23/01/2022 - Redação / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros
Sucesso em vários países nas décadas de 1970 e 1980, as motocicletas indianas Yezdi estão voltando às ruas, com três modelos distintos – Adventure, Roadster e Scrambler. Seu alvo, além do país de origem, é o mercado europeu, onde chegam com preços a partir de 2,3 mil euros.
Quem está por trás da ressurreição da Yezdi é a Classic Legends Private Limited, empresa pertencente ao poderoso grupo Mahindra e que também produz, hoje, motos com as marcas Jawa e BSA.
Lançadas pela fabricante indiana da Jawa, em 1973, utilizavam a mesma mecânica de dois tempos (que consome óleo misturado à gasolina) daquela marca e, na prática, ocupavam o segmento “melhor custo-benefício” da linha.
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Não por acaso, seu slogan, na época, dizia algo como “uma moto para durável e que não desvaloriza” (forever bike, forever value).
Como a Jawa era uma marca da antiga Tchecoslováquia, o nome Yezdi veio da transcrição fonética da palavra tcheca “jezdi”, que significa “passear” (de moto, cavalo etc.). O curioso é que ele só foi usado na Índia.
Agora, no entanto, o espírito associado à marca Yezdi parece ser completamente outro. A começar pelo novo slogan: 'Not for the saint hearted" – algo como “Não é para os santinhos”. E o estilo algo malvado das motos combina bem com isso. Todas
Os três modelos têm uma base comum, que inclui um chassis (quadro) de duplo berço, freios a disco (320mm na frente e 240mm atrás), freios ABS e faróis e lanternas de LED. Vamos a eles:
Roadster – com um desenho de estradeira clássica, é oferecida nas versões Chrome e Dark. Ela é empurrada por um motor de um só cilindro com 334 cilindradas (cc), refrigerado com líquido e que produz 29,7 cv de potência (a 7.300 giros) e 2,95 kgfm de torque (a 6.500).
A transmissão tem seis marchas e suas rodas têm 18” (frente) e 17” (atrás), com uma distância entre os eixos de 1,4 metro. O tanque leva 12,5 litros de gasolina e sua suspensão usa um garfo telescópico na dianteira e um sistema com amortecedores a gás na traseira. A moto pesa 184 kg.
Scrambler - com estilo e pegada mais esportivos e descolados, a Scrambler traz um guidão mais alto e com protetores para as mãos, bagageiro na traseira, tanque com feitio mais redondo e assento com acabamento canelado.
Peso, mecânica e o câmbio são os mesmos de sua irmã Rodster, mas, nela os números são ligeiramente diferentes: 29,1 cv (a 8.000 giros) e 2,87 kgfm (a 6.750).
A Scrambler tem um mostrador em LCD em seu painel, onde se pode controlar as três opções de configuração de ação do sistema ABS, para chuva, asfalto e off-road.
Adventure – aqui a proposta é trail e o desenho aventureiro inclui roda dianteira grande – 21”, com pneu na medida 90/90, enquanto mantém as 17” de suas irmãs na traseira, mas com pneu 130/80 – e suspensão com 200 mm de curso com garfo telescópico na frente e com 180mm ajustável na traseira.
Seu motor vem com a configuração de maior potência das três: 30,2 cv (em 8.000 giros) e 3,04 kgfm de torque (6.500 giros). Sua distância entre eixos e altura do solo, claro, são também as maiores da família: 1.465 mm e 220 mm, respectivamente. Ela leva 15,5 litros de gasolina no tanque e pesa 188 kg.
A Adventure também oferece seleção de modos de ação para os freios ABS, conectividade e sistema de navegação com dados em tempo real, tanto sobre o caminho, quanto sobre as condições de funcionamento da moto.
Por enquanto, não há previsão de chegada desses modelos ao Brasil, mas, quem sabe? Afinal, sua principal concorrente, a Royal Einfield, já está por aqui há tempos.
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