04/07/2013 - Thiago Moreno, de Campos do Jordão (SP) / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros
A Mercedes-Benz apresentou o facelift da nona geração do Classe E ao mercado brasileiro. Por enquanto, a carroceria sedã de quatro portas é a que está disponível, com o cupê e o conversível chegando em agosto. As configurações à venda agora são as E250 Turbo Avantgarde e E350 Turbo Avantgarde. Elas custam, respectivamente, R$ 229.900 e R$ 284.900. As vindouras E250 Coupé e E350 Cabriolet serão vendidas, por sua vez, a R$ 239.900 e R$ 299.900.
O Classe E é um dos modelos mais longevos da marca da estrela de três pontas, com ancestrais remontando a 1947. Ele também é um dos que passa mais tempo na mesma geração, com uma média de sete anos de vida para cada uma das nove pelas quais o carro passou. A atual, lançada a três anos, recebeu pequenos retoques para ficar atualizada com uma concorrência (leia-se BMW e Audi) que apresenta cada vez mais modelos novos e renova com mais frequência seus produtos.
Com o novo modelo, a Mercedes-Benz quer se pôr à frente e buscar um público mais jovem. “Nossos clientes costumavam usar motoristas, agora, o perfil está mudando e cada vez mais são os compradores que dirigem. É nisso que o facelift se focou”, explica Dirlei Dias, Gerente Senior de Vendas e Marketing da Mercedes-Benz do Brasil.
Escolhas e mudanças
O Classe E ganhou um bloco único para os faróis, mudando a tradição do modelo que, desde o final da década 1990 era marcado pelos dois faróis separados de cada lado. Além disso, os para-choques estão fazendo maior uso de vincos para darem um toque mais moderno ao carro. No cupê e no conversível as lanternas traseiras são mais horizontais que as do sedã e a grade possui apenas um filete central, como nos esportivos AMG da marca, e não com dois filetes, como no modelo de quatro portas.
Outra prova da mudança de perfil do modelo é a escolha da configuração Avantgarde para o Brasil. Na Alemanha, há versões mais simples e, principalmente, com a estrela da Mercedes-Benz no capô, a escolha mais tradicional. Por aqui, a marca optou pela linha de proposta mais moderna, com o logo na grade. Lá fora, o Classe E é tão eclético que é a primeira escolha de taxistas em diversas cidades alemãs, que procuram as versões mais simples, com bancos de tecido e câmbio manual.
Esse não é um fato que os vendedores da marca vão querer revelar durante a venda. Até porque, aqui, o carro vem completo. Tem direção com assistência elétrica variável, ar-condicionado automático, teto-solar elétrico, suspensão adaptativa, tela multimídia com GPS, bancos em couro com acionamento elétrico e, mimo dos mimos, a memória de posições do motorista não inclui apenas o banco, mas também o volante e os espelhos externos. Até o sistema em que o carro estaciona sozinho está presente. Para os E350, há adição de equipamentos como rodas de 18 polegadas da divisão AMG de performance e duas telas de entretenimento para os bancos traseiros com fones de ouvido sem fio.
No lado da segurança, todos o Classe E têm seis airbags, ABS com EBD, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa e até uma função dos freios que, na chuva, aproxima as pastilhas dos discos para mantê-los secos.
Os motores não são novos, mas foram retrabalhados, assim como a transmissão, que ficou mais leve. Agora, todos os E250 carregam um bloco 2.0 turbo a gasolina de 211 cv, enquanto os E350 têm um bloco 3.6 V6 a gasolina de 306 cv. Para todas as carrocerias, o câmbio é automático de sete velocidades. Quer a última palavra em tecnologia num Classe E? Aguarde até a marca trazer a versão E63 AMG, com motor de 557 cv e tração integral, o que deve ocorrer ainda em 2013.
Vai com classe?
O Mercedes-Benz Classe E não deixou de ser um carro grande. Ainda mede 4,9 m de comprimento, 2 m de largura e 1,5 m de altura. E um motor 2.0 poderia parecer pouco para o modelo. Parecendo ou não, a realidade mostrou que os 211 cv do propulsor empurram o carro com desenvoltura e exige mínima aceleração para acompanhar o trânsito. A marca fala em 7,4 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h, com máxima de 243 km/h. Como ninguém pode conferir esses dados nas ruas sem perder a habilitação, basta dizer que o carro alcança facilmente os 120 km/h e que, nessa velocidade, o motor gira a menos de 2.000 rpm, com folga para andar bem mais rápido.
Mesmo nas velocidades mais altas, a cabine do Classe se reserva ao silêncio. Não é antes das 4.000 rpm que se tem notícias do motor e, como o câmbio tem uma operação suave, a aceleração é imperceptível. Isso ocorre graças aos 35 kgfm de torque estão disponíveis já a partir dos 1.200 rpm.
Por dentro, tudo muito sóbrio, sem linhas ousadas e nada que pisque na cara do motorista. A Mercedes manteve sua veia tradicional para o painel. Mesmo sendo mais simples, o interior do carro passa elegância e faz o condutor se sentir bem apenas por estar sentado ali. Como se a intenção fosse apenas sentar, girar a chave (o sistema de partida por botão é exclusivo do E350) e aproveitar o passeio sem mais preocupações. O espaço é amplo, mas a ocupação ideal é de quatro pessoas. Um quinto passageiro no meio do banco de trás vai ficar incomodado com o túnel de transmissão cortando o assoalho, uma vez que esse Mercedes ainda tem tração traseira.
Vai vender? - Em 2014, primeiro ano fechado de vendas do modelo com face-lift, a Mercedes-Benz pretende vender 800 unidades do Classe E, sendo que o E250 deve ser responsável por metade desse número. Predicados para isso o carro tem, pois está moderno e eficiente sem perder a classe de se seus antecessores. É a escolha certa para quem quer um misto do luxo e tradição da marca com um visual e performance atuais.
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