9 preconceitos que o brasileiro tem ou teve com carros

Entre a mania do passado de comprar somente carros duas portas até o preconceito com alguns carros

07/03/2019 - João Brigato / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

O Brasil é, sem dúvida, um país único em diversos aspectos, incluindo o automotivo. Nosso mercado é liderado por produtos desenvolvidos para o gosto tupiniquim e também conta com algumas peculiaridades. Pensando nisso, reunimos nessa lista nove preconceitos que o brasileiro tem ou já teve com os carros vendidos por aqui. Vale lembrar que a definição de preconceito é ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado sem conhecimento prévio, ponderação ou razão.

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Carros quatro portas

Em um passado não tão distante assim, que foi até meado dos anos 1990, os brasileiros achavam que carros com quatro portas eram coisa de taxista. Foi assim que alguns carros internacionais como Fiat Tempra e Volkswagen Santana ganharam versões exclusivas de duas portas para o nosso mercado. Havia também casos bizarros de carros duas portas como a gigantesca perua Chevrolet Caravan, Volkswagen Logus (enquanto o hatch Pointer era duas portas) e Ford Verona, desenvolvido somente para o nosso país amante das duas portas.

Carroceria branca

Antes de ter se tornado moda por volta de 2010, os carros com pintura branca eram, novamente, vistos como carros de taxistas. Repare no mercado de usados e em modelos anunciados aqui no iCarros, que antes do frisson pelo branco é relativamente raro encontrar um carro com essa coloração. O preconceito passou e, hoje, o branco chegou a superar a cor prata, até então a tonalidade preferida por aqui.

Não é flex

Quando a Volkswagen introduziu o Gol flex em 2003, ninguém imaginaria que essa tecnologia se tornasse mandatória no Brasil. Hoje, a maioria esmagadora dos carros produzidos localmente possui motorização flexível. Até mesmo importados aderiram à tecnologia que permite abastecer com gasolina ou etanol. O consumo é mais alto que em carros monofuel, mas o brasileiro gosta de ter a opção de escolher qual combustível colocar em seu carro, tanto que muitos descartam totalmente a compra de um modelo por ser somente movido a gasolina.

Câmbio manual

Esse é um típico caso de mudança de jogo. No passado, os carros com câmbio automático eram vistos pelos brasileiros como “mais uma coisa para dar problema”. Mas, ainda bem que as coisas evoluem, não é mesmo? Em 2018, a venda de carros automáticos quase empatou com a de manuais. O crescimento é tanto que algumas categorias, como hatches médios, sedãs médios e SUVs compactos, teêm raríssimas opções de carros com câmbio manual.

Pátria amada

O brasileiro é muito apegado com a origem das fabricantes. Por mais que um determinado modelo seja produzido por aqui, o fato de uma marca ser francesa ou chinesa ainda desperta certo preconceito tupiniquim. Carros franceses são alvo das más línguas por conta de problemas do passado com pós-venda (já resolvidos) e desvalorização acentuada. Já os chineses ficaram marcados pela qualidade questionável dos primeiros modelos a desembarcarem por aqui dez anos atrás. Carros como JAC T80 e Chery Tiggo 7 já provaram que elas evoluíram e estão no mesmo patamar de outras marcas. Basta lembrar que o brasileiro já foi extremamente preconceituoso com carros coreanos e hoje tem um modelo de uma marca desse país asiático entre os 3 mais vendidos. É questão de tempo para superar essa ladainha.

Japonês não quebra

Honda, Toyota e Nissan são reconhecidas globalmente por terem modelos robustos e confiáveis. Mas o brasileiro elevou essas marcas a um novo nível afirmando categoricamente que carros japoneses não quebram. Bem, a má notícia é que eles quebram como todos os outros carros. O pós-venda sempre elogiado das três montadoras ajudou a formar essa fama. Contudo, muitos por aí chegam ao ponto de conviver altas quilometragens com seus carros japoneses dispensando totalmente as revisões, realizando apenas a troca de óleo, algo que não é recomendável por nenhuma montadora ou especialista.

Carro da Fiat sai de linha

Virou rotina nos comentários sempre que a Fiat lança um novo modelo que algumas pessoas digam que a marca vai tirar aquele carro de linha daqui a dois anos. Algo que não faz o menor sentido, basta lembrar do Uno que ficou na ativa por quase 30 anos, enquanto o Palio chegou a completar 20 anos de vida. O que acontece em algumas vezes é um modelo chegar a uma nova geração e adotar um novo nome, mantendo mesmo posicionamento de mercado e tipo de carroceria, algo normal na indústria. Existe muito tempo e dinheiro investido no desenvolvimento de um carro, por isso, em média, uma geração ou um carro inédito dura de 4 a 6 anos, incluindo os da Fiat.

Cores fora dos 50 tons de cinza

Com exceção do vermelho, o brasileiro é extremamente resistente a novas cores. O lançamento de diversos carros é marcado por uma tonalidade forte e chamativa que, pouco tempo depois, sai do catálogo porque as vendas não justificam sua manutenção. As ruas são dominadas por uma infusão de carros brancos, pretos, pratas e qualquer outro tipo de tom intermediário a isso. A exceção, ainda que leve, é em esportivos que tem maior aceitação com cores exóticas. Mas a última ousadia do brasileiro é o teto com pintura contrastante, moda nos SUVs.

Carro turbo

Antes do conceito de downsizing pegar para valer no Brasil, carros turbinados não eram tão bem vistos assim pelos brasileiros. No passado, eram considerados “coisa de rachador” ou mais uma peça para dar problema. Os Volkswagen TSI (especialmente up! e Golf) e os modelos de luxo de outras tantas marcas, ajudaram a popularizar o conceito de carro turbo que entrega performance e economia de combustível. O preconceito com eles se foi, tanto que diversos modelos adotarão ou vão adotar a turbina em seus motores em breve.

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