14/05/2022 - Fernando Calmon / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros
Dois modeles foram escolhidos para iniciar a produção: o compacto Celler (hatch e sedã) e o citadino QQ. O segundo produto era inadequado para os padrões da época do mercado nacional (3,55 m de comprimento; porta-malas de apenas 190 litros) e ainda tinha que enfrentar buracos e irregularidades em ruas e rodovias pelo Brasil afora. O Tiggo 2 lançado em 2018 como SUV era na realidade uma versão aventureira do Celler.
Em 2017 o Grupo Caoa entrou como sócio ao assumir 50% do capital da empresa. No entanto, os produtos mais rentáveis, os SUVs médios e médios grandes, ficaram em Anápolis (GO) onde há incentivos fiscais para desenvolver a região.
Prejuízos acumularam-se em todos os anos de funcionamento da fábrica que produzia até a semana passada os Tiggo 2 e 3x . O aceno para 2025 certamente foi para tentar acalmar o sindicato. Não faz sentido demitir e indenizar quase 500 funcionários para recontratar daqui a três anos.
Além disso, a rigor não havia necessidade de duas unidades fabris, uma em Jacareí e outra em Anápolis para uma marca que detinha apenas 2,5% do mercado de automóveis e SUVs.
A Caoa Chery, no entanto, está desenvolvendo híbridos convencionais e plugáveis com motores a combustão flex para produção na fábrica de Anápolis, onde são produzidos os SUVs Tiggo 5x Pro, 7 Pro e TXS, 8 e a série limitada 8 Founder’s Edition em homenagem ao fundador da empresa, o médico paraibano Carlos Alberto de Oliveira Andrade, falecido 14 de agosto de 2021 aos 77 anos.
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