Os 10 carros mais exóticos produzidos na França

Os alemães são precisos, os italianos passionais e os franceses, bem, eles fazem o que quiserem

11/05/2020 - João Brigato / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Existe uma frase muito emblemática que descreve bem a maneira francesa de fazer os carros: “os alemães são precisos, os italianos passionais e os franceses, bem, eles fazem o que quiserem”. Esse jeito espontâneo da França de fazer seus carros levou a criações importantíssimas de engenharia e design automotivo, como alguns modelos dessa lista. Mas, ao mesmo tempo, eles também criaram carros que se aproximam muito da esquisitice.

Citroën DS

Além de ser um dos mais emblemáticos carros franceses da história e de ter seu nome transformado em uma marca em 2009, o Citroën DS também é um exemplo da esquisitice francesa. Seu estilo aerodinâmico fugia totalmente do que era feito na época: ele é bastante baixo, largo e comprido. A traseira truncada foge totalmente do visual tradicional dos sedãs. Além disso, ele foi o responsável por inaugurar o sistema de suspensão pneumática pelo qual a Citroën ficou bastante conhecida. 

Renault 5 Turbo

Criado em 1980 para homologar o Renault 5 para as provas de rali do Grupo B, o pequeno 5 Turbo tem certo parentesco com supercarros como Ferrari e Lamborghini. Essa característica se deve à posição central-traseira de seu motor. Instalado na cabine no lugar do banco traseiro, o motor 1.4 quatro cilindros turbo possuía 160 cv na versão de rua. Em relação ao Renault 5 normal, ele recebia para-lamas generosamente alargados e para-choques esportivos.

Citroën 2CV

O Fusca dos franceses também é um exemplo da criatividade de seu povo. Construído para ser um meio de transporte capaz de levar quatro parisienses e uma caixa de ovos sem quebrar, o modelo possuía teto de lona, bancos removíveis que poderiam ser usados como assentos de jardim e carroceria com visual exótico. Em versões mais modernas do 2CV, ele foi equipado com volante de um raio.

Peugeot 1007

O que dá a mistura entre um carro pequeno como um Volkswagen up! e uma minivan como a Chrysler Town & Country? O Peugeot 1007. O exótico subcompacto contava com duas portas deslizantes como nas minivans e um estilo simpático. Segundo a Peugeot, a ideia era facilitar a entrada e saída de passageiros em estacionamentos apertados. Suas lanternas traseiras foram herdadas pela picape compacta brasileira Peugeot Hoggar.

Renault Avantime

Outra mistura exótica francesa feita com uma minivan foi a Renault Avantime. Tal qual os SUVs são moda hoje, as minivans eram tendência de mercado no início dos anos 2000. Com a Avantime, a Renault tentou deixar um modelo familiar mais esportivo. Ela tinha visual extremamente futurista, motor V6 do Laguna e apenas duas portas com exótica dobradiça dupla, já que elas eram grandes e franceses demais para serem abertas da maneira tradicional.

Citroën Traction Avant

Em uma época em que todos os carros eram produzidos com carroceria sobre chassi e tração traseira, a Citroën projetou um modelo completamente diferente. Primeiro carro de produção em massa com tração dianteira e estrutura monobloco, o Traction Avant é tão importante para a história automotiva que seu nome carrega sua principal característica: tração dianteira.

Bugatti Veyron

Apesar de hoje ser mais alemã do que francesa, a Bugatti é exemplo do superlativo de seus conterrâneos. Ele é exagerado em tudo: tamanho, potência, luxo, velocidade, peso e tudo mais que pode ser atribuído a um carro. Produzido entre 2005 e 2015, ele foi o primeiro carro de produção em massa a ultrapassar a barreira dos 1000 cv. Seu motor era um W16 8.0 quadriturbo com 1001 cv nas verões Grand Sport e Roaster ou 1.200 na Super Sport ou Grand Sport Vitesse.

Citroën C6

Sucessor do C6 na linhagem de sedãs de luxo não poderia deixar de ser esquisito. Produzido entre 2005 e 2012, o Citroën C6 chocou por seu design nada convencional. O sedã era comprido, largo e baixo como o DS, mas a sua traseira era o ponto mais controverso. O vidro era convexo (solução usada pelo C4 Lounge) e as lanternas se estendiam pela parte superior da tampa, sendo conectadas aos vidros laterais. Havia também suspensão pneumática como todo bom Citroën de luxo.

Renault Clio V6

Enquanto o Renault 5 Turbo foi desenvolvido para homologar o modelo para as provas de rali do Grupo B, o Clio V6 nada mais era que um apimentado devaneio francês. O hatch esportivo abria mão dos bancos traseiros para poder abrigar o motor 3.0 V6 do Laguna e da Avantime. Foi o primeiro e único Clio com tração traseira da história. Avaliações da época diziam que o Clio V6 tinha comportamento arisco por conta da distribuição desigual de peso, além disso ele era bastante pesado para um carro pequeno: 1.400 kg após o facelift.

Citroën SM

Em uma época de crise da Maserati, ela foi adquirida pela Citroën e teve a missão de desenvolver um motor V6 para um novo cupê da marca. Apesar do coração italiano, o design era 100% francês, no melhor dos sentidos. A dianteira trazia uma enorme cobertura de vidro que abrigava os faróis e também a placa de identificação. A traseira tinha lanternas baixas integradas ao para-choque e também ao suporte da placa.

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