Argentina proibirá carros novos a combustão em 2041

País vizinho lançará programa de estímulo à fabricação de modelos elétricos, com investimentos de cerca de US$ 8 bilhões

21/10/2021 - Redação / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

A partir de 2041 não haverá mais carros com motor a combustão à venda na Argentina. Esta, pelo menos, é a intenção do governo local com seu Projeto de Lei de Mobilidade Sustentável, que foi apresentado ao congresso na semana passada pelo presidente Alberto Fernández. 

Com uma previsão de investimentos da ordem dos US$ 8 bilhões, que devem ser feitos até 2030, o projeto prevê a criação de uma série de incentivos para impulsionar a produção de veículos elétricos pela indústria argentina.

Para tratar da regulamentação desses novos automóveis, será criada também uma nova agência estatal, a de Mobilidade Sustentável. 

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A estimativa é que essa nova demanda industrial proporcione ainda a criação de 21 mil novos empregos no setor. E, para estimular a transição, serão estabelecidas metas para que veículos elétricos ou movidos a gás natural passem a fazer parte das frotas de transporte público, substituindo progressivamente os atuais. 

A percepção do governo é de que essa transição seja uma oportunidade para a atualização tecnológica do parque industrial automotivo do país, criando ainda a possibilidade de se exportar os novos produtos para outros países.  

A Argentina conta com a terceira maior reserva de lítio comercializável do mundo, item fundamental para a produção de baterias, o que a coloca em vantagem também nesse aspecto.  

No caso do Brasil, está em regime de tramitação o Projeto de Lei 5332/20, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que proíbe a venda em todo o território nacional de veículos leves novos movidos a gasolina e óleo diesel a partir de 1º de janeiro de 2030.  

De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os veículos considerados leves são: motocicleta, triciclo, ciclomotor, automóvel, utilitário, motoneta, quadriciclo e caminhonete com peso bruto total de no máximo 3,5 toneladas. O PL ainda precisará passar por diversas comissões antes de seguir ao Plenário.  

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