Reformulado, Chery Tiggo 2014 custa R$ 51.990

Facelift dá impulso às vendas do Chery Tiggo 2014, que deverá ganhar nova geração em dois anos

21/06/2013 - Anelisa Lopes, de Itu (SP) / Fotos: divulgação / Fonte: iCarros

Com quase três anos de atraso após sua apresentação na China, o facelift do Tiggo desembarcou no mercado brasileiro por R$ 51.990. A mudança mais perceptível está na parte da frente - com elementos como grade, farois e para-choque modificados - e na cabine. Já a nova geração do modelo, flagrada em teste no mercado chinês recentemente, também deverá chegar por aqui com a mesma demora, aproximadamente dois anos. De acordo com a Chery, "o tempo de homologação em cada país varia, por isso, há este atraso".

Sem citar o X60 - SUV lançado há cerca de um mês pela conterrânea Lifan - entre seus concorrentes, a Chery quer pular de uma média de vendas de 75 para 580 unidades mensais do Tiggo até o fim do ano - lembrando que ainda há unidades ano/modelo 12/13 em estoque nas revendas por R$ 47.990. "Não sabemos dos números de vendas da Lifan, por isso, não os consideramos rivais", explicou Mauricio Buzetto, gerente de pós-venda e homologações da marca. Por isso, a Chery quer brigar por compradores de Ford EcoSport, Renault Duster e Citroën AirCross.

Entre as adaptações formuladas para o território brasileiro, a Chery recalibrou os amortecedores da suspensão dianteira e incorporou novo sistema de homocinéticas no Tiggo, que possui tração dianteira. A garantia permanece com cinco anos, sendo três deles com cobertura total e os outros dois para motor e câmbio.

O conjunto mecânico responde com um bloco de 2,0 litros 16V de alumínio movido a gasolina de 138 cv de potência e 18,2 mkgf de torque. O câmbio é manual de cinco velocidades. Tanto a transmissão automática como uma unidade bicombustível 2.0 são considerados para a linha, mas ainda sem previsão.

Em breve contato com o modelo no kartódromo de Itu (SP), percebe-se melhora considerável na estabilidade. Apesar de a trajetória para avaliação não ter uma reta que possibilitasse aceleração contínua, foi possível fazer curvas na pista e em um trecho marcado com cones. Outra primeira impressão deixada pelo Tiggo, dessa vez não tão positiva, foi o engate do câmbio manual. É preciso um pouco de força para realizar as trocas de velocidade e, neste momento, nota-se um ruído que vem da caixa.

Visualmente, a atualização deixou o Tiggo mais refinado, apesar de a inspiração ser clara em modelos de outras montadoras, como o Hyundai Santa Fe. Por dentro, as demandas pelo baixo custo de produção ainda são perceptíveis: parafusos aparentes na fixação dos bancos e fragilidade das peças, como a tampa do porta-luvas. O ambiente, no entanto, é harmonioso, com acabamento na cor preta. O acesso ao porta-malas é por meio da abertura lateral da porta. O compartimento tem espaço para 435 litros. 

Motores e início da produção nacional

Com estreia agendada para o final deste ano, a fábrica de Jacareí (SP) deverá começar a produção da linha Celer, composta pelo hatch e pelo sedã, no ano que vem. A ideia é que a partir de 2015, o projeto S15 entre em operação. "A expectativa é produzir a versão hatch, que já está confirmada, e a sedã. Os modelos pertencem a uma categoria entre o QQ e o Celer", anunciou Buzetto. Por enquanto, não há planos para a produção nacional do Tiggo. Se acontecer, a nacionalização do utilitário será após 2017.

Até o final deste mês, o fabricante deverá se pronunciar a respeito da fábrica de motores, que ficaria localizada nas imediações da planta no interior paulista. Ainda não há confirmação sobre investimento, mas, de acordo com o presidente da filial brasileira da Chery, Luís Francisco Curi, a princípio, deverão sair de lá as unidades de 1,0 e 1,5 litro bicombustíveis.

Vai vender? - opção para quem deseja um utilitário compacto completo e que não queira ultrapassar a fronteira dos R$ 55 mil, o Tiggo ficou mais atraente em comparação ao seu antecessor. No rápido contato com o veículo, percebe-se também uma melhora na dirigibilidade e estabilidade do modelo, apesar de o câmbio manual não ter dados sinais de boa receptividade ao motorista. As vendas deverão subir da média de 70 unidades mensais, mas não deverão chegar às quase 600 desejadas até o final do ano. Neste caso, o sucesso a longo prazo vai depender do pós-venda, com a oferta e estoque de peças, além da durabilidade e índice de reparabilidade do veículo. 

Viagem a convite da Chery do Brasil

 

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