Automóveis não recebem redução de IPI

Esperada segunda redução de IPI para automóveis não aconteceu. Entenda o motivo

06/05/2022 - Fernando Calmon / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

Anfavea tem um novo presidente, Márcio Leite, da Stellantis, que substituiu Luiz Carlos Moraes, da Mercedes-Benz. A entidade vai completar 66 anos de existência no próximo dia 15 de maio e Leite, de 51 anos, é o 20º a ocupar a posição para mandatos trienais. Ele terá muito desafios pela frente de curto e longo prazos.

Logo de início a esperada segunda rodada de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos não saiu da forma que se esperava.

Na realidade, o Governo Federal realmente ampliou o corte na alíquota do IPI de 25% para 35%, para vários produtos em um segundo decreto publicado em 29 de abril último. Mas é bom lembrar que, no caso da indústria automobilística, a primeira rodada, em 1º de março, a redução foi de 18% e não de 25%.

Leia mais:
+ BYD Seal busca ser o “Tesla chinês” com mais autonomia
+ Kia Sportage híbrido estreia em julho prometendo 16 km/l
+ Renault Kwid E-Tech surpreende com agilidade e boa autonomia

No preço final a diminuição ficou entre 1,2% (motores de 1 litro, flex ou gasolina) e 3,7% (motores acima de 2 litros, gasolina). Os últimos representam apenas 2% das vendas totais.

A surpresa agora é que apenas picapes e furgões enquadraram-se no segundo decreto. Estes produtos já tinham alíquotas mais baixas e os reflexos no preço final foram de 0,6% no primeiro decreto e 0,65% no segundo, totalizando 1,25% conforme cálculos da Bright Consulting. Como isso será repassado aos compradores dependerá da estratégia de cada marca. Os custos da indústria têm subido bem mais do que esses percentuais. 

Automóveis e SUVs não se beneficiaram da segunda rodada de corte no IPI, neste momento. Porém há ainda possibilidade de o Governo Federal rever esta posição, pois há forte pressão da Anfavea e da Fenabrave para tanto.

É bom salientar que a redução das alíquotas é definitiva e não temporária como aconteceu diversas vezes no passado, causando distorções até no mercado de trabalho. E empresa lucrativa, quando houver, paga imposto de renda. Automóveis, no Brasil, são os mais taxados diretamente do mundo.

Há uma longa cadeia produtiva e comercial ligada à indústria automobilística no Brasil: 20% do PIB industrial, 98.000 empresas, 1,1 milhão de empregos e investimentos de R$ 105 bilhões de 2014 a 2018.

Entre as prioridades de atuação de Márcio Leite estão aumentar a localização de itens como chips e caixas de câmbio automáticas (mais de 50% das vendas), exportações, descarbonização progressiva com ajuda do etanol e renovação da frota. “Tudo dentro do senso de urgência que tudo isso exige”, declarou na sua posse.

Acompanhe as novidades do mundo automotivo pelo iCarros no:

Facebook (facebook.com/iCarros)
Instagram (instagram.com/icarros_oficial)
YouTube (youtube.com/icarros)

  • Compartilhe esta matéria:
 

Faça seu comentário

  • Seguro Auto

    Veja o resultado na hora e compare os preços e benefícios sem sair de casa.

    cotar seguro
Ícone de Atenção
Para proteger e melhorar a sua experiência no site, nós utilizamos cookies e dados pessoais de acordo com nossos Termos de Uso e Política de Privacidade. Ao navegar pela nossa plataforma, você declara estar ciente dessas condições.