17/11/2021 - Redação / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros
Como o setor de transportes corresponde a 25% das emissões globais de gases de efeito estufa, o tema transporte urbano foi bastante debatido. O maior investimento em transporte coletivo, principalmente com o aumento de linhas providas de ônibus elétricos, é uma saída para o futuro próximo. As melhorias também devem ser estendidas para os trens e metrôs.
Uma das propostas avaliadas foi a Trancity, plataforma que possibilita que os dados das redes de transporte público possam ser rapidamente analisados pelos gestores públicos, através de gráficos e mapas, garantindo melhor fluidez quando aplicados na mobilidade urbana.
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De acordo com a startup Scipopulis, que desenvolveu a Trancity, um ônibus elétrico em São Paulo pode reduzir a emissão de CO2 em até 125 quilos ao dia se ele estiver rodando no lugar de ônibus a diesel. A frota paulistana de ônibus gira em torno de 12 mil veículos, mas somente 18 deles são elétricos (sem contar os trólebus).
Outras propostas também foram levadas em conta na COP26, como a de aumentar o plantio de árvores nas cidades e promover a instalação de superfícies mais frias e reflexivas que impeçam a maior absorção do calor.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) calcula que as cidades podem ficar até 4ºC mais quentes, caso as emissões de gases continuem da mesma forma até o final do século.
Montadoras aderindo na descarbonização
Com relação aos combustíveis fósseis, o termo utilizado no texto final da COP26 fala em “redução gradual” dos veículos que são movidos com motores a combustão interna. Os carros híbridos e elétricos serão os grandes responsáveis por essas mudanças a médio e longo prazo.
Nessa parte os EUA e Europa estão na nossa frente, mas as montadoras estão cada vez mais preocupadas em trazer esses modelos também para a América Latina.
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A General Motors, a Ford e a Daimler estão entre as montadoras que prometeram tirar de suas linhas os veículos movidos com motor a combustão interna até 2040. Desta forma, a produção de modelos 100% elétricos deve aumentar cada vez mais.
Apesar de terem planos para diminuir as emissões de CO2 na produção dos veículos, a Toyota e a Volkswagen não aderiram nesta promessa de tirar todos os carros movidos a combustíveis fosseis até 2040. A VW colocou 2050 como meta.
Pneu reformado
Representantes da Associação Brasileira de Reformas de Pneu (ABR) participaram da COP26 e destacaram as contribuições que um pneu reformado traz do ponto de vista ambiental, social e econômico.
De acordo com a associação, o setor evitou, em dez anos, 26 milhões de toneladas de CO₂ em emissões no Brasil, e um gasto de cinco bilhões de litros de petróleo.
“A reforma de pneus garante um retorno ambiental de 80% a menos de CO₂, do que seria gerado pela produção de um pneu novo”, diz Élcio Mendes, gestor comercial da NSA Pneutec, empresa especializada em reforma de pneus.
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Mais Bikes circulando
O aumento de locais para tráfego de pessoas, seja para caminhadas a pé ou com mais ciclovias nas cidades, também está entre as soluções apresentadas na conferência.
Cerca de 300 organizações solicitaram, através da Federação Europeia de Ciclistas, que os governos presentes na COP26 aumentem as áreas para circulação de bicicletas nas áreas urbanas. A carta aberta solicita 10% do orçamento de transportes para ser aplicados em melhor infraestrutura para as bikes.
Várias organizações brasileiras assinaram o documento: Mobilize Brasil, Transporte Ativo, Bike Anjo, Ciclocidade, ParaCiclo, Aliança Bike, Ameciclo, Aro MeiaZero e UCB.
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Zerando emissões dos navios e aviões
A COP26 foi palco da assinatura da Declaração de Clydebank, onde 22 países se comprometeram a criar corredores de transporte marítimo sem emissões de CO2 nos próximos anos, sendo este o início do movimento para descarbonizar esta atividade.
As nações envolvidas nesta tratativa são: Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Costa Rica, Fiji, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Japão, Ilhas Marshall, Marrocos, Holanda, Nova Zelândia, Espanha, Suécia e o Reino Unido. O objetivo final é zerar as emissões líquidas até 2050.
No setor de aviação, os EUA se comprometeram a zerar suas emissões de CO2 até 2050. As viagens aéreas somam 3% das emissões no mundo.
Será que essas medidas serão suficientes para salvar o planeta? Talvez seja mais um embrião, visto que ainda falta, pelo menos no Brasil, uma maior cobrança da população aos políticos no que diz respeito a melhorias na mobilidade urbana e em medidas que diminuam emissões de CO2.
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