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Setor automotivo é atacado por depender do mercado interno

06/07/2015 / Fonte: iCarros

Segundo a Fenabrave, os dez anos seguidos de crescimento do setor automotivo, entre 2003 e 2013, encobriram questões que resultaram no colapso do atual cenário desse segmento, uma vez que o problema vai além da queda nas vendas.

Com a instalação de novas fábricas de montadoras como Renault, Honda, Toyota e PSA (Peugeout e Citroën), no final dos anos 1990, houve um crescimento no número de vagas da indústria automobilística brasileira, incluindo expansões de marcas já estabelecidas e de fornecedores de peças.

Tratava-se de investimentos pesados, baseados no potencial futuro do mercado que aproveitavam incentivos para a industrialização. Entretanto, o cenário não era bom quando a produção de boa parte dessas novas unidades teve início, entre os anos de 1998 e 1999. As montadoras, que trabalham com projeções de longo prazo, apostaram no que estava por vir e acertaram.

Com as vendas em alta, o Brasil começou a subir no ranking dos maiores produtores de automóveis. O mercado interno se bastava, e o real valorizado estimulava a importação de componentes, ao mesmo tempo em que enfraquecia as exportações de veículos prontos.

Dessa forma, a indústria automotiva do país perdeu competitividade global, ao passo que se voltou para o mercado interno, priorizando a produção de veículos compactos, enquanto que outros países passaram a apostar e a investir na internacionalização de suas marcas.

Portanto, no momento em que se encontra a economia brasileira, sem auxílios fiscais ou um plano sólido para aproveitar a desvalorização do real e voltar a exportar, o segmento não encontra alternativas para escoar seus carros diante dos receios dos consumidores, que estão comprando menos.

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Brasil e Argentina renovam acordo automotivo

02/07/2015 / Fonte: iCarros

Conforme divulgado pela Folha de São Paulo, Brasil e Argentina assinaram na última quinta-feira, 25 de Junho, a prorrogação do acordo automotivo que estabelece as regras de isenção de tarifas de importação para veículos sejam vendidos em ambos os países.

O tratado foi renovado por mais um ano e teve vigência no dia 01 de Julho, uma vez que os países decidiram estender as condições em vigor para voltar a negociar após as eleições presidenciais na Argentina, que ocorrem em Outubro desse ano.

No acordo, as chamadas cotas flex foram mantidas, as quais permitem ao Brasil vender sem pagar um imposto equivalente a US$ 1,5 para a Argentina em troca de cada US$ 1 que compra do principal sócio do Mercosul. Portanto, os veículos devem ter pelo menos 60% das peças fabricadas dentro dos próprios países do bloco.

No entanto, ficou para o ano que vem a discussão do pedido argentino de aumentar a inserção de suas peças no mercado brasileiro. A Argentina quer que as partes fabricadas nos demais países do Mercosul tenham o mesmo tratamento das nacionais no Inovar Auto – programa brasileiro que exige conteúdo local de fabricantes em troca de isenção no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

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Honda HR-V se torna líder de categoria e assume posição do Ford Ecosport

30/06/2015 / Fonte: iCarros

Mesmo com o setor em crise, a procura pelo Honda HR-V continua em alta e indo sentido contrário ao espero no momento. Segundo a Revista Autoesporte, em abril o SUV estava com 90 dias de espera e agora já é preciso aguardar até 5 meses para adquirir o carro, sendo que a versão mais procurada é a top de linha EXL.

Em posição de destaque na lista dos SUVs, em maio, o modelo ultrapassou o Ford Ecosport, até então líder da categoria, alcançando a primeira posição no ranking com 4.957 unidades emplacadas, de acordo com dados divulgados pela Fenabrave.

Atualmente, para reservar o carro é necessário dar uma entrada  de R$ 3 mil, porém uma das concessionárias procuradas por Autoesporte afirmou que não está fazendo reservas devido o intenso volume de vendas. 

Comercializado em quatro versões, que variam de R$ 69.900 a R$ 88.700, o HR-V atualmente é produzido na fábrica de Sumaré e a montadora vem tentando se adequar ao ritmo da demanda. Para isso, funcionários da Honda fazem turnos de hora extra, aumentando a produção diária de 540 unidades para 652 veículos, dos quais 240 se referem ao HR-V.

Em janeiro, dois meses antes da chegada do irmão HR-V às lojas, o Fit emplacou 5.062 unidades. Já no mês de maio, dois meses após o início da vendas do SUV,  foram 2.663. No total, o Fit teve uma queda de 47,3% nas vendas.

Atualmente, o Fit é comercializado em seis versões diferentes, as quais variam entre R$ 51.600 – modelo de entrada – e R$ 68.900 – modelo top de linha. 

