VW Kombi: cinco anos sem a “Velha Senhora”

Com a produção encerrada em dezembro de 2013, utilitário deixou saudade, mas ainda é vista fácil nas ruas

21/12/2018 - Thiago Moreno / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

“Atendemos à legislação vigente”. Foi assim, sem muitas delongas, que a Volkswagen anunciou o fim da produção da Kombi no Brasil, veículo que foi o primeiro da marca a ser feito no Brasil e que ficou em linha de 1957 a 2013. Desde dezembro de 2013 que o Brasil não vê uma Kombi 0km saindo da linha de montagem. Cinco anos depois, nenhum utilitário conseguiu substituí-la e deixou saudades. No entanto, ainda se vê muitas unidades da “Velha Senhora” rodando no trabalho e as de coleção permanecem com os preços cada vez mais elevados.

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Kombi: por que saiu de linha?

Desde 2009, quando o governo federal passou a exigir a introdução de ABS e airbags como itens de série de maneira gradativa, já se sabia que o futuro da Volkswagen Kombi era incerto. Sem nomear um substituto e sem resposta dos legisladores quanto uma possível exceção à regra que entrou em vigor de maneira integral em 2014, o legado da Velha Senhora chegou ao fim. Em outras palavras, sem os equipamentos de segurança, o utilitário não pôde ser mais produzido em 2014, dada a inviabilidade técnica e econômica de se instalar os itens.

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O que nós achamos da Kombi

No final de 2013, o iCarros andou em uma das últimas Kombi antes da Last Edition, série especial celebrando o final da produção, e essas foram nossas impressões:

“Dirigi-la é um ato de reaprendizagem. Não há assistência na direção nem ventilação forçada, a alavanca de câmbio tem quase um metro de comprimento. Sua melhor chance de se refrescar é com os quebra-ventos, lembram-se deles? Para piorar, a Kombi não é nenhuma pechincha. Custa R$ 50.930 na versão avaliada, com capacidade para nove passageiros. A furgão é oferecida por R$ 47.580.

O motor que empurra a Kombi foi introduzido em 2007, emprestado do Fox que era exportado para a Europa. Trata-se de um 1.4 flex com 80 cv de potência rodando com etanol e 78 cv com gasolina. Mais para cumpridor que para performático, o propulsor foi a principal evolução mecânica do carro desde o lançamento. Bicombustível e arrefecido à água eram termos que não existiam em 1957.

O câmbio é um caso a parte. Nas primeiras horas atrás do volante, não dá para entender como a Kombi ainda faz sucesso. Impreciso, com apenas quatro marchas, insiste em querer engatar a ré quando se passa da primeira para segunda. Cada troca exige um curso enorme entre as posições - e esforço do motorista. A direção é pesada demais, mesmo com o carro vazio, e seu diâmetro é incomum para os padrões atuais. O acabamento interno existe apenas na frente, onde as portas recebem um tampo de madeira e o teto tem uma forração que abriga luz interna retirada diretamente da segunda geração do Gol.

Depois de xingar, suar e até temer pela própria vida dentro do carro, ele começa a crescer em você. É estranho, mas é o que acontece. A Kombi te lembra que, um dia, o que ela entrega era tudo que se precisava para andar de carro. Tem espaço, leva uma tonelada de carga e/ou passageiros e não chove dentro. Pra quê mais que isso?  A Kombi é aquela pulga atrás da orelha que te lembra o quanto fomos mimados pelos controles eletrônicos dos carros e que, não tem muito tempo, dirigir era mais uma questão de habilidade do que de vontade. Uma verdade inconveniente.”

Como eu compro uma Kombi?

Apesar de cinco anos sem produção, achar uma VW Kombi a venda não é tarefa difícil. Aqui no iCarros nós fizemos uma lista com as principais dicas de compra caso você esteja procurando uma e você pode conferir no link abaixo.

VW Kombi: guia de compras com dicas para todos os bolsos

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