Fluence GT põe Renault do Brasil na era turbo

Com motor de 180 cv e 30,6 kgfm de torque, modelo acelera de 0 a 100 km/h em oito segundos

21/11/2012 - Thiago Moreno, de Indaiatuba (SP) / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

A Renault tem experiência com motores turbinados. Foi em 1977 que a marca introduziu o primeiro propulsor deste tipo na Fórmula 1. Agora, com o Fluence GT, a empresa oferece seu primeiro carro equipado com turbo no mercado brasileiro. O modelo já tem um bom ponto de partida: o motor 2.0 16V a gasolina sobrealimentado gera 180 cv de potência e 30,6 kgfm de torque aos 2.250 rpm. A força é transmitida às rodas por um câmbio manual de seis velocidades. Baseado na versão topo de linha Privilège, o Fluence GT custa R$ 79.370, R$ 3.370 a mais que o carro em que é baseado com os mesmos equipamentos.


Além do jogo de aerofólios e da série de logos com a inscrição GT, o Fluence com pretensões esportivas recebeu mais que enfeites para poder ser levado a sério. Para aguentar a pressão da turbina, foram retrabalhados as bielas, os pistões, o virabrequim e as bronzinas. O sistema de arrefecimento e o de bombeamento de óleo foram dimensionados para aguentar as demandas do propulsor sobrealimentado. Até mesmo a junta de cabeçote recebeu uma solução caseira: a peça, em três lâminas e mais resistente, é uma solução já utilizada na gama de motores 1.6 da Renault. Com isso, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em oito segundos, atingindo velocidade máxima de 220 km/h, que é limitada eletronicamente, pois o carro tem fôlego para mais.


Apesar de manter a mesma distância em relação ao solo que as versões convencionais, a suspensão do Fluence GT foi repensada. As molas e amortecedores, assim como a barra de torção traseira, foram reforçadas e são exclusivas da versão, assim como as rodas de 17 polegadas com pneus de medidas 205/55.


Falando em exclusividade, o painel com velocímetro digital só vem no Fluence GT, assim como faróis de xenônio e teto-solar elétrico de série - os dois últimos são opcionais na versão Privilège. Além disso, a versão traz bancos em couro com a inscrição GT, ar-condicionado automático de duas zonas, sensores de chuva e crepuscular, direção com assistência elétrica variável e uma sequência de itens de segurança, como airbags laterais e do tipo cortina, ABS com EBD, controle de tração e de estabilidade.


A influência do Fluence GT


O jogo de para-choques e aerofólios exclusivos tirou o ar "pacato" do Fluence. Fica até difícil não ser influenciado por isso e começar a usar mais o pedal do acelerador. Comprido e com grande entre-eixos, 4,6 m e 2,7 m, respectivamente, o carro tem boas proporções para uma tocada esportiva, fato que ainda é ajudado pela carroceria de três volumes, que distribui melhor os 1.341 kg do modelo.

Avaliado num circuito fechado em Indaiatuba (SP), o Fluence mostra uma síntese da série GT da Renault: não é um carro para grudar o motorista no banco, mas alia desempenho com luxo. Dentro dessa proposta, as suspensões mais firmes do Fluence não comprometem o conforto, mas lembram o motorista que o carro foi feito para aguentar mais que apenas um passeio.

O modelo acelera forte, mas os engates de marcha são um pouco duros e é preciso um pouco de prática para usar o câmbio rapidamente. Apesar de ágil, o modelo ainda é pesado. Quem reclama disso são os pneus, que começam "assobiar" cedo e os controles de tração e estabilidade têm trabalho. Mesmo assim, o carro não sai da linha, mesmo quando abusado, e os bancos apoiam bem o motorista contra os solavancos comedidos da carroceria nas mudanças de direção.

Renault Sport no Brasil - o Fluence GT  é o primeiro produto da subsidiária de performance da Renault, a Renault Sport, no Brasil. Criada em 1976, a empresa cuida do desenvolvimento e fabricação das versões esportivas dos carros da marca de origem francesa. O futuro da investida da Renault no segmento depende apenas do modelo em nosso mercado. Romain Darmon, gerente de produto da marca, explica: "É o começo de uma história. Se der certo, podemos estudar a introdução de outros modelos desenvolvidos pela Renault Sport no País". Com uma expectativa de representar um máximo de 5% do mix de vendas do Fluence, a versão GT pode ser a primeira e a última vez em que um produto desse tipo desembarca por aqui, já que a marca espera vendas mensais de 70 unidades por mês.

Teste-drive a convite da Renault

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