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Redução de 8,9% no crédito para financiamento de veículos

26/06/2015 / Fonte: iCarros

De acordo com a Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef), o mercado automotivo contou esse com uma redução de 8,9% no crédito para financiamento de veículos de Janeiro a Abril, ou seja, foram R$ 30,7 bilhões liberados contra os R$ 33,6 bilhões do mesmo período de 2014.

Considerando apenas a movimentação de abril, o crédito também foi menor, com queda de 10,6% sobre março e de 14,3% na comparação com abril de 2014, ao somar R$ 7,3 bilhões.

Em depoimento, o presidente da Anef, Décio Carbonari, disse que "é difícil prever até quando irá essa fase de ajuste e retração econômica, que afeta consideravelmente a indústria automobilística", relata. Além disso, Carbonari ainda reforça que só será possível saber a dimensão completa da crise econômica quando a taxa de desemprego e a renda média real do brasileiro forem estabilizadas.

Segundo a entidade, o saldo do crédito para aquisição de veículos para pessoas físicas e jurídicas corresponde a 3,6% do PIB, meio ponto porcentual abaixo do índice de participação registrado há um ano, de 4,1%, passando a representar 6,6% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e 12,9% do total das operações de crédito (recursos livres). De acordo com dados do Banco Central, citados pela Anef, o saldo total de crédito do sistema financeiro nacional ficou em pouco mais de R$ 3 bilhões, alta de 10,5% em doze meses. 

Já a soma dos saldos das carteiras de veículos em abril é de R$ 203 bilhões, retração de 1,1% no mês e de 7,6% em doze meses. O saldo de financiamentos CDC somou R$ 195,6 bilhões, queda de 1% no mês e de 6,1% em doze meses, enquanto o saldo de leasing ficou em R$ 7,5 bilhões, queda de 2,6% em relação ao mês anterior e de 34,8% em um ano. 

Conforme materiais divulgados pela Fenauto, apesar do mau momento, os bancos de montadoras continuam praticando taxas de juros menores que os bancos de varejo: associados a Anef registraram taxas de 1,54% a.m., leve alta de 0,2 p.p., e de 20,12% ao ano. Outras instituições financeiras ofereceram juros de 1,85% a.m. e 24,6% a.a. para pessoa física no CDC, e para pessoa jurídica, 1,60% a.m. e 21% a.a. Os prazos máximos para financiamentos foram mantidos em 60 meses, com média de 41,5 meses registrados em abril.

No entanto, uma boa notícia em meio a crise é que a inadimplência continua em níveis baixos: em abril, o índice ficou em 5,3% para pessoa física, ligeira alta de 0,1 p.p. no mês, mas queda de 0,3 p.p. em doze meses. Para pessoa jurídica, o índice também é de 3,9%, acréscimo 0,2 p.p. no mês e 0,6 p.p. em doze meses.
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Queda nas vendas de veículos no Amapá

23/06/2015 / Fonte: iCarros

Segundo a Fenauto, em 2015, o comércio de revenda de veículos no estado do Amapá apresentou queda de 35% nas vendas, segundo a Associação dos Revendedores de Veículos do Amapá (Agenciautos), que atribui a queda à crise econômica no país, e ao reajuste da taxa de transferência de propriedade dos carros, da revendedora para o consumidor, aumentada após aprovação de lei estadual, em maio.

De acordo com Odir Cantuária, presidente da Agenciautos, a entidade quer que o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) reveja a lei que aumentou a taxa de transferência de R$ 10,00 para valores entre R$ 98,00 e R$ 498,00, tornando-se uma das maiores taxas do país e impedindo a arrecadação de lucro na venda de seminovos e usados. Segundo o presidente, tal taxa é paga aos cartórios para o registro do automóvel, variando de acordo com o preço da venda do carro.

Cantuário disse ainda que os gastos com transferência entre revendedores e compradores passou de R$ 300, entre taxas, cartório e despachantes, para até R$ 1 mil. "No comércio, o comprador quer pagar apenas aquele preço que está na vitrine. E as taxas, como essa, ou nós passamos para ele ou arcamos para garantir o negócio, mesmo com o risco de não auferir lucro. E pedimos para o juiz orientar os cartórios a reduzir a taxa, para se ter uma maneira acessível a todos", reforçou Odir.

Confira na tabela as novas taxas cobradas pelos cartórios para a transferência de propriedade de veículos:

VALOR DE VENDA DO VEÍCULO                                                 TAXA DE TRANSFRÊNCIA

De R$ 0,01 até R$ 10.000,00                                                                   R$ 98,00

De R$ 10.000,01 até R$ 20.000,00                                                           R$ 198,00

De R$ 20.000,01 até R$ 40.000,00                                                           R$ 298,00

De R$ 40.000,01 até R$ 80.000,00                                                           R$ 398,00

Qualquer valor superior a R$ 80.000,01                                                     R$ 498,00

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