Brasil perde R$50 bi no ano devido acidentes no trânsito

Renault e Observatório Nacional de Segurança Viária analisam os altos números de acidentes em fórum sobre trânsito

29/05/2021 - Redação / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

A Renault promoveu na última quarta-feira (26) o Open Fórum de Trânsito, em conjunto com Observatório Nacional de Segurança Viária. O evento fomentou o debate sobre o panorama de segurança da última década de trânsito no Brasil e analisou os esforços em reduzir vítimas fatais de trânsito.

Um dos pontos mais importantes do debate foi levantado por Daniela Gurgel, gestora de comunicação do Observatório Nacional de Segurança Viária. Ela lembrou que o Brasil perde R$50 bilhões por conta de acidentes no trânsito por ano.  

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“Toda morte no trânsito é inaceitável, isso sem mensurar a dor das famílias das pessoas. Esse conceito de implantar a cultura da segurança viária na sociedade é aplicado em todos os países que, hoje, são exemplos em segurança no trânsito. Por isso que precisamos unir a iniciativa privada, a sociedade civil organizada e, também, o poder público para que, juntos, possamos trazer segurança para quem precisa sair de casa todos os dias”, afirma Daniela. 

A montadora francesa foi representada no debate por Caíque Ferreira, vice-presidente do Instituto Renault e diretor de comunicação da Renault do Brasil. Ele lembrou dos esforços que a instituição prega para a melhor da segurança e educação do trânsito brasileiro, além de relembrar que que mais de 5 mil professores passaram pela formação do Instituto Renault.  

“Um dos eixos de atuação do Instituto Renault é educação para segurança no trânsito. Por isso, ao longo dos dez anos do Instituto Renault, temos realizado diversas ações visando sensibilizar os diversos atores da sociedade brasileira, visando um trânsito com mais respeito e responsabilidade”, explica Caíque.  

Eduardo Biavati, mestre em sociologia pela UNB e especialista em educação e segurança no trânsito, também fez consideração sobre os altos números de acidentes no Brasil e acredita que poderiam ser feitas melhorias no sistema de habilitação.  

“Ele (sistema de habilitação) pode ser melhorado e mais rigoroso. As exigências de hoje não são mais frouxas do que as de 20 anos atrás, mas ainda é frouxa. A de motociclista então, é pífia. As pessoas mal sabem o que é pneu. Realmente existe um despreparo e irresponsabilidade no processo de formação e habilitação (dos condutores)”, diz Biavati.  

Durante o debate foi apontado que em 2019, segundo o Ministério da Saúde, tivemos 31.945 vítimas fatais em acidentes de trânsito. É o menor número desde 2002, mas ainda representa uma taxa alta de mortalidade: uma pessoa a cada 17 minutos.  

Daniela concluiu o debate lembrando que os pais e familiares podem e devem treinar os filhos após eles tirarem a CNH. “É preciso ensinar quem está perto após ele estar habilitado. Se nós tivermos mais noção dos riscos, nós podemos proteger quem está perto. Falta consciência desses riscos às pessoas”, disse Daniela. 

Com final do Maio Amarelo, o Observatório Nacional de Segurança Viária estende a campanha para o Laço Amarelo.  

“O Laço Amarelo ele na verdade é uma continuidade do Maio Amarelo. Queremos manter essa pauta em foco durante os outros meses do ano. Fizemos uma parceria com várias entidades e empresas para aumentarmos a educação do transito. Vamos manter esse assunto em alta nos outros meses do ano”, finalizou Daniela. 

Para saber mais sobre a campanha acesse: lacoamarelo.org.br

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