Mercedes-Benz GLC 220d: o silêncio do diesel | Impressões

Agora movido apenas a diesel, GLC quer explorar outros territórios além da cidade

24/10/2019 - João Brigato / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

Indo além de uma mera reestilização, o Mercedes-Benz GLC mudou também de alma. O motor a gasolina foi substituído por um diesel, que agora passa a ser a única opção para o SUV médio da marca alemã. Rodamos na versão topo de linha Enduro de R$ 329.900 para saber se as mudanças valeram à pena.

Completa com diesel?

Equipado com motor 2.0 quatro cilindros turbo de 258 cv e 40,7 kgfm de torque, o Mercedes-Benz GLC 220d não se comporta como se bebesse diesel. Usando coxins plásticos e de borracha no motor, as vibrações não são transmitidas para a cabine, nem pelo volante ou pedais.

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O GLC brilha ao manter a cabine muito silenciosa e serena – apenas do lado de fora o característico borbulhar do motor diesel é notado, ainda que em volume mais baixo do que outros modelos que usam esse tipo de motor.

A vantagem de ser diesel é a farta entrega de torque em baixas rotações: os 40,7 kgfm se manifestam rapidamente, mas sem brutalidade. Ao acelerar com força, o GLC se move de maneira linear sem grudar o corpo no banco, mas com notável vitalidade. O consumo bastante baixo (chegou a marcar 17 km/l na estrada).

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Boa parte dessa agilidade e suavidade tem como resultado o bom trabalho da transmissão automática de nove marchas. Ela tem trocas suaves e praticamente imperceptíveis, deixando o motor trabalhar em rotação baixa a maior parte do tempo. A 110 km/h, o GLC engata a nona marcha e trafega com suavidade.

Tal qual outros modelos da marca, a transmissão desacopla do motor em velocidade constante na estrada: é uma maneira de manter a inércia, gastar menos combustível e reduzir barulho e vibrações (que já são mínimas).

Levanta!

Para se adequar à legislação brasileira, o GLC demandou da Mercedes-Benz retrabalho na suspensão para elevar a distância em relação ao solo, além de ganhar para-choques levemente recuados. Como resultado disso, o GLC rola mais em curvas do que o modelo anterior.

Apesar disso, para um SUV de sua altura e peso, ele é bastante ágil em estradas sinuosas, mostrando um apetite invejável para modelos bem menores. Não é um Classe C, até porque a transmissão de massa nas curvas é mais sentida por conta da suspensão e teto elevados.

A direção é afiada e rápida, tendo peso ideal para sua proposta estradeira. Mesmo na terra onde as superfícies são castigadas, o GLC se mantém confortável e sereno. Destaque também para o ótimo isolamento acústico do SUV médio, impedindo que ruídos indesejados invadam a cabine.

Misto de gerações

Apesar de ser o SUV mais recente da Mercedes-Benz no Brasil, o GLC vive uma transição de gerações, tal qual aconteceu com o Classe C. Por conta disso, ele não adotou a cabine supermoderna com duas telas paralelas que está presente no Classe A.

Há painel digital e uma excelente central multimídia, mas sem integração visual entre elas como acontece nos Mercedes mais novos. O console central é vistoso e tem um belo toque de madeira texturizada escura. Bancos confortáveis e com regulagens elétricas de tudo quanto é tipo (incluindo encosto e almofada) ajudam no conforto e refinamento.

Por conta de seus 4,65 m de comprimento, 2,09 m de largura e 1,64 m de altura, o Mercedes-Benz GLC entrega espaço farto para cinco pessoas. Quem senta no banco traseiro tem poltronas confortáveis e boa área para as pernas. O porta-malas de 550 litros com abertura elétrica é um de seus diferenciais.

Com lista de itens de série bastante generosa, o Mercedes-Benz GLC Enduro traz chave presencial, park assist, piloto automático adaptativo, faróis full-LED, teto solar panorâmico, câmeras 360°, luzes ambiente configuráveis, ar-condicionado digital de duas zonas e um utilíssimo sistema de ponto cego já que o retrovisor é pequeno e ineficiente.

Conclusão

Ao trocar a motorização gasolina por diesel, a Mercedes-Benz procura com o GLC explorar novos caminhos. Ele mantém a praticidade para uso urbano, além do conforto das vibrações reduzidas e do silêncio à bordo: a vantagem do diesel aqui está no consumo de combustível baixo e na força presente para o off-road, aliado à suspensão elevada e tração 4x4.

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