02/10/2022 - Fernando Calmon / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
O esforço do governo argentino em dar um norte para diminuir as emissões de gás carbônico (CO2) está em parte centrado em ampliar o uso do gás natural (metano), principalmente em veículos comerciais e ônibus.
A frota de automóveis a gás já foi maior porque o país construiu uma grande infraestrutura de abastecimento como incentivo, mas ao longo do tempo as vendas foram caindo. É preciso uma quilometragem rodada por dia relativamente alta para compensar financeiramente, além de discreta perda de potência e torque quando se faz adaptação correta do motor. O peso alto dos cilindros também afeta o desempenho.
A Argentina tem reservas gigantescas de gás natural cuja pegada de carbono é menor do que derivados de petróleo. Veículos representam 14% das emissões totais de CO2, não muito diferente do Brasil que adotou o etanol como alternativa usado diretamente em motores flex ou em mistura com a gasolina.
Ainda assim o país vizinho lançou agora um plano de eletrificação para automóveis e veículos comerciais leves para “resguardar as futuras gerações”.
Nada contra esta visão, mas a meta até 2030 parece inviável de cumprir: em apenas oito anos 50% das vendas deverão ser de modelos 100% elétricos. Aí fica difícil.
No primeiro semestre deste ano foram vendidos apenas 84 elétricos na Argentina ou 0,04% do total comercializado. No Brasil esta proporção é 10 vezes maior: 0,4%.
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