10 carros que foram prometidos, mas nunca lançados no Brasil

Aos 45 minutos do segundo tempo as marcas desistiram de lançar esses dez carros no Brasil

23/03/2020 - João Brigato / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

Para lançar um carro no Brasil o planejamento demanda anos de estudo e preparo. Independentemente se o modelo será importado ou produzido em solo nacional, é uma estratégia que exige tempo e dinheiro.

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Por isso são muito raros os casos de marcas que desistem de vender um carro por aqui depois de anunciado. Apesar disso, selecionamos aqui dez casos de carros que foram prometidos por suas montadoras ou quase dados como certo, mas que nunca foram lançados no Brasil.

Fiat Bravo (1ª geração)

Dos casos apresentados aqui o do Bravo é o mais curioso de todos. Em 1998 o Bravo de primeira geração foi mostrado no Salão do Automóvel de São Paulo como grande estrela da marca. Ele seria importado até o final do ano em versões 1.6 e 2.0 para brigar com Astra e Golf.

Contudo, a alta do dólar azedou os planos e a Fiat decidiu por produzir o Brava de cinco portas no país. Pessoas que haviam sido sorteadas em uma promoção que as premiaria com um Bravo puderam trocar o modelo pelo Marea ou pelo Brava. O Bravo só foi vendido por aqui mais de uma década depois na segunda geração.

Renault Koleos

Ao lado de Kwid e Captur, o Renault Koleos teve destaque no estande da Renault no Salão do Automóvel de 2016. Era prometido para ser o Renault mais sofisticado e caro da marca por aqui, sendo o único produto importado e genuinamente francês.

A alta do dólar e o foco da marca em modelos de menor custo, com o Kwid, fez com que o grandalhão Koleos ficasse de fora dos planos da Renault para o Brasil. Algumas poucas unidades foram importadas e são usadas até hoje por executivos da marca.

Mercedes-Benz Classe X

Mercedes-Benz Classe X e Renault Alaskan viveram juntas praticamente uma novela. Era mais do que certa a estreia da picape da Mercedes no Salão do Automóvel de São Paulo, mas no último minuto da mostra, ela ficou guardada quietinha em seu canto, postergando a estreia.

A relação com a Nissan azedou, a Classe X foi um fracasso de vendas na Europa e a Mercedes-Benz decidiu por cancelar o projeto de fabricação dela na América Latina. A recepção foi tão ruim que a Classe X deverá ser descontinuada em breve na Europa e morrerá sem deixar sucessora.

Renault Alaskan

Irmã de projeto da Classe X, a Alaskan foi um pouco além na hora de atiçar a curiosidade dos brasileiros. Ela esteve presente de maneira extremamente discreta no Salão do Automóvel de São Paulo em 2016 e em 2018. Sua fabricação na Argentina junto da Nissan Frontier e da Mercedes Classe X era certa, mas atrasou.

A Renault postergou o lançamento por conta das vendas baixas da picape na Europa e também para evitar concorrência interna com a Nissan Frontier, que não vende tão bem no Brasil quanto o esperado. A marca afirma que o projeto continua de pé, mas sem data para ser lançado.

Kia Rio (2ª e 3ª geração)

Depois de uma novela de mais de dez anos, o Kia Rio finalmente começou a ser vendido no Brasil. Desde a estreia da segunda geração no início dos anos 2000, a Kia promete que lançará o hatch compacto por aqui. Diversas unidades foram importadas e testadas ao longo do ano, mas o lançamento sempre era postergado.

Até mesmo o atual Rio de quarta geração demorou mais do que deveria para ter sido lançado. Os testes haviam sido concluídos em 2018, mas foi preciso esperar até 2020 par que o modelo começasse a ser importado do México. Demorou tanto que esse ano receberá um facelift lá fora.

Toyota C-HR

O tão desejado SUV compacto da Toyota nunca chegou ao Brasil por conta da prioridade em cima do Corolla. O C-HR é feito sobre a mesma plataforma do sedã médio e do Prius, sendo também equipado com motorização híbrida. Ao longo de 2017 e 2018 ele cansou de ser flagrado em testes no Brasil, mas nunca foi vendido por aqui.

A produção nacional seria cara demais e o volume projetado pela Toyota não era animador. Importar o C-HR para cá faria com que o modelo ficasse caro demais para a categoria. Como resultado, é esperado um SUV compacto de baixo custo para o Brasil baseado nos modelos da Daihatsu.

Dodge Trazo C

Dodge e Nissan juntas? Por mais bizarro que isso pareça, quase aconteceu. Apresentado em 2008 no Salão do Automóvel de São Paulo, o Nissan Tiida Sedan rebatizado como Dodge Trazo C seria o retorno da marca americana ao mercado de grande volume no Brasil.

Porém o visual pouco diferente do Tiida Sedan, que já não era muito bonito, aliado à total falta de proximidade com os produtos da Dodge fez com que o Trazo C tivesse sido colocado para escanteio. A situação piorou para ele quando a Fiat comprou o grupo FCA e Nissan começou a importar o Tiida Sedan para o Brasil. Ainda bem.

Fiat 500X

Durante o Salão do Automóvel de São Paulo em 2018 a Fiat prometeu que se o dólar baixasse para R$ 3,80, o SUV compacto 500X seria importado para o Brasil. O modelo nada mais é que a versão Fiat do Jeep Renegade, compartilhando plataforma, motores e demais componentes mecânicos.

Com o dólar passando de R$ 5, fica impossível imaginar a importação do 500X para o Brasil. A proximidade com Renegade, Compass e Toro poderia ter facilitado a produção do modelo em Goiana, porém a Fiat estava receosa no início da nacionalização da Jeep, que poderia ser atrapalhada por um SUV da Fiat.

Chery Tiggo 5

Não, não estamos falando do atual CAOA Chery Tiggo 5X, mas sim do Tiggo 5 apresentado no Brasil em 2014. O modelo ainda é vendido na China na marca Cowin e é pouco maior que o Tiggo original. Visual um tanto quanto genérico e acabamento aquém da média fizeram com que a espera pelo Tiggo 5X tenha valido à pena.

A importação do Tiggo 5 era certa para o Brasil até no máximo 2016, assim com o lançamento do Arrizo 5, exposto na edição seguinte do Salão. A linha Chery só foi verdadeiramente ampliada no Brasil após a chegada da CAOA.

Lifan X70

Exposto na edição de 2018 do Salão do Automóvel de São Paulo ao lado da minivan M7 e do SUV de sete lugares MyWay, o Lifan X70 ainda é uma promessa da marca para o nosso país. Ele já foi homologado em três versões, mas teve suas importações canceladas por conta da alta do dólar e da situação delicada que a Lifan enfrenta no Brasil.

O SUV de porte médio, caso seja realmente importado para o Brasil, será equipado com motor 2.0 aspirado quatro cilindros ligado a uma transmissão do tipo CVT. Desde 2018 quando foi apresentado pela primeira vez no Brasil ele não passou por alterações visuais.  

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