Citroën DS3 anima com turbo e câmbio manual

Hatch premium chega às lojas na primeira semana de junho por R$ 79.900

22/05/2012 - Anelisa Lopes, de Barueri (SP) / Fotos: divulgação / Fonte: iCarros

O primeiro integrante da família DS começará a ser vendido pela Citroën na primeira semana de junho. O DS3, equipado com motor de 1,6 litro turbo a gasolina e câmbio manual de seis velocidades, custa R$ 79.900 e tem como único opcional disponível o revestimento de couro dos bancos, por R$ 2.900.


Lançado na Europa em 2010, o DS3 é o modelo de entrada de uma linha de veículos premiuns da montadora francesa. "O objetivo da oferta é buscar clientes que desejam um pouco além dos produtos Citroën", define Jeremie Martinez, gerente de produto da marca. Na gama DS, esportividade e acabamento diferenciados são os principais conceitos que dão origem aos veículos.


No caso do DS3, para casar desempenho com estilo, um motor de 1,6 litro 16V de 165 cv de potência, desenvolvido em parceria com a BMW, foi escolhido para atuar sob uma carroceria adornada por detalhes, como a fileira vertical de leds localizada ao lado dos farois de neblina, e das rodas na cor preta ou branca. Na lateral, uma parte da lataria, no formato de uma barbatana de tubarão, invade a área envidraçada traseira que, por sua vez, passa a sensação de ser uma peça única. Na cabine, o ineditismo não chegou tão longe, já que muitos elementos são compartilhados por outros modelos do grupo Peugeot-Citroën, como o sistema de ar-condicionado e o CD player.


A carroceria, de duas portas, tem 3,94 m de comprimento por 1,99 metro de largura. O entre-eixos de 2,46 metros acomoda quatro passageiros, mas não se pode esperar abundância de espaço. Para minimizar o desconforto, o porta-luvas foi projetado de uma forma que os joelhos do passageiro não batam no compartimento. O bagageiro é econômico: são 280 litros de capacidade.


DS3 reage "sob pressão"


É, literalmente sob pressão que o motorista consegue extrair a melhor reação do DS3. O motor turbo de 165 cv de potência conta com sistema overboost que, a partir das 1.500 rotações, dá força extra ao motor. A química é finalizada pela atuação da transmissão manual de seis velocidades, com as primeiras relações mais curtas e as demais mais longas. Tanto em baixa como em alta rotação, a impressão que se tem é que o motor está sempre oferecendo o máximo em performance.


A direção elétrica progressiva se adapta conforme a velocidade. Durante as manobras, fica mais leve e, conforme o ponteiro do velocímetro sobe, se torna mais firme. O conjunto da suspensão, que não sofreu adaptação para rodar em território nacional, é rígido. A característica não chega a incomodar os passageiros, mas é difícil não arrancar um "ai" quando se passa em um buraco.


Na Europa, o DS3 também está disponível para venda com câmbio automático, oferta que não deverá chegar ao mercado brasileiro, já que esta versão é servida por um motor mais fraco, de 120 cv de potência. Os demais integrantes da família, o DS4 e o DS5, deverão dar as caras durante o Salão do Automóvel, no final de outubro, mas ainda não estarão disponíveis para venda.


A aparência inusitada do DS3 somado à pitada de esportividade extraída do conjunto mecânico o colocam como concorrente de uma série de modelos que agregam diferencial na aparência e na motorização. Fazem parte deste grupo o Audi A1, o MINI Cooper, o Hyundai Veloster, além do Volvo C30 e do Kia Cerato. A expectativa da montadora é comercializar cerca de 250 unidades por mês do modelo. As revisões com preço fixo, assim como a garantia de três anos sem limite de quilometragem, deverão ser um dos atrativos do produto.


Teste drive a convite da Citroën

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