21/05/2021 - Redação / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
A maioria das reprovações nesses exames visuais ocorre porque o motorista passou a necessitar de óculos (que antes não usava) ou precisa atualizar os que usa já para a correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo.
Como o prazo entre os exames varia entre 10 (para quem tem até 50 anos) e três (maiores de 70) anos, é comum que o grau dos óculos – e/ou lentes de contato – tenha mudado. Pela legislação brasileira, motorista que necessita de correção visual e não os usarem ao dirigir podem ser multados.
Por isso, o ideal é fazer anualmente um check-up com um oftalmologista, para avaliar se há necessidade de mudança de grau e, também, detectar outros problemas que possam afetar a visão – como tudo em relação à saúde, quanto mais cedo forem diagnosticados, maiores as possibilidades de cura.
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Independentemente de penalidades financeiras, o principal motivo para manter sua capacidade de visão em dia, claro, é a segurança. “A boa saúde ocular é tão importante quanto a manutenção do veículo e o cumprimento às leis de trânsito”, diz a oftalmologista Alessia Braz, diretora clínica da Univi, especializada em doenças oculares e consultora da empresa óptica ZEISS.
A médica explica que, ao dirigir, nossa atenção se divide entre diferentes pontos e distâncias. “Nosso olhar transita entre o que acontece na estrada, veículos próximos, painel do carro e espelhos retrovisores e, para garantir a segurança, é imprescindível ter uma visão dinâmica.
Ela ensina que nossas pupilas reagem especialmente à intensidade da luz que atinge os nossos olhos. “O diâmetro das pupilas varia: fica menor quando são expostas a muita, e maior quando o ambiente é mais escuro”.
A médica diz que, em situações em que a luminosidade é baixa, como quando anoitece, sob chuva ou nuvens mais densas, as pupilas têm seu diâmetro entre o pequeno e o grande, o que afeta o desempenho visual e dificulta a percepção de espaço para os motoristas.
Ofuscamento
As luzes intensas, vindas dos faróis dos carros em direção contrária, a luz do sol refletida no piso da estrada e a iluminação das ruas à noite, muitas vezes mal posicionada, são causas comuns para a sensação de ofuscamento sentida pelos motoristas.
Nesse sentido, a pior situação costuma ser a do chamado “lusco-fusco”, aqueles momentos em que as condições de luz mudam mais radicalmente. A especialista explica que essa transição pode causar a perda da noção de distância e profundidade, ou até cegueira momentânea.
“Isso acontece, por exemplo, enquanto os olhos estão se ajustando em relação à luz que entra diretamente pelo para-brisa, no nascer ou no pôr do sol”, aponta a Dra. Alessia. Além das lentes corretoras, nossa capacidade visual – assim como a saúde como um todo – depende também de outros aspectos, como um bom sono.
Segundo estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), nada menos que 30% dos acidentes noturnos são provocados por motoristas que dormem ao volante. Para se ter uma ideia, esse percentual é equivalente ao dos acidentes provocados pelo consumo de bebidas alcoólicas.
Ou seja, a sua segurança como motorista – assim como a de todos os que viajam ou dividem com você a estrada – depende, e muito, de que tenha sempre os olhos saudáveis e bem abertos.
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