08/02/2026 - / Fonte: iCarros
A Lotus, marca britânica fundada por Colin Chapman em 1952, está prestes a iniciar vendas oficiais no Brasil. Com acordo assinado com grupo importador ainda mantido em sigilo, a estreia deve acontecer entre o final de 2026 e o início de 2027.
A Lotus Cars chega para ocupar o topo da cadeia de marcas do grupo Geely no país, ao lado de Volvo, Zeekr e Lynk & Co, trazendo o legado de leveza, precisão e paixão pela pilotagem que marcou sua história na Fórmula 1 e nas pistas.
O foco inicial será no esportivo Emira, último modelo a combustão da marca, mas SUVs e sedãs elétricos também devem chegar para reforçar a imagem de luxo tecnológico e performance.
História da Lotus e legado de Colin Chapman
A Lotus nasceu com a filosofia de “simplificar, depois acrescentar leveza”. Colin Chapman acreditava que o melhor desempenho vinha da redução de peso e da aerodinâmica eficiente, não apenas de motores potentes.
Essa receita levou a vitórias na Fórmula 1, incluindo os títulos de Ayrton Senna com a Lotus entre 1985 e 1987, e fez modelos como Elise, Exige e Evora se tornarem ícones entre entusiastas de carros leves e precisos.
Desde 2017 sob controle da Geely, a Lotus Cars passou por profunda transformação. A marca manteve a sede em Hethel (Inglaterra) para desenvolvimento e produção de modelos a combustão, enquanto a fábrica de Wuhan (China) assume os elétricos de alto volume.
Essa combinação permite unir tradição britânica com escala chinesa, preparando a Lotus para competir no segmento de luxo elétrico global.
Lotus Emira: o último esportivo a combustão da marca
O Lotus Emira é o carro que mais representa o legado clássico da marca. Substituto do Evora, ele mantém motor central-traseiro, tração traseira e foco absoluto na conexão entre piloto e máquina. Duas opções de motorização estão disponíveis:
2.0 turbo de 365 cv (origem Mercedes-AMG) com câmbio DCT de dupla embreagem
V6 3.5 supercharged de 406 cv (origem Toyota) com opção de câmbio manual de 6 marchas
Ambas entregam aceleração abaixo de 5 segundos para 0-100 km/h e máxima acima de 290 km/h. Apesar de pesar cerca de 1.400 kg (mais que um Elise), o Emira continua fiel à receita Chapman: leveza relativa, equilíbrio perfeito e dirigibilidade afiada. No Brasil, ele deve chegar como vitrine de performance, com preço estimado na casa de R$ 1 milhão.
Lotus Eletre e Emeya: a nova era elétrica de luxo
A Lotus abraçou a eletrificação com dois modelos construídos na China sobre a plataforma SEA de 800V da Geely.
O Eletre é um SUV de 5,10 m que rivaliza com Lamborghini Urus e Ferrari Purosangue. Versões topo entregam 918 cv e mais de 100 kgfm de torque, com 0-100 km/h abaixo de 3 segundos. Bateria de 100 kWh oferece autonomia de cerca de 600 km (WLTP), com carregamento ultrarrápido de 350 kW. Interior high-tech com múltiplas telas e acabamento em Alcantara reforça o posicionamento de luxo.
O Emeya é um sedã GT de 5,14 m, rival direto do Porsche Taycan. Com até 905 cv e tração integral, acelera de 0 a 100 km/h em 2,78 segundos. Design fluido, aerodinâmica ativa e interior focado em telas e conforto premium marcam presença. Ambos usam LiDAR e sensores avançados para condução semi-autônoma.
Expectativas para a Lotus no Brasil e posicionamento
A chegada da Lotus Cars ao Brasil preenche a lacuna de superluxo no portfólio Geely, posicionando-a acima da Volvo (segurança e sofisticação) e da Zeekr (tecnologia elétrica).
O Emira será a vitrine de performance e tradição, enquanto Eletre e Emeya mostram a capacidade da marca em veículos elétricos de alto desempenho.
Preços devem começar acima de R$1 milhão para o Emira, com SUVs e sedãs elétricos na faixa de R$800 mil a R$1,5 milhão. A operação combina produção inglesa para modelos icônicos e chinesa para elétricos de volume. A Lotus chega em momento estratégico, quando o mercado premium brasileiro cresce e busca opções que unam legado histórico com eletrificação moderna.
A chegada dos carros da Lotus no Brasil representa mais que um simples movimento: é a volta de um nome lendário que une leveza, precisão e emoção. Com Emira como último suspiro a combustão e Eletre/Emeya como futuro elétrico, a marca promete equilibrar tradição e inovação.
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