Andamos na 1ª caminhonete elétrica do Brasil | Impressão

Diesel? Flex? Nem um, nem o outro. JAC quer entrar no segmento de caminhonetes médias com modelo elétrico

11/09/2019 - João Brigato / Fotos: João Brigato / Fonte: iCarros

Depois do baque sofrido pelo Inovar Auto em 2012, a JAC pretende se reerguer no Brasil com uma linha inteira de carros elétricos. Além do iEV40 que já está à venda, a marca chinesa terá mais quatro modelos totalmente movidos a energia. Entre eles, está a picape média ainda sem nome definitivo para o nosso mercado. Na China é chamada de T6.

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Dirigimos com exclusividade o modelo que deve estrear no Brasil apenas em 2020, entre fevereiro e março. Ela virá ao Brasil para disputar mercado com as versões diesel de Chevrolet S10, Toyota Hilux, Ford Ranger e Volkswagen Amarok. Contudo, diferentemente de suas rivais, será direcionada ao trabalho, não como substituta de sedãs e SUVs.

Maior que a S10

Em porte, a picape marca 5,60 m de comprimento, 1,83 m de comprimento e 1,84 m de altura. Largura e altura são semelhantes às das rivais, mas em comprimento ela é cerca de 25 cm maior. Em peso, a caminhonete média da JAC marca 2.150 kg enquanto as concorrentes não passam das duas toneladas.

Debaixo do capô reside um motor elétrico de 150 cv (110 kW) atrelado a um conjunto de baterias capaz de levar a picape a mais de 300 km de autonomia. Apesar do peso maior que das rivais e da potência significativamente mais baixa, o torque oferecido pelo motor elétrico é mais que suficiente, além de instantâneo. 

Silêncio à bordo

A caminhonete elétrica da JAC acelera com vigor e ganha velocidade fácil. No modelo testado, ela atingiu apenas 60% de sua força total por conta da carga baixa nas baterias (menos de 30%), contudo ela já revelou vigor superior a algumas rivais diesel. O acelerador tem um certo atraso, característica que pode ser revisada na versão brasileira da picape, já que a unidade que dirigi era totalmente chinesa.

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Acostumado a ouvir o ronronar dos motores diesel das picapes, a sensação ao volante nas primeiras voltas com a picape da JAC é de estranhamento. Não há barulhos notáveis, apenas um pequeno som futurístico vindo do motor elétrico quando em aceleração. Se o trânsito lá fora estiver caótico ou o som ligado, dificilmente você ouvirá algo.

Picape no jogo

Apesar de toda modernidade do conjunto elétrico, em alguns pontos a picape elétrica da JAC fica atrás. Ela tem comportamento mais bruto e chacoalhante. A carroceria oscila fácil e é suscetível às imperfeições do solo como em modelos mais antigos. Ela não chega a ficar quicando atoa, mas não é tão sólida quanto Ford Ranger e Volkswagen Amarok. 

Apesar disso, transmite robustez ao rodar. A direção é leve e deixa as manobras fáceis, mesmo com esse tamanhão todo. Ela tem respostar um tanto quanto lentas e precisa de muitas voltas de um batente a outro, só que essa característica é comum a outras tantas picapes no mercado, então está tudo dentro dos conformes. 

O que os olhos veem

Por dentro a picape JAC revela outro ponto em que fica devendo às rivais. Ela tem acabamento simples feito com plásticos duros em todos os cantos. O estilo também é bastante simples, tendo como único charme o console central com acabamento liso que imita aço escovado. Já o painel das portas parecia copiado da Chevrolet S10.

Não havia central multimídia no modelo testado, nem mesmo bancos revestidos de couro. Esses itens podem aparecer em futuras variantes mais equipadas da picape elétrica. Na China, a T6 em versão diesel oferece os itens. O painel de instrumentos é digital com layout simples e sem personalização.

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O espaço interno é mais escasso que nas rivais e o volante bem que poderia ajustar em profundidade para que a posição ao dirigir ficasse melhor. O banco é confortável mas tem regulagem de altura pouco abrangente, fazendo com que a posição de dirigir fique alta em qualquer situação.

Destaque para a boa visibilidade provida pela linha de cintura baixa e área envidraçada generosa. Os limites da picape ficam bem claros e ela não parece um brucutu como suas medidas sugerem.

Conclusão

Sem preço ainda divulgado fica difícil entender como a picape elétrica da JAC se posicionará no mercado. Caso siga o valor das rivais a diesel com nível de equipamento semelhante, a marca chinesa terá uma forte arma no mercado brasileiro.

O conjunto elétrico tem força e autonomia suficiente para o trabalho e para o ambiente urbano, apesar de ser um pouco bruta na cidade. Falta sofisticação na caminhonete elétrica da JAC, mas se o preço for certo, essa pode ser uma característica a ser relevada frente aos benefícios da eletricidade.

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