Renegade muda para sair da sombra do Compass | 1º Contato

Alterações visuais e na lista de equipamentos dão ao SUV compacto um necessário sopro de novidade

19/10/2018 - João Brigato / Fotos: João Brigato / Fonte: iCarros

Desde a chegada do Jeep Renegade ao Brasil em 2015, o modelo enfrenta a dura concorrência do Honda HR-V, Nissan Kicks e Hyundai Creta, mas também tem um rival dentro de casa, o Jeep Compass, SUV mais vendido do mercado brasileiro. Se antes o Renegade brigava pela liderança do mercado, após a chegada do seu irmão maior ele passou a disputar posições mais baixas no segmento. Nesse ano ele voltou a ganhar força para disputar a vice-liderança na categoria, mas será que as mudanças foram suficientes? 

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Discreta nas mudanças, a FCA buscou manter pontos elogiados do modelo e alterar alguns detalhes no Jeep Renegade 2019, mas novidades importantes que foram apresentadas no modelo europeu, ficaram mesmo do outro lado do Atlântico, como a nova família de motores 1.0 e 1.3 Firefly Turbo. As rodas são novas, variando de acordo com a versão (16 polegadas na Sport manual, 17” na Sport automática e Trailhawk, 18” na Longitude e 19” na Limited). 

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Agora, não há mais diferenciação visual entre as versões flex e diesel, no Brasil, a Jeep adotou o mesmo para-choque recuado, justificando uma melhora nos ângulos de ataque e saída. Na Europa, o modelo ganhou novo para-choque para as versões gasolina. Apesar disso, o conjunto ajudou a elevar a sensação de robustez do visual do Renegade, marcado por sua carroceria quadrada. O sopro de novidade fica por conta dos faróis de LED que agregam luzes diurnas circulares,deixando a dianteira mais agressiva.

Outro elemento europeu que não foi incorporado no modelo nacional são as lanternas traseiras de LED – por aqui, ele continua com o mesmo conjunto de antes. Na traseira, a única mudança ficou por conta da nova maçaneta que facilita a abertura da tampa do porta-malas. Anteriormente, o botão de abertura ficava em uma fenda no para-choque e comumente os donos de Renegade erravam o local de abertura.

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Por dentro, novo console central com mais espaço e centra multimídia com tela de 8,2 polegadas nas versões Longitude, Limited e Trailhawk. Diferentemente da tela anteriormente usada, a nova uConnect traz integração com Android Auto e Apple CarPlay. O sistema e intuitivo e fácil de ser usado, além de possuir gráficos de fácil leitura. A tela também concentra os comandos do ar-condicionado, porém, diferentemente de alguns rivais, a Jeep manteve os controles físicos do ar e do rádio, facilitando o uso no dia-a-dia. Ademais, o interior permanece com o bom acabamento de antes, incluindo toda porção superior do painel emborrachada, plásticos de qualidade nas portas e demais regiões.

Como anda?

Sem alteraçõoes mecânicas, o Jeep Renegade é exatamente como antes: confortável, robusto, com uma ótima suspensão, mas que diexa claro que falta força às versões flex. Debaixo do capô continuam os motorres 1.8 E.torQ Flex de 139 cv e 19,3 kgfm de torque associado à transmissão automática de seis marchas ou manual de cinco (apenas Sport) e o diesel Mutijet II de 170 c v e 35,7 kgfm de torque ligado a um câmbio automático de nove marchas e tração 4x4.

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Nas versões flex falta força ao Renegade. Ele deixa evidente o peso do conjunto e têm retomadas mais lentas que seus rivais. Apesar disso, ele da conta do recado em situações urbanas e pequenas trilhas. A transmissão automática de seis marchas tem trocas bastante suaves, apesar de ter leves engasgos em situações de baixa velocidade. Disponível apenas na versão Sport, o câmbio manual de cinco marchas dá certo ânimo ao conjunto, fazendo com que o Renegade deslanche com mais facilidade. Os engates curtos e precisos ajudam nessa sensação e mostram ser o conjunto mecânico mais interessante do SUV.

Já a versões diesel entregam a vivacidade que falta aos Renegade flex. Os 170 cv e os 35,5 kgfm de torque deixam o conjunto mais esperto. Associado a ele, está a transmissão automática de nove marchas com o mesmo funcionamento da caixa dos modelos flex: suave e com trocas praticamente imperceptíveis. Diferentemente dos modelos mais baratos, as versões diesel do Renegade contam com tração nas quatro rodas com seletor eletrônico e controle de decida off-road, que gerencia eletronicamente a frenagem para não deslizar em um declive. É ali que ele honra o visual herdado do Wrangler.

Um dos pontos positivos do Renegade, que continua no novo modelo, é seu conjunto independente de suspensão nas quatro rodas. Ele é macio mesmo e confortável mesmo em superfícies acidentadas, como estradas de terra e asfalto esburacado. Apesar disso, se mantém firme em curvas de velocidade mais alta,não transparecendo ser alto como de fato é. A direção elétrica também merece elogios por sua maciez na cidade e nas manobras, enquanto ganha firmeza na estrada.

Com novos equipamentos, visual renovado e reorganização de versões (veja os detalhes de cada uma delas aqui). O Jeep Renegade 2019 tem a missão de se tornar o SUV compacto mais vendido do Brasil. A própria marca acredita que ele não superará o Compass, mas mostrou ter potencial para se manter no topo dos modelos compactos. É certo que falta força aos modelos flex, mas o Renegade é robusto, confortável, tem preço condizente com sua lista de equipamentos e um visual cativante, justamente pontos que o comprador de um SUV compacto tende a valorizar.

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