15/08/2021 - Alexandre Kacelnik/ RF1 / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
Durante toda sua trajetória no século passado, a Chevrolet do Brasil fabricou carros baseados nos modelos da Opel, braço alemão da GM.
O Chevette, lançado em 1973, era uma versão do Kadett 3, e o nosso Kadett propriamente dito, lançado em 1989, uma versão do Kadett 5.
Entre eles, o campeão de vendas da marca foi o Monza, cuja versão perua só existiu nas pranchetas da fábrica da Chevrolet em São Caetano do Sul.
Sendo assim, quando a versão perua do Kadett, a Ipanema, chegou às concessionárias em 1990, ela veio substituir a Marajó de duas gerações atrás, e em relação a ela, era um show de modernidade.
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Até em relação a Parati e Elba, que já eram velhas de guerra e batalhavam pela liderança do segmento de pequenas peruas.
A Ipanema, com motor 1.8, de 95 cavalos, era idêntica a um Kadett de duas portas, apenas alongado e com uma traseira totalmente reta.
Embora essa traseira desse ao carro vantagens aerodinâmicas, pois evitava a turbulência, o contraste com as formas mais arredondadas da frente recebeu muitas críticas no Brasil.
Vale ressaltar que peruas hoje cultuadas mundialmente, as Volvo 960 e 850, têm a traseira igualmente reta, mas realmente harmonizam melhor com o resto do carro.
Ensanduichada entre Elba - mais econômica – e Parati – de melhor desempenho e com mais apelo esportivo -, a Ipanema tinha como diferencial a tecnologia.
Sua versão top, a SL/E, tinha como opcionais direção hidráulica, câmbio automático e regulagem pneumática de altura da suspensão traseira.
Vidros, travas e retrovisores elétricos (trio elétrico) e computador de bordo, só para falar de alguns, também eram luxos que a concorrência não oferecia.
Todos esses atrativos não fizeram da Ipanema uma campeã de vendas.
A primeira grande evolução veio em 1993, quando o mercado já estava aberto para os importados e o consumidor brasileiro percebeu que o que ele nutria em relação aos carros de duas portas não era amor, mas uma espécie de tara.
Quando a Ipanema ganhou mais duas portas, Fiat Elba e VW Quantum já tinham essa configuração. A Ipanema de quatro portas também teve um baita upgrade de motor, ganhando o motor 2.0 do Monza, de 110 cavalos, mais condizente com seus 1200 quilos.
Em 1996, quando VW preparava a segunda geração da Parati e Fiat estava com o projeto da Palio Weekend adiantado, a Ipanema recebeu um facelift.
Em 1997, a injeção multiponto foi seu último suspiro. No mesmo ano, a produção da Ipanema foi descontinuada e a Chevrolet apostou no Corsa Wagon.
Pode até ter desempenhado melhor no mercado, mas daqui a umas décadas certamente a Ipanema terá muito mais cultuadores.
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