenas" 122 cv, a resposta está aí.

Linha A5 2013 - Juntamente à apresentação da nova versão do A1, a Audi aproveitou para exibir a linha 2013 do cupê A5 e do S5, a variante esportiva, que estrearam em julho. O iCarros rodou com a variante Sportback (cupê de cinco portas) do A5 Ambition equipada com tração integral e com preço inicial de R$ 197.700. 

Mesmo tendo trocado um V6 3.2 a gasolina de 265 cv por um 2.0 turbo a gasolina de 211 cv, o modelo não transfere perda de potência ao desempenho. O A5 não tem temperamento explosivo, mas acelera sem esforço e anda no limite de velocidade da estrada (120 km/h) sem hesitações.

Com tração nas quatro rodas e câmbio de dupla embreagem, a dinâmica de condução é bem diferente da versão de entrada Ambiente, de tração dianteira e transmissão CVT (relações continiuamente variáveis). As curvas são vencidas facilmente, graças à aderência maior provida pela tração integral. A direção, com assistência elétrica variável não transmite muita informação das rodas para as mãos do motorista, mas é precisa nas mudanças de direção e leve nas manobras em baixa velocidade.

A característica mais marcante do A5 é a mesma do A7: a carroceria cupê fastback, que dá um visual mais agressivo que o dos sedãs A4 e A6 em troca de uma perda de espaço para as cabeças no banco traseiro. O porta-malas, porém, se beneficia disso, já que possui abertura ao estilo hatchback, com entrada maior e mais prática.

Os itens de série da versão testada são: ar-condicionado automático, computador de bordo com marcador de temperatura, controle de cruzeiro, espelho retrovisor interno com função antiofuscante automática, vidros com isolante térmico e volante esportivo multifuncional, em couro, com alavancas para trocas de marcha.

Viagem a convite da Audi

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