Tudo sobre combustíveis

iCarros selecionou as principais dúvidas sobre os tipos de combustível. Confira!

18/01/2016 - Redação / Foto: iCarros / Fonte: iCarros

Quais são os tipos de combustíveis disponíveis no mercado brasileiro?
Gasolina comum: a gasolina comum encontrada nos postos de combustíveis é chamada oficialmente de Tipo C pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Além do derivado de petróleo, recebe também a adição de uma porcentagem de etanol anidro, que varia entre 20% e 25%, dependendo da determinação vigente do governo federal. Toda gasolina contém enxofre em sua composição. O gás é dispersado na atmosfera após a queima e contribui para piorar a qualidade do ar.

Gasolina aditivada: esse tipo de combustível é composto pela gasolina Tipo C e agentes detergentes. Ela conta com uma carga maior de detergentes, o que não só impede o acúmulo de detritos dentro do bloco, o que ocorre na atual Tipo C, como também consegue efetivamente limpar o material que já está depositado lá dentro. Essa é a principal diferença em relação à gasolina comum, pois não há ganho direto de desempenho. Se o carro já rodou muito com combustíveis adulterados, que facilitam a formação de depósitos de sujeira no tanque e no motor, começar a usar a aditivada pode causar o desprendimento dessas camadas e ocasionar o entupimento do filtro de combustível e até a quebra da bomba de gasolina do veículo

Gasolina premium: é caracterizada pela maior octanagem em relação a do Tipo C. Assim, ela produz uma queima mais eficiente (o que não signifca necessariamente mais potência para o carro), prolonga a vida de alguns componentes do veículo e seu teor de enxofre é de 30 ppm menor que os índices das versões comum e aditivada. Como a última, também possui agentes que limpam a parte interna motor. Porém, é a mais cara de todas. 

Etanol comum: derivado da fermentação da cana-de-açúcar, o etanol encontrado nos postos é do tipo hidratado, pois, em forma pura, não provê lubrificação satisfatória dos componentes internos do motor como a gasolina.

Etanol aditivado: assim como no caso da gasolina aditivada, o etanol também pode receber agentes para atuar na limpeza dos componentes internos do motor. Aqui também vale ter atenção no uso do combustível vegetal com aditivos de limpeza, como na gasolina.

Diesel S-10: seu nome vem da quantidade de enxofre, de 10 ppm. Por ser menos poluente, o S-10 é encontrado nos postos de regiões metropolitanas e é obrigatório para ônibus de linhas municipais e intermunicipais. Esse tipo de diesel também recebe 5% de adição de biodiesel, de origem vegetal.

Diesel aditivado: o diesel aditivado recebe diversos nomes comerciais e pode atuar de maneiras diferentes, com agentes de limpeza, desaguantes (para retirar a umidade), antiespumantes (para diminuir o tempo de abastecimento e aumentar o volume que entra no tanque) ou podem até aumentar o nível de cetano, o que melhora a combustão e reduz as emissões de poluentes. Então, antes de pagar a mais no diesel aditivado, pergunte no posto qual é o aditivo usado.

Gás Natural Veicular: sem aditivos ou variações, o Gás Natural Veicular (GNV) é o combustível mais puro encontrado nas bombas dos postos e é também o mais em conta. Ele é encontrado acumulado nas mesmas jazidas de onde já se extrai o petróleo. É então encanado e distribuído diretamente para os postos, dificultando a adulteração.

O que é combustível adulterado?
A gasolina é mais propícia a sofrer adulteração, pois os postos usam solventes mais baratos para baixar o preço ou lucrar mais e esses componentes diluem o óleo do motor, o que facilita o acumulo de sujeira. Como o etanol é mais Barato, o uso de solvente acaba encarecendo o produto final.

Desconfie de preços muito baixos e as suspeitas de adulteração podem ser denunciadas diretamente à ANP pelo telefone 0800-970-0267. O principal indício de que o carro está rodando com combustível “batizado” são falhas e engasgos no funcionamento no motor, além de consumo elevado.

Vale a pena pagar a mais pela gasolina premium?
Com a gasolina premium, o motor pode fazer a queima na hora certa e aproveitar o máximo do curso do cilindro para gerar movimento após a explosão. A queima ideal tem que ocorrer quando o pistão está exatamente no ponto mais alto de seu curso, nem antes nem depois. Gasolina com menor octanagem pode gerar uma queima antecipada, a pré-detonação, o que obriga o motor a adiar a centelha e a explosão se dá com o pistão já descendo, o que não é o mais eficiente.

