Harley-Davidson prepara novas motos elétricas

Depois de lançar sua primeira moto a bateria, a marca prepara outros modelos para sua linha LiveWire

15/01/2022 - Redação / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Com foco em um mercado em crescimento, a Harley-Davidson está preparando uma série de novos modelos totalmente elétricos. A ideia é criar toda uma linha de motos “verdes”, que se somarão à LiveWire1.

LiveWire, aliás, que de modelo passou a ser, também, o nome de uma divisão específica da HD para esse tipo de veículo. É provável que o primeiro deles chegue ainda este ano.

Quando a gente pensa em Harley-Davidson, geralmente o que vem à cabeça é uma daquelas tradicionais motos estradeiras “custom”, com porte grande, cromados, muito estilo e atitude. E, também, aquele pô-pô-pô encorpado, que sai de seu escapamento e enche o espaço, marcando sua presença.

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Uma imagem que, reconheçamos, a empresa já se esforça há um bom tempo para, se não mudar, ampliar, trazendo para seu catálogo, junto à clássicas como a Electra Glide e a Fat Boy, modelos em estilo mais contemporâneo – como a recente reestilização da Sportster S e o lançamento da big-trail Pan America 1250.

O maior choque – com o perdão do trocadilho – de contemporaneidade da marca, porém, foi dado em 2019, com o lançamento da primeira moto elétrica da marca, a LiveWire1. Pois é. Esqueça aquele som mencionado dois parágrafos acima. 

Vale mencionar que, além da moto, a Harley produz bicicletas elétricas, as Serial 1 eBicycles e, também, as Electric Balance Bikes H-D*.

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Nova arquitetura

Assim como a LiveWire1, os futuros modelos – por enquanto tratados como S-2, S-3 e S-4 – terão como base a arquitetura Arrow. Eles devem ter desenhos derivados do que foi criado para a moto-conceito EDT600R, divulgada em 2019.

Entre as características dessa plataforma, está a ausência de um chassi que envolva todos os componentes. Assim como em alguns modelos esportivos recentes a gasolina de outras marcas, o conjunto de baterias, motor e demais componentes será montado em torno de um suporte em alumínio, reduzindo o peso total da moto.

E todo o conjunto será refrigerado por um mesmo sistema de arrefecimento, que dependendo do porte e potência do modelo, poderá ser a ar ou contar com um radiador com líquido. O tamanho e capacidade das baterias também poderá variar, de acordo com o desempenho da versão.

Na atual LiveWire, por exemplo, a autonomia fica entre os 158 e 235 km, dependendo da média horária (elétricos gastam menos em velocidades mais baixas).

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O motor gera 105 cv de potência e 11,8 kgfm de torque e, segundo o fabricante, ela atinge 180 km/h de máxima, limitados eletronicamente. A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 3 segundos.

Outro detalhe interessante é a possibilidade de se usar essa mesma base para projetos bem distintos, pois sua forma modular permite, entre outras coisas, que sejam usadas diferentes suspensões dianteiras, com geometrias específicas para cada uso – em estrada ou terra; ou em modelos de vários tamanhos, por exemplo. 

Como a flexibilidade para projetos praticamente não tem limites, é muito provável que tenhamos uma gama com numerosas opções de (silenciosos) modelos Harley-Davidson vindo por aí.

(*) Confira a moto e as bicicletas elétricas da Harley-Davidson clicando aqui (em inglês). 

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