25/06/2014 - Redação / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros
Quando foi lançado em 2013, o Jaguar F-Type trazia poucas diferenças em relação ao conceito C-X16 apresentado em 2011. Agora, um ano após apresentar o conceito Project 7 no Festival de Velocidade de Goodwood, a montadora confirma que irá produzir 250 unidades na recém-inaugurada unidade de Operações Especiais.
Aclamado como o mais potente Jaguar já construído, o novo F-Type Project 7 é uma homenagem às sete vitórias da montadora nas 24 Horas de Le Mans – 1951, 53, 55, 56, 57, 88 e 90 – e retoma as linhas que consagraram o modelo D-Type como tricampeão consecutivo da categoria. A inspiração surgiu dos esboços do brasileiro Cesar Pieri, designer da marca, e o desenho caiu nas graças do chefe de design Ian Callum.
A carroceria, tipicamente roadster, remete ao bólido que comemora 60 anos desde sua construção, mas a tecnologia embarcada no Project 7 é a prova de que os anos fizeram bem para o "coração" das máquinas. O motor V8 5.0 supercharged movido a gasolina é o mesmo que equipa a versão Coupé R, mas retrabalhado para render 575 cv – contra 550 cv da versão “convencional”. Aliado a uma transmissão automática de oito velocidades, toda a potência é despejada nas rodas traseiras, levando o veículo de 0 a 100 km/h em apenas 3,9 segundos até chegar ao limite eletrônico de 300 km/h. É verdade que, apesar de rápido, o novo modelo não encabeça as listas de desempenho da marca. Ele ainda perde para o eterno XJ220, que entre 1992 e 1994 foi considerado o carro de produção mais rápido do mundo, com 349 km/h. Ele também não tem a aceleração mais fugaz – título que ainda pertence ao XJ220 e seu 0 a 100 km/h em 3,6 segundos – mas divide a segunda posição com o XKR-S GT.
O novo F-Type Project 7 é equipado com escapamentos esportivos com ponteiras pretas de cerâmica, rodas aro 20 também na cor preta, freios de carbono e cerâmica com discos dianteiros de 398 mm e traseiros de 380 mm, sistema Adaptative Dynamics que controla ativamente a suspensão retrabalhada para garantir ainda mais esportividade e o sistema Torque Vectoring by Braking que ajusta o traçado do veículo aplicando forças de frenagem nas rodas.
O para-brisas diminuto, a ausência permanente de um teto, o para-choque esportivo e o duto que segue por trás da cabeça do motorista levam a crer que o modelo – que dividirá espaço na área de Operações Especiais com seis Lightweight E-type que ainda serão produzidos – é o retorno às origens da relação entre homem e máquina, quando os pilotos domavam felinos para conquistar vitórias memoráveis, como aquelas que ficarão marcadas na história por Mike Hawthorn, Ivor Bueb, Ninian Sanderson e Ron Flockhart, homens que montaram feras chamadas D-Type para vencer as 24 de Le Mans em 1955, 56 e 57. Minimalista, o novo modelo é uma obra prima que, apesar de baseada em um dos modelos mais bonitos da atualidade, conseguiu criar identidade própria a ponto de fazer esquecer toda a eletrônica embarcada.
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