03/07/2022 - Redação / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
Uma das marcas mais antigas, queridas e populares, que mereceu até uma música de Janis Joplin, a Mercedes-Benz não poderia deixar de ter uma carreira longa e gloriosa no cinema.
Até porque, além dos castings espontâneos, o departamento de marketing da marca da estrela de três pontas de Stuttgart gosta de investir no cinema como forma de divulgar seus lançamentos e solidificar conceitos e – o que é fundamental na venda de carros – criar desejo.
Curiosamente, pelo menos para nós do Brasil, que pouco vemos esses carros por aqui, a Mercedes investiu muito na sua linha de jipões no cinema, a chamada classe G. Mas também nos SUVs do andar de cima. A sequência de seis filmes Jurassic Park + Jurassic World, que vai de 1993 a 2022, por enquanto, é uma plataforma para a Mercedes-Benz.
A estreia no mundo dos dinossauros aconteceu em 1997, no segundo filme da série, Jurassic Park: Mundo Perdido, quando a Mercedes, especula-se, investiu uma quantidade mastodôntica de dólares para trocar o ator inicialmente escalado, o Ford Explorer, por seu classe M, produzido nos EUA, no Alabama, e que foi pré-lançado nas telas.
Em 2015, Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros, quarta produção da saga, mostrou ao mundo o cupê GLE 450 AMG, que foi anunciado no filme antes de debutar no início do ano no Salão de Detroit.
Comparando os dois carros lançados num espaço de 18 anos, se tem uma noção de quanto o mundo dos SUVs, ou crossovers para quem prefere, evoluiu. Perto do GLE 450 os ML 3320 e 350 parecem… dinossauros.
No próprio Jurassic Wolrld ainda aparecem o caminhãozinho offroad Unimog e monstrão G 63 AMG 6 x 6, um veículo originalmente militar, gourmetizado para uso de milionários com complexo de Indiana Jones, de três eixos e seis rodas, com cinco diferenciais blocantes que podem travar qualquer uma das seis rodas ao toque de um botão.
Em Duro de Matar – Um Bom Dia Para Morrer, de 2013, Bruce Willis já tinha ralado bastante um classe G, mas dessa vez um humilde G 55, de apenas quatro rodas, como Jason Bourne (Matt Damon) em Supremacia Bourne (2004). Já Michael Douglas, em Beyond the Reach (Fora de Alcance), de 2014, na pele do caçador milionário John Madec, preferiu o classe G completo, o 63 de três eixos.
Mas a gente (pelo menos este escriba) prefere Michael Douglas sem grana, interpretando o professor de teatro da série Método Kominsky, com sua espetacular Mercedes 280 SE conversível 1968.
Das Mercedes conversíveis clássicas, a que mais chamou atenção nos últimos tempos, e fez muitos não acharem a parte mais sem graça do filme ela sendo destruída aos poucos, foi a de Se Beber Não Case. Mais de uma foi usada no filme, mas podemos assumir 280 SE 1969 como oficial.
Muito difícil resumir a história em construção da Mercedes no cinema, porque mistura de esportivos a jipões e limousines como a 600, que também abrilhantou várias produções, mas podemos fechar com um carro conceito criado a partir do game GT, o AMG Vision Gran Turismo que Ben Affleck (Bruce Wayne) guiava em Liga da Justiça. Deve ter dado vontade de nunca ter que se transformar em Batman para não ter que trocá-lo pelo Batmóvel.
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