Polo 2023 perde desempenho e ganha em consumo de combustível

De fato, o modelo de entrada (versão MPI) foi reajustado para cima, enquanto duas outras diminuíram de preço

07/10/2022 - Fernando Calmon / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

Houve discussões até em redes sociais sobre as modificações introduzidas pela VW no Polo 2023. As críticas apontam que o modelo foi “rebaixado” em termos de equipamentos, além de dúvidas sobre os preços.

De fato, o modelo de entrada (versão MPI) foi reajustado para cima, enquanto duas outras (Comfortline e Highline) diminuíram de preço (de R$ 7.000 a R$ 9.000).

Além disso, o motor aspirado de 1,6 L que havia saído de linha em fevereiro foi substituído agora pelo três-cilindros 1-L turbo (nova versão, TSI). Por outro lado, faróis de LED desde a versão de entrada, além de exclusividade entre os compactos, são um grande avanço em segurança ativa.

O hatch compacto recebeu simplificações como a troca dos freios traseiros a disco por tambor, perdeu conta-giros e regulagem de altura e distância do volante nas versões MPI e TSI, além de redução de potência do motor de 1 L turbo, de 128/116 cv (E/G) para 116/109 cv, e de torque, de 20,4 kgf.m para 16,8 kgf.m (E ou G).

Pude avaliar as versões TSI com câmbio manual de cinco marchas e Highline com automático de seis, ambos abastecido com etanol, numa viagem ida e volta de 90 km entre São Paulo (SP) e Araçariguama (SP). Com o câmbio automático a percepção de perda de desempenho não chega a ser muito relevante, mas numa ultrapassagem em estrada as respostas ao acelerador exigem mais atenção. Porém na aceleração de 0 a 100 km/h a perda foi de quase um segundo (antes 9,6 s e agora 10,5 s). Entre os principais concorrentes o Onix acelera em 10,1 s e HB20 em 10,7 s.

Na versão de câmbio manual em algumas situações obriga a utilizar mais a alavanca, embora o curso e a precisão de engates sejam a melhor referência do mercado. Aceleração de 0 a 100 km/h em 10 s é um pouco melhor que a versão automática, enquanto Onix marca 10,1 s e o HB20 9,3 s assumindo a liderança em desempenho entre os compactos com câmbio manual.

Por outro lado, o consumo de combustível em ciclo urbano melhorou com etanol entre 9% e 17%, dependendo da versão, e com gasolina entre 8% e 17%. No ciclo rodoviário entre 9% e 15% (etanol) e entre 7% e 15% (gasolina). São números muito bons.

Quanto aos freios a tambor nas rodas traseiras não notei perda de capacidade de desaceleração nem de eficiência quando mais exigido. Como houve uma pequena redução de massa do veículo a frenagem de 100 km/h até a imobilização é feita em 38,3 m e na versão anterior, com discos nas quatro rodas, 39,4 m, ou seja, o modelo atual para em uma distância menor.

Os amortecedores foram recalibrados. O Polo 2023 ficou um pouco menos firme do que antes, porém sem alterar as qualidades dinâmicas que sempre marcaram o modelo como referência em seu segmento.

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