Nem sempre a gasolina premium aumenta a potência do veículo, já que carros com motores grandes, de alta taxa de compressão normalmente não são produzidos por aqui e, portanto, não foram feitos para rodar com a gasolina brasileira. No que diz respeito à economia do carro, esse tipo de combustível tamém não influencia no consumo. Uma das grandes diferenças da gasolina premium para a comum está na quantidade de enxofre na composição. Além de poluir menos, menos resíduos são acumulados no motor e no catalisador.

Considerando que a gasolina premium é mais cara e não entrega ganhos sensíveis em desempenho ou economia de combustível, é difícil que o valor a mais na bomba compense. Porém, se você quer prolongar a vida útil do carro e se importa com uma emissão menor de poluentes, a gasolina premium é o preço a se pagar por esses benefícios.

Etanol ou gasolina é mais vantajoso no motor flex?
Mesmo que o preço do etanol esteja abaixo do da gasolina na bomba, isso não significa que ele seja mais vantajoso, pois vale lembrar que o motor movido a etanol consome cerca de 30% mais que o que usa o derivado do petróleo. Para ser vantajoso, portanto, o litro do álcool deve custar até 70% do litro da gasolina e, para ter o resultado desta equação, basta dividir o valor do litro de álcool pelo da gasolina. Se o resultado for mais baixo que 0,7, abasteça com álcool. Caso contrário, escolha gasolina.

10 coisas que você precisa saber sobre combustíveis

1. O preço do combustível não é tabelado nem existem valores máximos ou mínimos, o que permite total liberdade por parte dos produtores e dos revendedores de estabelecerem os preços. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveris) permite realizar a consulta dos preços em seu site, com atualizações semanais;

2. Atualmente, a mistura de etanol na gasolina comum é de 27%. Ao contrário do que muitos acreditam, também há mistura de etanol na gasolina premium, mas essa porcentagem é menor, sendo de 25%;

3. A gasolina não possui chumbo no Brasil desde 1989, sendo um dos primeiros países a retirar o componente do combustível automotivo;

4. A gasolina não tem um prazo de validade determinado, mas não é recomendado estocá-la por mais de três meses. Por isso, modelos flex que possuem tanque auxiliar de gasolina para partida a frio devem ter esses reservatórios esvaziados, limpos e reabastecidos no máximo a cada 90 dias para evitar que a gasolina em seu interior oxide e perca o poder de queima, podendo até causar danos ao sistema de partida. Especialistas recomendam abastecer esse reservatório com gasolina aditivada, que dura mais;

5. A gasolina não possui uma cor padrão, podendo variar entre incolor, amarela, alaranjada e esverdeada. Essas tonalidades, em geral, provêm de corantes adicionados à gasolina - especialmente as aditivadas - para diferenciá-las;

6. A gasolina aditivada possui a mesma octanagem (capacidade do combustível de resistir a altas temperaturas ao se misturar com o ar) da gasolina comum. Já a gasolina premium possui maior octanagem e menor quantidade de enxofre;

7. Além da gasolina aditivada, existe também etanol aditivado, que possui detergentes e dispersantes que limpam o sistema de alimentação do motor, evitando a formação de depósitos carboníferos em seu interior. E assim como acontece na gasolina, o ganho em desempenho e em consumo depende do veículo e do estilo de condução do motorista;

8. O etanol que usamos para abastecer os veículos possui, em média, 7% de água. Por outro lado, o etanol adicionado à gasolina brasileira é isento de água;

9. O GNV (gás natural veicular) é vendido em metros cúbicos (m³) e suas vantagens incluem menor emissão de poluentes, maior rendimento e custo mais barato. Qualquer modelo pode ser convertido para uso do GNV e alguns Estados ainda oferecem desconto no IPVA. Contudo, a instalação do kit deve ser feita em uma oficina autorizada, cuja lista está disponível no site do Inmetro

10. O modo como o motorista dirige influencia diretamente no consumo de combustível do veículo. Por isso, algumas dicas para dirigir de modo econômico são: respeite as trocas de marcha, não acelere com o carro desengatado ou parado (os carros novos não precisam mais aquecer o motor), evite acelerar e frear bruscamente mantendo sempre que possível uma velocidade constante, não rode com peso desnecessário dentro do carro, calibre os pneus a cada 15 dias e mantenha a manutenção do veículo em dia.

 

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