27/03/2013 - Thiago Moreno, de Atibaia (SP) / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros
Ar-condicionado, vidro elétrico nas quatro portas, airbags dianteiros e freios ABS. Adicione estes itens a um compacto 1.0, como o Volkswagen Gol ou o Chevrolet Onix, e o preço passará facilmente dos R$ 30 mil. Com o lançamento do Celer, a Chery reforça sua presença entre os compactos com um carro que entrega, ainda, rodas de 15 polegadas, alarme e espelhos elétricos de série. A configuração hatch custa R$ 35.990 e a sedã sai por R$ 36.990. O leve mais por menos, aliás, é o slogan da campanha comercial do modelo
A principal diferença entre eles fica por conta do motor 1.5 16V flex de 108 cv tanto com etanol como gasolina. Num primeiro momento, o modelo vem desmonatdo da China e é montado no Uruguai, de onde é importado ao Brasil. O Celer será o primeiro carro nacional da marca. “Com a fábrica pronta no final de 2013, o Celer nacional deverá chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2014”, disse João Carlos Rodrigues, diretor de Vendas da Chery do Brasil. “Para o Celer fabricado em Jacareí (SP), estudamos algumas alterações. Possivelmente, um facelift e uma versão automática, mas ainda não há nada fechado”, completou. A marca pretende comercializar 7.000 unidades do Celer até o final de 2013, sendo que 75% desse número será representado pelo hatch.
Duas variações do mesmo carro
O Celer traz um porta-malas de 380 litros na versão dois volumes – o VW Gol tem 285 litros. No sedã, a diferença não é tão grande, já que, nesta configuração, o Celer tem 450 litros (a janela traseira levanta junto com o tampão); menos que os 500 litros do Chevrolet Prisma, por exemplo. Esse fenômeno é explicado pela pequena diferença de uma carroceria pra outra em comprimento. Enquanto o Celer hatch tem 4,1 m, o sedã tem 4,3 metros. Ambos possuem 1,7 m de largura, 1,5 m de altura e 2,5 m de entre-eixos.
Tanto o Celer hatch como o sedã são equipados com um motor 1.5 16V flex de 108 cv. Ambos disputam um mercado que, nessa faixa de preço, entrega motorizações 1.0 ou 1.4. Com o câmbio manual de cinco velocidades e 1.200 kg, a Chery informa velocidade máxima de 160 km/h para ambas as carrocerias, apesar da diferença de tamanho.
Deisgn italiano produzido por chinês para brasileiro dirigir
Com o desenho feito na Itália, o Celer se apresenta como um carro de linhas fluidas, sem grandes arrojos, mas com estilo. “Numa pesquisa com os clientes, sem os emblemas da Chery, foram poucos que acharam que o carro era chinês”, afirmou Rodrigues. Porém, a grande dúvida que recai sobre os carros de origem chinesa é a qualidade de acabamento. Neste caso, há variação de texturas e boa montagem. Alguns itens, no entanto, como detalhes da alavanca de câmbio, ainda aparentam fragilidade. Um ponto que pesa contra a usabiliadade do carro é o rádio. Apesar de ler CDs de MP3 e ter entrada USB, é necessário um cabo adaptador, uma vez que a entrada é miniUSB.
Com regulagens de altura de série para o banco do motorista e para o volante, é fácil achar uma posição para guiar. Tarefa que é facilitada pelo pico de torque a 3.000 rpm, o que se traduz numa condução que acompanha o tráfego urbano sem dificuldades. Na estrada, a 120 km/h, o motor está a cerca de 3.500 rpm. Em circuito rodoviário, porém, o isolamento acústico não se mostra suficiente para disfarçar o barulho de rolagem dos pneus. A calibragem dos amortecedores, um dos 140 itens que a marca alterou para o carro brasileiro, se mostrou com pouca resistência às oscilações da carroceria nas trocas de direção, enquanto nos buracos, acabava por gerar ruído na cabine
Quem tem medo de carro chinês?
“De fato, tivemos uma certa demora na entrega de peças nos últimos tempos”, declarou Edson Kiyohara, gerente de Peças da Chery. Segundo ele, o problema estava na transição da marca de importadora para montadora: “O estoque estava na mão da Venko Montors, a antiga improtadora da Chery, mas os concessionários precisavam fazer os pedidos para a Chery Brasil. Só a partir daí fazíamos o pedido. Era isso que gerava a demora”, completou. Kiyohara informou que, em fevereiro, o estoque da Venko foi adquirido pela Chery Brasil, o que demandou 81 caminhões para o transporte, e a situação, agora, está normalizada. O Celer chega às concessionária com três anos de garantia, “mas temos estoque de até cinco anos para determinadas peças”, informou Kiyohara.
Novo Tiggo chega em abril - João Carlos Rodrigues ainda confirmou ao iCarros que o facelift para o SUV Tiggo, apresentado durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em 2012, deve chegar entre os meses de abril e maio, sendo que a configuração com transmissão automática, prometida desde 2008, quando o modelo foi lançado, chegará no segundo semestre de 2013.
Teste-drive a convite da Chery do Brasil
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