Novo March CVT encara o HB20 automático

Se você prefere o conforto de não trocar marchas no trânsito, veja dois hatches que brigam na faixa dos R$ 60 mil

05/07/2016 - Anamaria Rinaldi / Fotos: Thiago Moreno / Fonte: iCarros

A chegada do Nissan March CVT ao mercado era muito aguardada pelos clientes da marca. A própria fabricante admite que a opção de câmbio automático no hatch era uma demanda frequente de interessados no carrinho. Agora, enfim, eles podem dar um descanso para o pé esquerdo. O March CVT é oferecido apenas com motor 1.6 com preços entre R$ 54.090 e R$ 58.390.

Com essa transmissão, chega para brigar com Chevrolet Onix 1.4 automático (de R$ 53.890 a R$ 58.390), Renault Sandero 1.6 Easy’R (de R$ 51.550 a R$ 60.120), Ford New Fiesta 1.6 Powershift (de R$ 64.990 a R$ 70.690), Citroën C3 1.6 automático (de R$ 57.690 a R$ 63.190), Peugeot 208 1.6 automático (de R$ 59.890 a R$ 65.390) e o escolhido para este comparativo, o Hyundai HB20 1.6 automático (de R$ 54.595 a R$ 65.635).

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Preços e equipamentos

O March avaliado é o topo de linha SL, que custa R$ 58.390 e já vem equipado com ar-condicionado digital, direção elétrica progressiva, alarme, volante e banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, trio elétrico (nos vidros dianteiros e traseiros com função “one touch”), faróis de neblina, faróis com máscara negra, retrovisores rebatíveis, rodas de liga leve aro 16”, câmera de ré e central multimídia com comandos no volante, tela colorida sensível ao toque de 6,2”, USB, Bluetooth e GPS integrado.

A versão do HB20 que mais se aproxima em valor é a Comfort Style, de R$ 58.545, embora o modelo das fotos cedido pela fabricante seja a mais cara Premium com o sistema blueMedia e bancos de couro (R$ 65.635). Por isso, vamos considerar os itens de série da Comfort Style. Por esse valor, vem com ar-condicionado, direção hidráulica, alarme, apoio de braço para o motorista, trio elétrico (nos vidros dianteiros e traseiros com função “one touch”), computador de bordo, volante e banco do motorista com regulagem de altura e profundidade, faróis com máscara negra, faróis de neblina, sistema isofix para cadeiras infantis, rodas de liga leve aro 15” e rádio com USB, Bluetooth, comandos no volante e função streaming de áudio.

Comparando as configurações com preços mais próximos, o March vence nesse quesito por vir com câmera de ré e ar-condicionado digital. No modelo avaliado do HB20, contudo, ele acrescenta acendimento automático dos faróis, airbag lateral, ar-condicionado digital, chave tipo canivete, retrovisores com rebatimento automático, sensor de estacionamento traseiro, bancos e volante revestidos de couro e central multimídia com tela sensível ao toque de 7” com espelhamento de smartphones via Apple CarPlay e Car Link (compatível com alguns modelos Samsung e LG). Um pacote mais interessante, mas que cobra R$ 7.000 a mais que a Comfort Style - só o blueMedia e os bancos de couro encarecem a versão Premium em R$ 4.000.

Veja todas as versões e preços do March
Veja todas as versões e preços do HB20

Motorização e desempenho

Ambos são 1.6 16V, mas as semelhanças acabam aqui. O Nissan rende 111 cv de potência e 15,1 kgfm de torque com ambos os combustíveis. Segundo a fabricante, com o câmbio automático do tipo CVT, ele acelera de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos. Já o Hyundai entrega mais, com 122 cv e 16 kgfm com gasolina ou 128 cv e 16,5 kgfm com etanol. Sua transmissão é automática convencional com conversor de torque e seis marchas, permitindo fazer as trocas manuais na alavanca. Com esse conjunto, o hatch vai da imobilidade aos 100 km/h em 11 segundos.

