22/11/2022 - Redação / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
Lançada no finalzinho de 2019, a oitava e atual geração do VW Golf deve ser sucedida por outra totalmente elétrica. Embora essa informação ainda não tenha sido oficialmente confirmada pela Volkswagen, uma recente declaração do CEO da empresa, Thomas Schäfer, indica isso.
“Nomes como Golf e GTI são icônicos e seria uma loucura deixá-los morrerem ou perdê-los”, afirmou o executivo ao site inglês Autocar. Vale lembrar que o Golf é o modelo mais vendido da marca em todos os tempos e, também uma valiosíssima marca que carrega 48 anos de trajetória.
Ele soma mais de 35 milhões de unidades vendidas (marca ultrapassada no ano passado), tendo sido produzido aqui no Brasil entre 1998 e 2019. Embora também não tenha mais o brilho comercial que o consagrou na Europa, o Golf ainda vende bem por lá, justificando o lançamento de sua nona geração.
E não custa lembrar que, na Alemanha, a VW mantém em linha uma opção híbrida para o carro, a GTE, que chegou a ser vendida aqui faz um tempo. E que, entre 2017 e 2020, a mesma Volkswagen já produziu uma versão elétrica do modelo, o e-Golf.
O que pode acontecer
Esse primeiro Golf a baterias “morreu” com a chegada do ID.3 – o primeiro modelo da marca a ser projetado “do zero” para ser elétrico, e que tem porte semelhante ao do irmão mais velho. Daí as possibilidades para o futuro Golf de emissões zero serem basicamente três:
- A primeira é que seja construído sobre a mesma plataforma da família ID – que, além do hacth ID.3, conta com os SUVs ID.4 e ID.5. Embora esse seja o caminho mais fácil, isso faria do futuro carro, na prática, uma mera variação do atual ID, o que não pode não ser lá muito atraente para o consumidor.
- A segunda opção seria construir o novo carro a partir de uma nova plataforma, que poderia dar origem a toda uma família inédita de modelos, ampliando a gama da VW. Algo que certamente demandaria mais investimentos, mas que poderia atender, também, a outras marcas do grupo.
- A terceira e mais simples (e barata) opção seria manter a atual plataforma MQB, criada para veículos a combustão, mas que aceita modelos de propulsão elétrica – como o já mencionado e-Golf anterior. Isso talvez tornasse sua montagem em países como a China e o Brasil mais viável.
De toda forma, não se espera que a nova geração do Golf chegue antes de, pelo menos, 2025 (ou até um pouco depois disso). Até lá, as palavras “Golf” e “elétrico” estarão mais associadas àqueles carrinhos com os quais os jogadores e seus tacos se movimentam pelos campos, entre 18 buracos.
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