11/02/2021 - Fernando Calmon / Fotos: Folhapress / Fonte: iCarros
Como 2020 foi um ano atípico em razão da pandemia que começou a afetar o mercado e principalmente os emplacamentos só a partir de março, a comparação traz números animadores.
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Ao contrário das vendas, que dependem de dias úteis, a indústria conseguiu lidar com a escassez de componentes (e de semicondutores, problema mundial) por meio de horas extras, trabalho no sábado e suspensão de férias.
O aumento de produção foi de 4,2% e das exportações, 22%. Esse último indicador reflete a desvalorização cambial que impulsiona vendas ao exterior.
Para quem quer adquirir um automóvel novo, no entanto, a espera deve continuar. A indústria e as concessionárias continuam com estoques muitos baixos: apenas 18 dias, metade do velho normal.
Será difícil mudar os hábitos do consumidor. Ao contrário dos europeus que costumam planejar a troca do veículo com até um ano de antecedência, o brasileiro tem perfil mais parecido com o comprador americano.
Se as entregas demoram muito, pode desistir ou comprar um seminovo. Esse comportamento tem pressionado os preços no mercado de usados em geral.
A procura acima do esperado também sofre influência dos aumentos de preços. O comprador já percebeu que o dólar caro será repassado e tenta se antecipar.
Nos próximos meses, deverá haver uma acomodação à medida que a cadeia de suprimentos se readaptar, além de vacinação em massa aumentar a confiança.
Fevereiro, em particular, mês curto e influenciado pelo Carnaval (este ano fora dos padrões habituais) tem histórico de comercialização fraca. Espera-se, pelo menos, que a importação de semicondutores essenciais para a eletrônica de bordo de qualquer veículo volte à normalidade. Se este gargalo for superado logo, a produção continuará a subir.
ALTA RODA
COMO comentei anteriormente, Apple e Hyundai não estão tão próximas assim de colaboração para veículos autônomos. Ora se diz que Apple quer sondar outros fabricantes (Mercedes-Benz), ora que Hyundai direcionou o eventual acordo para a subsidiária Kia.
Apple Car, se existir, pode não passar de desenvolvimento de sistema autônomo para licenciar e dividir a receita de serviços com alguma fabricante de veículos sem capacidade de investir nesta área de valores e riscos muito altos.
PROXIMIDADE histórica de Audi e Porsche se reproduz também nas arquiteturas elétricas. É o caso dos sedãs de quatro portas Audi e-tron GT quattro e Audi RS e-tron GT que, além de compartilharem motores, baterias e até o câmbio automático de duas marchas, apresentam dimensões praticamente iguais às do Taycan.
O estilo, porém, é tipicamente Audi e bem diferente do modelo da Porsche. Resta ver o posicionamento de preços, quando chegarem ainda este ano ao Brasil. As duas fabricantes alemãs têm como alvo o Tesla S, antes sem concorrentes diretos.
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