Se você achou que o HB20 seria mais rápido em função dos números maiores de desempenho, o mérito do March é o ótimo acerto do CVT com o motor. Ele parece mesmo mais ágil ao volante que o rival, entregando respostas prontamente à pressão do pedal do acelerador. Apesar de ser um CVT, a aceleração progressiva é feita com muita rapidez, eliminando aquele retardo característico desse tipo de câmbio, por exemplo, ao pisar fundo para fazer uma ultrapassagem. O HB20 não fica atrás e a transmissão automática trabalha bem, embora com alguns trancos em marcha lenta, com a vantagem das trocas manuais. No Nissan, o CVT não simula marchas, havendo apenas a opção da posição “L” na alavanca para trechos que exigem mais força, como uma subida muito íngreme, ou numa descida para aumentar o freio-motor.

Quanto ao consumo, em congestionamentos, os dois hatches beberam mais ou menos o mesmo. O March CVT fez média de 5,5 km/l na cidade contra 5,3 km/l do HB20. Em condições normais em uso urbano, os números subiram para 7,5 km/l e 7 km/l, respectivamente. Todos os números aferidos com etanol no tanque. Pelo Inmetro, o Nissan roda 7,8 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada com etanol, contra 7,1 km/l e 9,4 km/l, na mesma ordem, no Hyundai.

As suspensões se mostraram agradáveis nos dois modelos, com um resultado um pouco melhor no March ao filtrar as imperfeições do piso. No HB20, o acerto mais firme melhora a estabilidade, mas prejudica um pouco o conforto em pisos muito irregulares. Ele também sai perdendo no quesito direção, já que ainda conta com assistência hidráulica enquanto o concorrente vem com direção elétrica - e ainda progressiva, ou seja, sua rigidez varia conforme a velocidade do veículo.

Leia a opinião de donos de March
Leia a opinião de donos de HB20

Dimensões e espaço interno

O HB20 dá o troco com uma posição mais confortável para dirigir. Ele vem com ajuste de altura no cinto de segurança e de profundidade no volante, itens inexistentes no March. Outro problema no Nissan é que o volante cai no colo do motorista ao soltar a trava. Já o Hyundai tem a ser favor ainda o charme do interior, oferecendo melhor acabamento interno, com desenho mais moderno e melhor escolha de materiais.

No tamanho, o HB20 é 10 cm maior, com 3,92 m de comprimento contra os 3,82 m do March. As demais medidas não variam tanto, sendo 1,68 m de largura, 1,47 m de altura e 2,50 m de entre-eixos no primeiro frente aos 1,67 m, 1,52 m e 2,45 m, respectivamente, do Nissan. Isso significa que os passageiros do banco traseiro se acomodam um pouco melhor no Hyundai, que ainda oferece túnel central mais baixo. Nos dois modelos, contudo, o cinto de segurança central é apenas abdominal e também não há o terceiro encosto de cabeça para quem vai no meio. Fechando com o porta-malas, são 300 litros no HB20 e 265 litros no Nissan, uma diferença pequena que acomoda no máximo uma mochila a mais.

Pós-venda

A garantia é de três anos na Nissan, com revisões somando R$ 2.344 até os 60 mil km – mesmos valores das versões 1.6 manuais – com a mão de obra inclusa. A primeira de 10 mil km custa R$ 249, a segunda de 20 mil km sai por R$ 379 e a terceira de 30 mil km por R$ 359. As mais caras são as revisões de 40 mil e 60 mil quilômetros, que cobram R$ 499 cada.

Na Hyundai, são cinco anos de garantia, mas a manutenção também pesa mais no bolso no mesmo período. São R$ 2.772, sendo R$ 189 pela primeira, R$ 400 pela segunda e R$ 588 pela terceira, também incluindo a mão de obra, com intervalos de 10 mil quilômetros cada. A mais cara é a revisão de 60 mil km, que custa R$ 713.

Escolha de Anamaria Rinaldi – Em uma disputa muito apertada, o Nissan March CVT levou esse comparativo por pouco. A dirigibilidade e o interior do HB20 são superiores, mas o March ficou tão bem acertado com o novo câmbio que ele acaba se sobressaindo ao rival. Além disso, ele é mais econômico e tem melhor custo/benefício. 

 

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