Lewandovski vai para o Barcelona e perde carros da Audi

Atual melhor do mundo, Lewandovski troca de time e de carro: sai Audi de mais de 600 cv, entra Cupra com motor 1.4

10/08/2022 - Redação / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

Jogando pela equipe alemã do Bayern de Munique desde 2014, o craque polonês Robert Lewandowski se acostumou a ir aos treinos ao volante de bólidos da Audi, patrocinadora do time e que, por contrato, fornece, digamos, meios de transporte aos seus atletas. Agora, após trocar os bávaros pelo Barcelona, ele vai dirigir um carro menos potente.

Isso porque, assim como o Bayern, o Barça tem um fabricante de automóveis entre seus principais patrocinadores, a Cupra – divisão esportiva da Seat, marca espanhola que, assim como a Audi, pertence ao grupo Volkswagen mas que, digamos, joga em uma divisão inferior.

Explicando: como em outros grandes conglomerados de montadoras, no grupo Volkswagen as diversas marcas têm foco em diferentes faixas de mercado. As mais caras – Bentley, Bugatti e Lamborghini – ficam no topo da escala. 

A Seat/Cupra está no extremo oposto, um pouquinho acima da Skoda, a mais popular, enquanto a Audi fica mais para cima, logo abaixo da Porsche e acima da “marca-mãe”, a própria Volkswagen.

Antes...

Voltando ao Lewa ou “Lewangoalski” (seu apelido na Europa), no Bayern, o modelo que ele vinha usando para ir para o trabalho era o grande sedã elétrico RS e-tron GT, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos e chegar aos 250 km/h, fôlego para nenhum centroavante botar defeito.

Para isso, conta com motores elétricos que juntos, geram até 646 cv de potência (no modo arrancada). Suas baterias garantem uma autonomia de até 472 km – ou seja, se não forçar muito, dá para jogar os “90 minutos” de uma viagem de percursos bem razoável sem pedir para sair de campo.

Disponível aqui no Brasil, o modelo em versão 2022 custa hoje pouco menos de R$ 1.100.000.

Agora...

Na temporada passada (2021/22), os jogadores da equipe culé receberam da Cupra o modelo Formentor VZ, um crossover que, dependendo de sua versão, pode ter motores de 1.4 (como o do Polo GT) a 2.5 litros e potência total entre 250 cv – caso da opção híbrida – e 390 cv – oferecidos pelo topo de linha VZ5.

Nenhum deles, claro, é o que se poderia chamar de carro fraquinho, mas na comparação com o verdadeiro canhão de elétrons da marca alemã, oferecem números bem mais modestos. O irônico é que a base mecânica do modelo espanhol é a mesma usada em carros da Audi, como o RS Q3.

Obrigação contratual

Segundo apuramos, por contrato, os jogadores do Barcelona (assim como acontece em outros clubes europeus) são obrigados a usar o carro fornecido pelo patrocinador para ir ao clube, especialmente aos treinos. Caso contrário, podem ser multados em 50 mil euros (pouco mais de R$ 260 mil).

Mas esse “esforço” não precisa ser repetido em outras circunstâncias, ou seja, eles podem dirigir o que quiserem para ir a outros lugares e ninguém tem nada a ver com isso.

No caso do Lewandovski, as opções na garagem são muitas. Como muitos de seus colegas no topo do estrelato futebolístico, ele gosta e coleciona carrões incríveis, e conta com modelos como Ferrari F12 Berlinetta, Mercedes AMG CL 63, Maserati GranTurismo Sport, Porsche 911 Speedster e Bentley Continental, entre outros.

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