Modelo foi apresentado pela primeira vez no Salão de Detroit, em janeiro
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Novo Fusion começará a ser vendido no Brasil em novembro
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Sedã está completamente novo, por fora e por dentro
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Grade frontal abre e fecha de acordo com temperatura do motor
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Roda do Ford Fusion Titanium
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Interior do Ford Fusion Titanium
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A primeira versão da linha do Ford Fusion 2013 começa a desembarcar no Brasil, vindo do México, em dezembro, por R$ 112.900. Um lote de 400 unidades da configuração Titanium com motor Ecoboost 2.0 de 240 cv de potência e tração integral será entregue aos primeiros compradores até o último mês do ano. No final do primeiro trimestre do ano que vem, a montadora passará a vender também uma versão com tração dianteira, outra com motor 2.5 bicombustível, além da opção com motorização híbrida, em seguida.
Mostrado no Salão de Detroit, em janeiro deste ano, o novo Fusion foi completamente reformulado. Além da nova carroceria e cabine, o sedã estreia, no Brasil, a linha de motores Ecoboost, cuja concepção visa combinar desempenho e economia. Com 4,87 metros de comprimento, o novo Fusion ganhou 12 cm na distância entre-eixos (2,85 metros), mas perdeu 77 litros de capacidade no porta-malas, passando de 530 l na geração anterior para 453 litros na atual.
Porte executivo dá lugar à esportividade
O apelo esportivo está muito mais evidente nesta geração, graças à frente proemimente, cujo destaque fica por conta da nova grade frontal - com barras que se abrem e fecham automaticamente para controle da temperatura do motor, o que eliminou o ar executivo do sedã. Com isso, uma nova leva de clientes, vinda também de segmentos como o de utilitários esportivos premium, deverá procurar pelo lançamento.
Com uma concepção global, o sedã deixou de lado a estética americanizada para agradar a públicos distintos. A quantidade de detalhes cromados diminuiu; por dentro, o desenho da cabine está mais sóbrio.
De acordo com a Ford, o motor de 240 cv de potência e 34,7 mkgf de torque, alcançado em uma faixa entre 1.750 e 4.000 giros, marca um consumo misto de 9,1 kml. O câmbio é automático de seis velocidades com possibilidade de mudança manual, enquanto a tração é integral e a direção tem assistência elétrica.
Para fazer frente à concorrência, o Fusion 2013 recebeu, na versão topo de linha, equipamentos que não estavam disponíveis na geração anterior, como monitoramento dos pontos cegos, piloto automático que diminui a velocidade do carro conforme a proximidade com o veículo da frente, tecnologia que avisa a possibilidade ou não de mudança de faixa por meio de uma vibração na direção e câmera de ré para estacionamento. Nenhum deles, no entanto, é inédito.
A cabine é moderna e tem um porta-objetos vazado sob o painel, como alguns modelos da Volvo. A maior parte dos comandos é acionada por meio de toque em uma tela. Para o motorista, que conta com comando elétrico para altura e profundidade do banco, a visibilidade está garantida. O carona, por sua vez, fica afundado no assento, que só vai para frente e para trás. Alguns pontos de arremate entre a forração do teto e a parte plástica das colunas estavam bem assimétricos.
Sem exigir muito do conjunto mecânico do sedã, com trechos urbanos e rodoviários, o trajeto escolhido para teste drive do lançamento deixou claro o papel do novo Fusion no segmento: aparência atraente - que remete até a modelos da Aston Martin - com conjunto mecânico equilibrado. O desempenho não prende as costas do motorista no banco, mas não tira a diversão de uma viagem a bordo de um sedã de grandes dimensões.
Lançamentos que estão por vir - para o Salão do Automóvel, que abre as portas na próxima quarta, em São Paulo, a Ford levará o novo Fusion, além da versão automática do EcoSport. Também deverão ser mostrados em primeira mão a versão sedã do Fiesta reformulado, cuja versão hatch foi apresentada no Salão de Paris, e o novo Focus.